O Rio Grande do Sul vive um momento de profunda crise humanitária. As fortes chuvas que assolam o estado desde o início do mês já causaram 100 mortes confirmadas e 4 em investigação, além de 372 feridos e 128 pessoas desaparecidas.
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Mais de 163 mil pessoas estão desalojadas e 66 mil em abrigos públicos, clamando por itens básicos como colchões, cobertores e roupas de cama e banho.
Uma tragédia de proporções épicas:
- 417 cidades afetadas, impactando mais de 1,4 milhão de pessoas.
- Mais de 540 mil pessoas sem água, de um total de 6 milhões de clientes da Corsan no RS.
- Dezenas de municípios sem serviços de telefonia e internet.
- 85 trechos de rodovias bloqueados, afetando o transporte e a logística.
- Mais de 270 mil estudantes com aulas suspensas na Rede Estadual de ensino.
Diante da magnitude do desastre, o governador Eduardo Leite (PSDB) decretou estado de calamidade pública e apelou por um “Plano Marshall” de reconstrução.
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Segundo ele, o estado precisará de medidas “absolutamente extraordinárias” para se reerguer.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou o Rio Grande do Sul e se reuniu com Leite para discutir ações emergenciais.
Entre as medidas anunciadas estão:
- Criação de uma Sala de Situação Integrada para coordenar as operações de resgate.
- Envio de 100 integrantes da Força Nacional, incluindo 60 bombeiros, para auxiliar nos trabalhos.
- Liberação de verbas para reconstrução de estradas.
- Criação de uma linha de crédito para empresas afetadas.
- Redução da burocracia para as obras de reconstrução.