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Urgente: Acidente na Sapucaí com a União de Maricá deixa pessoas atropeladas; escola estoura tempo

Urgente: Alegoria da União de Maricá atropela pessoas na dispersão e agremiação estoura tempo

Urgente: Acidente com última alegoria da União de Maricá atropela pessoas a metros da linha final do desfile e agremiação estoura tempo

André Freitas

Por André Freitas

Diretor-executivo e repórter do Folha do Leste, desde os anos 1990 cobrindo carnaval direto da Marquês de Sapucaí

Do rio de janeiro  • em tempo real

A Passarela do Samba, na Marquês de Sapucaí, tornou-se mais uma vez palco de um acidente gravíssimo, dessa vez envolvendo a União de Maricá. O último carro alegórico da agremiação atropelou um número ainda impreciso de pessoas entre a pista e a grade do Setor 12. Isso aconteceu na linha final do desfile, aos 55 minutos, exatamente o tempo regulamentar para a escola se apresentar. Cada minuto além do tempo, além de multa, gera perda de pontos.

Por conta disso, um desespero generalizado tomou conta dos auxiliares de harmonia e evolução da União de Maricá.  Tudo no sentido de fazer a alegoria cruzar a linha final para, em seguida, poderem fechar o portão ainda dentro do tempo. Quando parecia que a situação estava sob controle, o carro colidiu na grade das frisas do setor 12, sobre a linha terminal.

Nesse momento, o desespero para resolver a situação e evitar a punição aumentou pois os envolvidos perceberam que pessoas haviam se machucado. Socorristas próximos ao local agiram imediatamente para socorrer as pessoas machucadas.  A vítima mais grave se trata de Itamar de Oliveira, que teve uma fratura exposta.

União de Maricá se pronuncia

Cerca de duas horas após o fato, a União de Maricá se manifestou sobre o episódio. Por meio de nota, disse estar com representantes acompanhando a vítima no hospital. Também prestou solidariedade à vítima, bem como a seus familiares. Ao mesmo tempo, disse que a prioridade se resumia apenas à recuperação do colaborador.

A escola apresentou o enredo “Berenguendéns e Balagandãs” assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira. Anteriormente, a segunda alegoria havia sofrido um incêndio sem vítimas já na dispersão.

O acidente com a Maricá na Sapucaí lembra o triste episódio semelhante envolvendo a Paraíso do Tuiuti em seu regresso ao Grupo Especial, em 2017, no Setor 1, quando uma alegoria — também a última — atropelou pessoas e deixou uma vítima fatal.

Consequências

  • Tempo Excedido: A União de Maricá estourou o tempo máximo de desfile (55 minutos) em 2 minutos. No desfile de sexta-feira, a Unidos de Bangu estourou o tempo em 1 minuto.
  • Penalização: O atraso deve acarretar perda de décimos valiosos na apuração (provavelmente -0,1 ponto). Para uma escola que disputa o título, trata-se de punição que coloca as chances de campeonato da agremiação em risco. Principalmente, em um grupo onde a disputa acontece de modo muito acirrado. Há apenas uma vaga para acesso ao Grupo Especial, e a agremiação se trata de uma das favoritas.

Contexto do Desfile

Até o incidente, a União de Maricá realizava uma apresentação considerada luxuosa e tecnicamente segura. O único problema enfrentado na pista de desfiles até então se resumia justamente à última alegoria, que passou apagada na avenida por falha no seu gerador.

Mesmo com todos os fatores adversos, a escola permanece como uma das postulantes ao título por sua apresentação muito superior às demais agremiações em todos os quesitos.

André Freitas
André Freitas é diretor-executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Jornalista e radialista desde a década de 1990, é narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Possui ampla experiência na cobertura da editoria de política, em razão de funções exercidas nos poderes Legislativo e Executivo, com atuação nas Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e da Prefeitura de Niterói. Dirigiu por 15 anos a Rádio Absoluta, onde apresentou programas noticiosos diários e conduziu coberturas esportivas, incluindo mais de uma década acompanhando a seleção brasileira de futebol. Nesse período, esteve presente em duas Copas do Mundo e em uma edição dos Jogos Olímpicos. Trabalhou também nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e Litorânea (ES). Exerceu o cargo de editor-chefe nos jornais Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ), além de atuar como colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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