
São Gonçalo oferece tratamento gratuito para parar de fumar; veja onde | Divulgação/Jonnathan Smith/Prefeitura de São Gonçalo
Quem quer parar de fumar em São Gonçalo pode procurar tratamento gratuito em 84 unidades da rede municipal. O programa começa com avaliação e quatro encontros semanais e, depois, pode acompanhar o paciente por até um ano.
A equipe pode atender individualmente ou em grupo. Além disso, profissionais de saúde avaliam a necessidade de medicamentos para controlar a dependência da nicotina. O uso de remédios não é automático e depende da situação de cada paciente.
O Dia Nacional de Combate ao Fumo, em 29 de agosto, serve como gancho para divulgar o serviço. Entretanto, o tratamento não se limita à data: a rede mantém o programa durante todo o ano.
Segundo a Prefeitura, atualmente não há fila para ingresso. A afirmação, porém, precisa ser entendida como informação do município: o material não detalha o tempo médio entre o pedido de agendamento e o primeiro atendimento nas 84 unidades.
Tratamento está disponível em 84 unidades
O primeiro passo é procurar uma unidade participante e solicitar atendimento para parar de fumar. A equipe faz a avaliação inicial e organiza a participação no programa.
Em seguida, o paciente passa por quatro encontros semanais nas primeiras quatro semanas. As reuniões trabalham, entre outros pontos, a identificação dos gatilhos associados ao cigarro e estratégias para lidar com a vontade de fumar.
Depois dessa fase inicial, o acompanhamento pode continuar ao longo de até 12 meses. A frequência dos retornos varia conforme o protocolo e a avaliação da equipe.
Portanto, o tratamento não se resume a uma consulta ou à entrega de medicamento. O programa acompanha o processo de interrupção do tabagismo e também trabalha formas de lidar com possíveis recaídas.
Medicamentos dependem de avaliação
Alguns pacientes podem precisar de apoio medicamentoso. Nesse caso, a equipe avalia a indicação de recursos previstos no tratamento do tabagismo pelo SUS.
Entre as opções que podem integrar o protocolo estão adesivos, gomas ou pastilhas de reposição de nicotina, além da bupropiona, quando houver indicação clínica.
Isso não significa que todo paciente receberá medicamento. Além disso, a reportagem não deve prometer estoque contínuo de cada apresentação sem confirmação da Secretaria de Saúde.
Também é importante diferenciar a nicotina utilizada terapeuticamente daquela consumida por meio do cigarro. A reposição dentro de um tratamento profissional utiliza doses e formas de administração controladas para ajudar no manejo da dependência.
Já o cigarro expõe o organismo à fumaça e a diversas substâncias tóxicas e cancerígenas. Assim, a nicotina tem papel central na dependência, mas os danos do tabagismo não decorrem apenas dela.
Adolescentes também podem buscar ajuda
A Prefeitura informa que adolescentes também podem procurar atendimento no Programa Municipal de Controle ao Tabagismo.
Entretanto, menores de 18 anos exigem avaliação específica. O material divulgado não detalha se existe idade mínima, necessidade de responsável, autorização familiar ou quais opções terapêuticas podem ser usadas nessa faixa etária.
Por isso, o tratamento de adolescentes não deve ser apresentado como simples reprodução do protocolo destinado aos adultos.
A questão ganha ainda mais importância diante do uso de dispositivos eletrônicos por jovens. O Folha do Leste já abordou anteriormente a disseminação dos vapes entre o público jovem.
Vape não é tratamento para parar de fumar
O cigarro eletrônico não deve ser tratado como medicamento ou método seguro para abandonar o cigarro convencional.
Usuários de vape também podem desenvolver dependência de nicotina. Além disso, a comercialização dos dispositivos permanece proibida no Brasil.
A Prefeitura, contudo, não detalhou no material atual se o programa registra separadamente pessoas que procuram ajuda por dependência de cigarro eletrônico.
Esse dado merece atenção, sobretudo entre os adolescentes. Também falta saber quantos pacientes atualmente atendidos pela rede usam ou usavam vapes.
Larissa tenta deixar o cigarro após 16 anos
A auxiliar administrativa Larissa Carolina Cardoso, de 30 anos, está na terceira reunião do tratamento oferecido pela USF Wally Figueira da Silva, no Rocha.
Ela relata fumar há 16 anos e decidiu buscar ajuda principalmente pela própria saúde e pelas duas filhas.
O período declarado sugere contato muito precoce com o cigarro, mas não permite afirmar a idade exata em que Larissa começou sem confirmação da própria paciente.
Agora, ela passa pelas primeiras semanas do acompanhamento e relata mudanças na relação com o cigarro. A experiência, porém, representa a trajetória individual de Larissa e não uma taxa de eficácia do programa.
A rede municipal não informou quantas pessoas iniciaram o tratamento em 2026, quantas concluíram nem quantas permanecem sem fumar depois de três, seis ou 12 meses.
Tratamento ajuda a identificar gatilhos
Os encontros também buscam identificar situações que estimulam o consumo. Para algumas pessoas, o cigarro se associa a café, álcool, estresse, intervalos do trabalho ou determinadas rotinas sociais.
A equipe pode, então, trabalhar estratégias para interromper essas associações. Além disso, o acompanhamento permite discutir sintomas de abstinência e formas de enfrentar uma eventual recaída.
Uma recaída não deve virar julgamento sobre o paciente. A dependência de nicotina constitui uma condição crônica, e novas tentativas podem integrar o próprio processo terapêutico.
Tabagismo aumenta risco de diferentes doenças
O consumo de tabaco aumenta o risco de doenças cardiovasculares, respiratórias e diferentes tipos de câncer. Já a exposição à fumaça também pode atingir pessoas que não fumam, especialmente dentro de ambientes fechados.
