Eleições 2026Estado do Rio de Janeiro

Rio troca 146 urnas no segundo turno; veja balanço do TSE

Eleitores votam nas Eleições 2026 em urna eletrônica

Rio troca 146 urnas no segundo turno; veja balanço do TSE | Fabio Pozzebom/Agência Brasil

As urnas substituídas no Rio chegaram a 146 até as 15h31 deste domingo (25), durante o segundo turno das Eleições 2026. O número coloca o Rio de Janeiro na segunda posição nacional em quantidade de equipamentos trocados, atrás apenas de São Paulo, segundo o terceiro boletim do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar das substituições, nenhuma seção eleitoral fluminense precisou recorrer à votação com cédulas de papel.

O levantamento anterior, realizado ao meio-dia, registrava 95 urnas substituídas no estado. Portanto, houve 51 novas trocas entre os dois balanços, crescimento de aproximadamente 53,7% no total acumulado.

Em todo o Brasil, a Justiça Eleitoral contabilizou 1.351 substituições até as 15h31. O resultado equivale a 0,25% do parque de equipamentos considerado pelo TSE, incluindo as urnas principais e de contingência.

Rio registra 146 trocas e supera Paraná em número absoluto

O balanço mostra que São Paulo lidera as substituições, com 263 equipamentos trocados. O Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com 146, seguido pelo Paraná, com 127.

Minas Gerais ocupa a quarta posição, com 104 substituições. A Bahia aparece em seguida, com 87.

Entre os estados com maior número absoluto de trocas, o TSE registrou:

  • São Paulo: 263 urnas substituídas;
  • Rio de Janeiro: 146 urnas;
  • Paraná: 127 urnas;
  • Minas Gerais: 104 urnas;
  • Bahia: 87 urnas;
  • Santa Catarina: 82 urnas;
  • Rio Grande do Sul: 78 urnas.

Além disso, as 146 substituições fluminenses representam aproximadamente 10,8% de todas as trocas registradas no país até o horário do levantamento.

Entretanto, a quantidade absoluta não deve ser confundida com a proporção de substituições. Estados com maior número de equipamentos podem apresentar mais trocas sem necessariamente registrar maior incidência proporcional.

Percentual de substituições no RJ chega a 0,35%

O Rio de Janeiro possui 37.675 urnas principais destinadas às seções eleitorais, além de 3.703 equipamentos de contingência, preparados para substituir aparelhos quando necessário.

Considerando esse conjunto, o percentual de substituições informado pelo TSE é de 0,35%.

No Brasil, a Justiça Eleitoral disponibilizou 499.248 urnas principais e 48.815 equipamentos de contingência. O percentual nacional de substituição ficou em 0,25% até as 15h31.

Assim, o índice fluminense está 0,10 ponto percentual acima do nacional, segundo a metodologia utilizada no relatório oficial.

Contudo, esse indicador não representa a proporção de eleitores impedidos de votar. O boletim registra equipamentos substituídos, e não a quantidade de pessoas eventualmente afetadas por interrupções.

Trocas aumentaram 53,7% desde o meio-dia

A comparação entre os dois boletins oficiais permite acompanhar a evolução das substituições ao longo da votação.

Indicador12h15h31
Urnas substituídas no RJ95146
Urnas substituídas no Brasil9001.351
Seções com votação manual no RJ00
Seções com votação manual no Brasil00

Entre meio-dia e 15h31, o Rio contabilizou 51 novas substituições. Nacionalmente, o aumento foi de 451 equipamentos, crescimento aproximado de 50,1% no total acumulado.

Os números são parciais e podem sofrer alterações até o encerramento da votação e a consolidação dos registros pelas autoridades eleitorais.

O que acontece quando uma urna eletrônica apresenta defeito?

A Justiça Eleitoral possui procedimentos específicos para resolver problemas técnicos durante a votação.

De acordo com a Resolução TSE nº 23.751/2026, a equipe responsável deve verificar o funcionamento do equipamento e realizar os procedimentos autorizados para restabelecer a votação.

Se o problema persistir, os técnicos poderão utilizar uma urna de contingência, previamente preparada para substituir o equipamento original.

Entre as medidas previstas estão:

  • Reiniciar o equipamento conforme os procedimentos autorizados;
  • Verificar ou reposicionar a mídia de votação;
  • Substituir a urna por um equipamento de contingência;
  • Substituir a mídia defeituosa por outra preparada para a operação;
  • Registrar os procedimentos adotados na ata da seção eleitoral.

Além disso, os procedimentos devem respeitar as regras de identificação, lacração e acompanhamento estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

O TSE explica que os votos são armazenados de maneira redundante, permitindo sua preservação durante os procedimentos regulares de substituição dos equipamentos.

Entretanto, o relatório divulgado neste domingo não identifica os motivos individuais das 146 substituições registradas no Rio. Portanto, não é possível atribuir todas as ocorrências a uma mesma falha técnica.

Nenhuma seção precisou utilizar voto em papel

Apesar das 1.351 trocas realizadas no país, nenhuma seção eleitoral havia adotado votação manual até as 15h31, segundo o relatório do TSE.

A legislação brasileira admite a utilização de cédulas de papel quando os procedimentos de contingência não conseguem restabelecer o funcionamento eletrônico.

Entretanto, essa alternativa constitui uma medida excepcional, sujeita às regras da Justiça Eleitoral.

Assim, a necessidade de substituir uma urna não significa, por si só, que a votação tenha sido invalidada ou que os votos já registrados tenham sido perdidos.

Também não é possível concluir, apenas pela quantidade de substituições, que houve interferência externa ou irregularidade no processo eleitoral.

O boletim apresenta dados operacionais sobre equipamentos e não constitui um levantamento de denúncias de fraude.

TSE não detalha quais municípios do Rio tiveram substituições

Embora o relatório apresente o total de 146 urnas substituídas no Estado do Rio de Janeiro, não há discriminação por município, zona ou seção eleitoral no documento divulgado às 16h.

Por isso, os dados disponíveis não permitem identificar quantas substituições ocorreram especificamente em Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí ou na capital fluminense.

Também não é possível estabelecer se houve concentração das ocorrências em determinados bairros.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) organiza a votação em 37.675 seções principais, distribuídas por todo o território estadual.

Vale destacar que a substituição de uma urna dentro de uma seção não significa mudança do endereço de votação. O Folha do Leste já detalhou a única transferência adicional de local de votação realizada no Rio entre os dois turnos, que afetou cinco seções na Zona Norte da capital.

Votação termina às 17h; totalização começa em seguida

O segundo turno das Eleições 2026 acontece neste domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

No Estado do Rio de Janeiro, os eleitores escolhem o próximo presidente da República. A exceção é Itaguaí, onde também ocorre uma eleição suplementar para prefeito e vice-prefeito.

Após o encerramento da votação, a Justiça Eleitoral iniciará a divulgação dos resultados oficiais no sistema nacional de totalização.

O eleitor poderá acompanhar a apuração pelo portal oficial de resultados do TSE, com consultas nacionais, estaduais e municipais.

O balanço das urnas substituídas também deverá ser atualizado com os registros posteriores às 15h31.

Até o horário do terceiro boletim, o Rio de Janeiro permanecia na segunda posição nacional em número de substituições, sem qualquer seção registrada em votação manual.

Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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