Uso da IA no setor cultural é tema de debate internacional

Carnaval carioca é um dos exemplos de uso de IA no setor cultural. Foto: Alex Ferro/RioTur.
A Inteligência Artificial é uma realidade cada vez mais frequente. E, atualmente, até quem trabalhar com cultura explora mais essa poderosa ferramenta digital. Por isso, dois eventos internacionais discutiram a importância do uso da IA no setor cultural. E em ambos, o presidente da Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-RJ), Roberto Janssen, representou o Rio de Janeiro para falar sobre o assunto.
Ele, que também é vice-presidente da Aliança Mundial de Inovação, Tecnologia e Serviços (WITSA), participou do painel de Inteligência Artificial no Meet ICT – BITEX, no Bahrein. Além disso, marcou presença no Consumer Electronics Show (CES) 2026, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Nos dois locais, ele destacou a pluraridade do uso da IA, incluindo no carnaval.
O Carnaval é o maior exemplo da expressão da nossa capacidade de combinar arte, tecnologia e colaboração em um espetáculo global. O ambiente de trabalho no Rio se destaca pela sua multidisciplinaridade e sua capacidade de integrar abrangendo diferentes setores – desde tecnologia até a economia criativa”, afirma Janssen.

Roberto Janssen é o presidente da Assespro. Foto: Divulgação/ASCOM ASSESPRO/RJ
Burocracia como empecilho
Segundo o especialista, a cidade tem forte internacionalização e potencial de crescimento devido à sua visibilidade global, que favorece parcerias e atrai investimentos. Mas pontua que o excesso de burocracia é um entrave para avanços mais profundos em iniciativas do tipo.
Há desafios, como a burocracia excessiva, a limitação de acesso ao capital e a fraca integração com os mercados internacionais. No entanto, o Rio conseguiu transformar a sua diversidade cultural em um ativo competitivo. O Brasil tem enorme potencial, mas ainda enfrenta desafios na consolidação da sua competitividade global. Embora países como os Estados Unidos e a China tenham sistemas de inovação altamente estruturados, o Brasil se destaca pela sua adaptabilidade, criatividade e resiliência — traços nascidos de nossa rica cultura”, diz Janssen. Segundo ele, o Carnaval demonstra que o Brasil tem capacidade de liderar nos setores de criatividade e engajamento. “A área tecnológica pode aproveitar essa mesma energia para ganhar terreno em inovação. O grande desafio é incorporar esse potencial em políticas públicas e incentivos que apoiem a sustentabilidade e o crescimento das empresas”, define.
O especialista destaca que a inteligência artificial veio para ficar.
Assim como o Carnaval usa tecnologia para melhorar desempenhos e experiências, a IA pode otimizar processos, prever tendências e personalizar soluções em vários setores. Na diversificada economia brasileira de empreendedorismo e inovação, a IA pode ser um diferencial estratégico para as startups, ajudando-as a se posicionar de forma inovadora e eficiente no mercado internacional. A combinação da cultura brasileira, com DNA específico, e o poder da IA têm potencial para gerar soluções tecnológicas únicas que criam valor e desbloqueiam novas oportunidades no cenário mundial”, crê Janssen.








