Por isso, o tratamento beneficia diretamente o fumante, mas a redução da exposição também importa para crianças e outros familiares.
Rede tinha 89 unidades em divulgação anterior
O número atual também deixa uma questão administrativa.
A Prefeitura informa agora 84 unidades com atendimento. Entretanto, uma divulgação municipal de novembro de 2025 citava 89 unidades participantes.
Dessa forma, essa diferença não permite concluir, isoladamente, que houve redução do programa. A rede pode ter passado por reorganização, atualização de cadastros ou alterações temporárias.
Ainda assim, a Secretaria precisa esclarecer quais cinco pontos deixaram a relação ou por que a contagem mudou.
Outra correção importante envolve a USF Wally Figueira da Silva. Sendo assim, a unidade fica no Rocha, embora o material atual a tenha associado a Água Mineral. Há uma USF Água Mineral distinta na própria lista municipal.
Quer parar de fumar em São Gonçalo?
Atendimento: gratuito pela rede municipal do SUS
Onde: 84 unidades de saúde, segundo a Prefeitura
Como começar: procure uma unidade participante e solicite agendamento
Primeira fase: quatro encontros semanais
Acompanhamento: pode continuar por até um ano
Formato: individual ou em grupo, conforme avaliação
Medicamentos: podem integrar o tratamento quando houver indicação clínica
Adolescentes: também podem procurar ajuda, com avaliação específica
Fila: a Prefeitura afirma que atualmente não há fila; o município não informou o tempo médio para o primeiro atendimento
Durante o ano: o programa funciona continuamente, não apenas em datas de combate ao tabagismo
Onde buscar tratamento para parar de fumar em São Gonçalo
- Espaço Rosa — Zé Garoto
- Núcleo de Ostomizados — Centro
- PAM Coelho
- Clínica Municipal da Família Dr. Zerbine — Arsenal
- Clínica Municipal Gonçalense do Colubande
- Clínica Municipal Gonçalense do Mutondo
- Clínica Municipal Gonçalense Lagoinha
- USF Jardel do Amaral — Venda da Cruz
- Polo Sanitário Augusto Sena — Rio do Ouro
- Polo Sanitário Paulo Marques Rangel — Porto do Rosa
- Polo Sanitário Washington Luiz — Zé Garoto
- Polo Sanitário Jorge Teixeira de Lima — Jardim Catarina
- Polo Sanitário Hélio Cruz — Alcântara
- USF Irmã Dulce — Trindade
- USF Mutondo II
- USF Jardim Alcântara
- USF Hiparco Ferreira — Engenho do Roçado
- USF Vereador Josias Muniz — Rio do Ouro
- USF Flávio Henrique de Brito — Jóquei
- USF Marileia Cardoso Mota — Jóquei
- USF Anaia
- USF Badger da Silveira — Tribobó
- USF José Avelino de Souza — Tribobó
- USF Luiza de Marillac — Novo México
- USF Doutel de Andrade — Maria Paula
- USF Geremias de Mattos Fontes — Bom Retiro
- USF Apollo II
- USF Louis Pasteur — Guaxindiba
- USF Ary Teixeira — Bom Retiro
- USF Roberto Silveira — Vista Alegre
- USF Aníbal Porto — Monjolos
- USF Marambaia
- USF Luiz Paulo Guimarães — Laranjal
- USF Juarez Antunes — Laranjal
- USF Vista Alegre
- USF Itaúna II
- USF Neuza Goulart Barbosa — Palmeiras
- USF Salgueiro
- USF Altair da Silva — Mutuá
- USF Mutuaguaçu
- USF Albert Sabin — Itaoca
- USF Itaúna I
- USF Alexander Fleming — Boaçu
- USF José Bruno Neto — Boa Vista
- USF São Miguel
- USF Nova Cidade
- USF Nova Cidade II
- USF Antonina
- USF Porto do Rosa
- USF Almerinda
- USF Emílio Ribas — Sacramento
- USF Ipiíba
- USF Gladys Rodrigues Ramos Freitas — Santa Isabel
- USF José Jorge Cortes — Itaitindiba
- USF Marechal Cândido Rondon — Capote
- USF Manoel de Abreu — Sacramento
- USF Jardim Catarina I
- USF Elza Borges — Santa Luzia
- USF Santa Luiza
- USF Bocayuva Cunha — Gradim
- USF Ana Nery — Gradim
- USF Neves
- USF Luiz Carlos Prestes — Santa Catarina
- USF Vila Lage
- USF Victor Chimelly — Paiva
- USF Haroldo Pereira Nunes — Porto Novo
- USF Robert Koch — Porto da Madama
- USF Barbosa Lima Sobrinho — Porto da Pedra
- USF Água Mineral
- USF Bandeirantes
- USF Oswaldo Cruz — Amendoeira
- USF Coelho
- USF Adolfo Lutz — Amendoeira
- USF Juvenil Francisco Ribeiro — Engenho Pequeno
- USF Engenho Pequeno
- USF Madre Tereza de Calcutá — Estrela do Norte
- USF Pastor José Marcos Alves — Lindo Parque
- USF Zé Garoto
- USF Pita
- USF Wally Figueira da Silva — Rocha
- USF Menino de Deus
- USF Rocha
- USF Brasilândia
- USF Getúlio Vargas — Boa Vista
Ações do dia 29 ainda precisam de detalhes
Enfim, a Prefeitura informou que diferentes unidades terão ações de conscientização na sexta-feira (29), Dia Nacional de Combate ao Fumo.
Porém, o material não identifica quais unidades participarão, os horários nem as atividades previstas.
Assim, o morador não deve depender dessas ações especiais para buscar tratamento. Assim, as 84 unidades integram um serviço que funciona ao longo do ano.










