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Botafogo fecha acordo com Eagle e abre caminho para nova venda da SAF

SAF do Botafogo entra em nova fase após acordo entre clube social e Eagle Bidco

Botafogo fecha acordo com Eagle e abre caminho para nova venda da SAF | Arthur Barreto/BFR

A SAF do Botafogo entrou em uma nova fase depois de um acordo entre o clube social e a Eagle Bidco, acionista de 90% do futebol alvinegro. O acerto, fechado no fim de semana, busca reduzir a guerra judicial, dar mais segurança à gestão e abrir caminho para uma nova venda da SAF.

Pelo entendimento, nenhuma das partes deve apresentar novas petições para tentar assumir o controle da gestão neste momento. A trégua ocorre mesmo após a Eagle ter obtido vitória importante no Superior Tribunal de Justiça, que fortaleceu a arbitragem como instância competente na disputa societária.

Acordo suspende briga judicial

Segundo o UOL, a SAF Botafogo e a Eagle Bidco assinaram um acordo de paz que prevê a suspensão, por um mês, dos processos judiciais em curso. O documento deve ser formalizado por petições nos diferentes processos que tramitam na Justiça do Rio.

Na prática, o movimento reduz a disputa imediata pelo comando da SAF. Além disso, cria um ambiente menos instável para a recuperação judicial e para negociações com possíveis novos investidores.

Eduardo Iglesias permanece no comando

Outro ponto do acerto envolve a permanência do atual diretor-geral Eduardo Iglesias. Ele seguirá à frente da administração da SAF, o que dá continuidade à gestão durante a transição.

A manutenção de Iglesias é vista como peça de estabilidade. Afinal, o Botafogo tenta reorganizar a operação enquanto discute dívida, governança, recuperação judicial e venda do controle do futebol.

Eagle pode devolver 90% da SAF

O acordo também pode facilitar a devolução dos 90% das ações da SAF ao Botafogo social. Para isso, a Eagle deve pagar algo em torno de 25 milhões de euros, cerca de R$ 145,5 milhões, vinculados à dívida cobrada ao Lyon, segundo informações publicadas pelo UOL e repercutidas pelo O Dia.

Em troca, a Eagle devolveria sua participação majoritária na SAF. Esse passo permitiria ao clube social negociar uma nova venda do futebol com mais liberdade.

Nova venda pode render R$ 500 milhões

Com os 90% de volta ao controle do clube social, o Botafogo teria caminho aberto para fechar uma nova venda da SAF. A expectativa interna é arrecadar cerca de R$ 500 milhões com a operação.

Parte desse valor entraria como aporte inicial. Esse dinheiro ajudaria a SAF a fechar as contas de 2026 e daria fôlego ao clube em um momento de forte pressão financeira.

Três propostas estão na mesa

O Botafogo avalia três propostas pela SAF. A mais cotada, neste momento, seria a da GDA Luma Capital, fundo de investimentos que aparece como favorito para aprovação no Conselho Deliberativo.

Também há uma proposta de John Textor, mas o empresário perdeu confiança dentro do Botafogo. O desgaste acumulado na gestão e nas disputas societárias reduziu sua força política no clube.

O que muda no Botafogo

PontoSituação
Disputa judicialTrégua entre clube social e Eagle
Gestão da SAFEduardo Iglesias permanece
Participação da EagleGrupo detém 90% da SAF
Possível pagamento25 milhões de euros
Valor aproximadoR$ 145,5 milhões
Efeito esperadoDevolução dos 90% ao Botafogo
Nova vendaTrês propostas em análise
FavoritaGDA Luma Capital
Expectativa de arrecadaçãoCerca de R$ 500 milhões

Caso Lyon pesa na negociação

A dívida envolvendo o Lyon virou um dos pontos sensíveis da disputa. O Botafogo cobra valores ligados a operações internas do grupo Eagle, em meio a questionamentos sobre transferências e movimentações que teriam beneficiado o clube francês em detrimento da SAF alvinegra.

Por isso, o pagamento estimado em 25 milhões de euros pela Eagle aparece como peça importante no acordo. A solução financeira reduziria um dos focos de conflito e destravaria a reorganização societária.

Conselho terá papel decisivo

A eventual nova venda da SAF ainda dependerá de aprovação política e societária dentro do Botafogo. O Conselho Deliberativo deve analisar propostas, condições financeiras, garantias e modelo de governança.

Nesse cenário, a GDA Luma Capital larga com vantagem nos bastidores. No entanto, a disputa ainda exige cautela, porque a operação envolve recuperação judicial, ações da SAF, passivos e compromissos futuros.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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