
Levantamento mostra mudança no perfil de eleitores que poderão votar nas eleições de outubro no Brasil; número total aumenta | Roberto Jayme/Ascom/TSE
O Brasil terá 158.745.463 eleitores aptos a votar nas eleições gerais de outubro, informou o Tribunal Superior Eleitoral nesta segunda-feira (20). O número representa crescimento de 2.291.452 pessoas em relação ao pleito presidencial de 2022, uma alta de 1,46% no cadastro eleitoral.
O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Caso haja necessidade, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro, apenas para as disputas de presidente e governador.
Norte lidera crescimento do eleitorado
A Região Norte registrou o maior crescimento proporcional do eleitorado brasileiro. Segundo o TSE, o número de pessoas aptas a votar subiu de 12.560.410, em 2022, para 13.109.354 neste ano.
Com isso, a região ganhou 548.944 eleitores. A alta chegou a 4,37%, percentual acima do crescimento nacional.
O avanço reforça o peso político de estados do Norte nas eleições de 2026. Além disso, amplia a importância da região em disputas proporcionais e majoritárias.
Eleitorado no exterior cresce 31,82%
O cadastro eleitoral também cresceu de forma expressiva fora do país. O número de brasileiros aptos a votar no exterior passou de 697.078 para 918.876.
A alta foi de 31,82%. No entanto, esses eleitores votam apenas para presidente da República.
Mesmo assim, o aumento chama atenção. Afinal, o eleitorado no exterior pode ganhar relevância em disputas nacionais apertadas.
Mulheres seguem como maioria
As mulheres continuam sendo maioria no eleitorado brasileiro. Neste ano, elas somam 83.877.126 eleitoras, o equivalente a 52,84% do total.
Em 2022, o cadastro registrava 82.373.164 mulheres, ou 52,65% do eleitorado. Portanto, a participação feminina permaneceu em patamar semelhante.
A vantagem numérica das mulheres confirma um dado estrutural da política brasileira. Elas formam a maior parcela de eleitores aptos a participar das decisões nas urnas.
Dados de raça e cor avançam no cadastro
O TSE também informou crescimento em todas as categorias de raça e cor. A mudança ocorre após a Justiça Eleitoral passar a exigir esse preenchimento no cadastro eleitoral.
Por isso, os números não indicam apenas alteração demográfica. Eles também refletem a ampliação da informação declarada pelos próprios eleitores.
O eleitorado pardo passou de 8.503.206, em 2024, para 16.945.954, em 2026. Já o número de eleitores pretos subiu de 1.808.529 para 3.586.952.
Entre os indígenas, o crescimento foi de 84,47%. O total passou de 155.661 para 287.157 eleitores.
Além disso, os eleitores autodeclarados brancos passaram de 5.292.130 para 11.691.204. A alta acompanha o maior preenchimento dos dados no cadastro.
Faixa de 40 a 44 anos concentra mais eleitores
A maior faixa etária do eleitorado brasileiro está entre 40 e 44 anos. O grupo reúne 15.994.390 eleitores, ou 10,8% do total.
Em seguida, aparecem os eleitores de 45 a 49 anos, com 15.271.754 pessoas. Depois, vêm as faixas de 35 a 39 anos, com 15.262.815, e de 30 a 34 anos, com 15.178.204.
A faixa de 25 a 29 anos soma 14.990.259 eleitores. Assim, o centro do eleitorado brasileiro se concentra entre a vida adulta jovem e a meia-idade.
Participação dos idosos aumenta
O eleitorado com mais de 60 anos teve crescimento expressivo. Segundo o TSE, essa faixa ganhou 4.566.099 eleitores em relação a 2022.
Com isso, a participação dos idosos subiu de 21,02% para 23,60% do total. O dado mostra envelhecimento do eleitorado e maior peso político desse grupo.
Na prática, temas ligados à renda, saúde, previdência, mobilidade e serviços públicos tendem a ganhar mais relevância. Afinal, quase um quarto dos eleitores brasileiros já tem mais de 60 anos.
Jovens perdem participação no total
Enquanto os idosos avançam, os jovens perderam espaço no cadastro eleitoral. A faixa entre 21 e 34 anos caiu de 43.819.788 para 41.037.601 eleitores.
A participação desse grupo no total também recuou. Em 2022, era de 28,01%. Agora, caiu para 25,85%.
A queda também aparece entre os eleitores com 18 anos ou menos. Em 2022, 4.177.627 pessoas dessa faixa estavam aptas a votar. Neste ano, serão 3.571.159.
A redução foi de 606.468 eleitores. Portanto, o desafio de mobilizar jovens volta a aparecer como ponto sensível para a Justiça Eleitoral, partidos e candidatos.
Com 158,7 milhões de eleitores, as eleições de 2026 terão um cadastro maior, mais envelhecido e com informações mais completas sobre raça e cor. Além disso, o crescimento no Norte e no exterior amplia a complexidade do mapa eleitoral brasileiro.







