As saídas no Vasco devem marcar a próxima etapa do planejamento cruz-maltino para o segundo semestre. Em crise financeira, o clube tenta contratar reforços sem grandes investimentos e, ao mesmo tempo, busca reduzir a folha salarial para criar margem de manobra no mercado.
A lista de possíveis mudanças reúne jogadores que perderam espaço, vivem desgaste com a torcida ou não conseguiram repetir o desempenho esperado. Nesse cenário, Tchê Tchê, Nuno Moreira, Lucas Piton e Matheus França aparecem em situações diferentes, enquanto Robert Renan virou caso de permanência estratégica.
Tchê Tchê recebeu sondagens
Tchê Tchê aparece como um dos nomes mais próximos de uma possível saída. O volante recebeu sondagens de ao menos dois clubes da Série A e ainda pode defender outro time no Brasileirão, porque não ultrapassou o limite de 12 jogos previsto pela CBF.
Além disso, o jogador perdeu força com Renato Gaúcho e ficou no banco na derrota para o Atlético-MG. Como tem contrato até o fim de 2026, o Vasco pode avaliar propostas que aliviem a folha e abram espaço para novas contratações.
Nuno Moreira vive futuro indefinido
Nuno Moreira também entrou no radar da reformulação. O atacante não conseguiu repetir o rendimento da temporada passada e, nos bastidores, existe a possibilidade de retorno ao futebol europeu.
Mesmo assim, o caso exige cautela. Nuno ainda tem contrato com o Vasco até 2027, o que permite ao clube avaliar a melhor saída sem agir apenas por pressão do momento.
Lucas Piton perdeu espaço na lateral
Lucas Piton vive uma situação diferente. Depois de anos como titular, o lateral-esquerdo perdeu força em 2026 e passou a conviver com uma disputa mais dura pela posição. A chegada de Cuiabano mudou a hierarquia interna, enquanto Paulinho, do América-MG, já assinou pré-contrato e reforçará o elenco no segundo semestre.
Com isso, Piton deixou de ser intocável. Caso chegue uma proposta interessante, o Vasco pode discutir a saída e reorganizar a lateral esquerda com Cuiabano e Paulinho como alternativas para a sequência da temporada.
Marino Hinestroza gera debate, mas deve ficar
Marino Hinestroza ainda não convenceu parte da torcida e teve poucas chances de mostrar regularidade. No entanto, a tendência mais recente aponta para permanência do colombiano, já que o clube entende que ele precisa de mais tempo de adaptação ao futebol brasileiro.
O atacante chegou ao Vasco no início de 2026 com contrato de quatro anos, até dezembro de 2029. Portanto, negociá-lo agora poderia significar desistir cedo demais de um investimento pensado para prazo maior.
Robert Renan fica até dezembro
Robert Renan, por outro lado, virou peça que o Vasco tenta segurar. O clube acionou a cláusula para ampliar o empréstimo junto ao Zenit até o fim de 2026.
Além disso, o contrato prevê opção de compra de 8 milhões de euros, cerca de R$ 46,7 milhões na cotação citada pelo ge. O Vasco precisa acionar essa cláusula até novembro para ficar com o zagueiro em definitivo.
Matheus França já abriu espaço na folha
A única saída certa, neste momento, é a de Matheus França. O meia-atacante será devolvido ao Crystal Palace após não render o futebol esperado no empréstimo ao Vasco.
A saída também ajuda no orçamento, já que o jogador tinha um dos maiores vencimentos do elenco. Segundo o SuperVasco, a remuneração mensal de Matheus França chegava a R$ 1,4 milhão, com parte do custo assumida pelo clube carioca.
Vasco tenta corrigir rota no mercado
A pausa para a Copa do Mundo virou janela interna de avaliação em São Januário. A diretoria precisa reforçar o elenco, mas não pode repetir apostas caras sem retorno esportivo imediato.
Por isso, o Vasco tende a buscar nomes de baixo custo, empréstimos, oportunidades de mercado e jogadores em fim de contrato. Ao mesmo tempo, precisará decidir quem sai sem desmontar setores já carentes.
Reformulação não pode virar desmonte
O desafio está no equilíbrio. Vender ou liberar jogadores ajuda a folha salarial, mas também pode aumentar buracos no elenco. Portanto, cada saída precisa vir acompanhada de reposição possível, barata e aprovada por Renato Gaúcho.
No caso vascaíno, a reformulação não mira apenas quantidade. Ela tenta recuperar competitividade, reduzir pressão financeira e melhorar o elenco para um segundo semestre que cobrará resposta rápida.








