
Centro do Autista recebe terapia com cabras e patos | Divulgação/Jonnathan Smith/Prefeitura de São Gonçalo
A terapia com animais em São Gonçalo reuniu dez cabras e dois patos no Centro de Referência Municipal do Autista Marlene Felício Faria. A atividade aconteceu nesta sexta-feira (31), durante todo o dia, na unidade localizada no Centro.
Os animais vieram da Fazenda Capriana, uma granja leiteira de cabras localizada em Sapucaia, no interior do Estado do Rio de Janeiro.
Durante a experiência, as pessoas atendidas pelo centro puderam observar, tocar e interagir com os animais. A iniciativa buscou estimular habilidades sensoriais e sociais, além de proporcionar momentos de acolhimento e bem-estar.
Terapia com animais estimula interação
A Terapia Assistida por Animais utiliza a interação com diferentes espécies como recurso complementar em atividades conduzidas por profissionais.
No CRMA, a experiência permitiu que os participantes tivessem contato com pelos, penas, movimentos e sons dos animais.
Além disso, a aproximação criou oportunidades de comunicação, atenção e socialização. A proposta também ajudou pessoas que não costumam conviver com animais no cotidiano.
O psicomotricista Fábio Devillart explicou que as cabras e os patos estavam acostumados à presença de grupos.
Segundo o profissional, os animais são dóceis e preparados para manter contato com o público. Por isso, conseguiram permanecer tranquilos durante a movimentação na unidade.
Devillart também destacou que a atividade trabalha o tato, a atenção e a interação social das pessoas autistas.
Cabras e patos participaram da experiência
A programação contou com dez cabras e dois patos. Durante a atividade, os usuários do CRMA puderam se aproximar dos animais de acordo com seus limites e interesses.
Dessa forma, cada participante vivenciou a experiência sem obrigação de contato direto. A condução respeitou as características sensoriais e comportamentais individuais.
A presença dos animais também criou um ambiente diferente da rotina habitual de atendimentos. Assim, profissionais e familiares puderam observar novas formas de interação.
Mãe destaca evolução do filho no CRMA
Marcelle Queiroz, mãe de Cadu, de 7 anos, aprovou a iniciativa. Segundo ela, o filho demonstrou interesse e aproveitou o contato com os animais.
A mãe também elogiou o trabalho realizado pelos profissionais do Centro de Referência Municipal do Autista.
Marcelle afirmou que o atendimento contribuiu para ampliar a independência do filho dentro das condições dele. Além disso, definiu o CRMA como um espaço de acolhimento e dedicação.
A atividade com cabras e patos integrou as estratégias desenvolvidas pela unidade para ampliar experiências sensoriais, sociais e emocionais dos usuários.







