
Prusa começa a vender plástico em grânulos para impressão 3D sem filamento | Folha do Leste/Imagem ilustrativa gerada por IA
A Prusa começou a vender plástico em grânulos para impressão 3D, permitindo que laboratórios, oficinas e fabricantes adquiram pequenas quantidades de matéria-prima. A linha Prusament Pellets reúne quatro tipos de polímeros, com embalagens de até 14 kg. A novidade atende principalmente projetos de grande formato e pesquisas sobre novos materiais.
A fabricante anunciou os produtos em 13 de outubro de 2026. Até então, quem precisava comprar grânulos industriais frequentemente encontrava fornecedores que exigiam pedidos de centenas de quilos ou toneladas. Agora, a Prusa oferece embalagens menores e entrega o material previamente seco.
Entretanto, os pellets não substituem diretamente as bobinas de filamento nas impressoras 3D convencionais. Para alimentar uma máquina com grânulos, o usuário precisa de uma extrusora específica. Outra possibilidade é fabricar seu próprio filamento com um equipamento apropriado.
O que são os Prusament Pellets?
Os Prusament Pellets são pequenos grânulos de polímeros termoplásticos. Esses materiais amolecem quando recebem calor e podem assumir diferentes formatos durante o processamento.
Na fabricação tradicional de filamentos, uma extrusora aquece os grânulos e transforma o plástico em um fio contínuo. Depois, o fabricante controla seu diâmetro e enrola o material em bobinas.
Por outro lado, algumas impressoras industriais dispensam essa etapa. Elas aquecem e depositam os grânulos diretamente sobre a peça, utilizando sistemas próprios de extrusão.
A Prusa afirma que os novos produtos utilizam as mesmas matérias-primas empregadas na fabricação dos filamentos Prusament.
Além disso, a empresa fornece os pellets em cores naturais, sem a variedade de pigmentações encontrada nas bobinas destinadas ao consumidor.
Qual é a diferença entre imprimir com pellets e filamento?
Na impressão 3D convencional, a tecnologia FDM ou FFF utiliza um filamento contínuo. O mecanismo da impressora empurra esse fio até o conjunto aquecido, que derrete e deposita o plástico em camadas.
Já a impressão com pellets utiliza grânulos como matéria-prima. Normalmente, um sistema de alimentação conduz o material até uma extrusora apropriada.
Essa modalidade recebe o nome de FGF, sigla de Fused Granular Fabrication, ou fabricação por fusão de grânulos.
Como dispensa a etapa de transformação dos pellets em filamento, o processo pode reduzir o custo da matéria-prima utilizada na fabricação de peças.
Além disso, determinadas extrusoras de grande porte conseguem depositar vários quilos de polímero por hora. Por isso, a tecnologia interessa principalmente a fabricantes de objetos volumosos.
Entretanto, a maior vazão de material não garante automaticamente melhor acabamento ou maior precisão. Esses resultados dependem da impressora, da extrusora e das condições de processamento.
Impressoras 3D comuns conseguem utilizar pellets?
Não diretamente. Uma impressora projetada para trabalhar com bobinas de filamento utiliza um sistema de alimentação diferente daquele necessário para processar grânulos.
Portanto, colocar pellets no alimentador de uma impressora convencional não permite iniciar uma impressão.
Para utilizar grânulos diretamente, a máquina precisa de uma extrusora compatível com essa matéria-prima.
Outra alternativa envolve produzir filamento a partir dos pellets. Nesse caso, o usuário precisa de um equipamento capaz de fundir o polímero, formar um fio e controlar seu diâmetro.
Posteriormente, o filamento produzido pode alimentar uma impressora convencional, desde que apresente dimensões e características adequadas.
A Prusa cita a produção experimental de filamentos de 1,75 mm e 2,85 mm como uma das aplicações dos novos produtos.
Assim, a linha atende tanto usuários de extrusão direta quanto pesquisadores interessados em formular materiais próprios.
Prusa oferece quatro polímeros na nova linha
A fabricante iniciou a comercialização dos Prusament Pellets com PLA, PETG, ASA e PC Blend.
Embora todos sejam termoplásticos, cada material apresenta características diferentes. Por isso, a escolha depende das propriedades desejadas e das condições de processamento.
- PLA: polímero bastante utilizado na impressão 3D, principalmente em protótipos, peças decorativas e aplicações que não exigem elevada resistência térmica.
- PETG: material empregado em peças funcionais, com boa combinação de resistência mecânica e facilidade relativa de processamento.
- ASA: polímero utilizado em aplicações que exigem resistência às condições externas, incluindo exposição à radiação ultravioleta.
- PC Blend: mistura baseada em policarbonato, destinada a aplicações que exigem propriedades mecânicas e térmicas específicas.
Entretanto, a compatibilidade de cada material depende do equipamento utilizado. Polímeros diferentes exigem temperaturas e condições próprias de processamento.
Além disso, a fabricante esclareceu que os pellets de PLA, PETG e ASA são resinas sem aditivos adicionais, destinadas também a experimentos científicos.
Já o PC Blend corresponde a uma mistura formulada pela Prusa, que contém aditivos.
Essa distinção é importante para pesquisadores e fabricantes que pretendem comparar propriedades ou desenvolver novas formulações.
Quanto custam os Prusament Pellets?
A Prusa anunciou preços internacionais em dólares e euros. Os valores variam conforme o polímero e o peso da embalagem.
Na apresentação da linha, o PLA Natural de 4 kg apareceu por US$ 44,99, enquanto o pacote de 14 kg recebeu preço de US$ 149,99.
Para o PETG Natural, a fabricante anunciou US$ 44,99 na embalagem de 4 kg e US$ 134,99 na de 14 kg.
O ASA Natural foi apresentado por US$ 54,99 em embalagens de 3,5 kg e US$ 169,99 nas de 12 kg.
Já o PC Blend Natural recebeu preços de US$ 69,99 para 3,5 kg e US$ 199,99 para 12 kg.
Esses são os valores divulgados no lançamento internacional. Portanto, não representam necessariamente o custo final para compradores brasileiros.
Na importação, o consumidor deve considerar frete, tributação, disponibilidade de entrega e eventuais diferenças de preço no momento da compra.
Pellets já chegam secos para facilitar o processamento
Outro diferencial anunciado pela Prusa é a pré-secagem dos grânulos.
Segundo a fabricante, os polímeros normalmente chegam à indústria com umidade elevada. Antes de produzir seus filamentos, a empresa realiza um procedimento de secagem.
Agora, a Prusa separa parte dessa matéria-prima e a acondiciona em embalagens destinadas a preservar baixos níveis de umidade.
Com isso, o material pode estar pronto para uso imediato em muitas situações.
Entretanto, a necessidade de secagem adicional depende das condições de armazenamento, do tempo após a abertura e do polímero escolhido.
Por isso, o usuário deve observar as recomendações técnicas antes de iniciar o processamento.
A umidade inadequada pode provocar defeitos durante a extrusão e comprometer as propriedades do material produzido.
Embalagens menores facilitam pesquisas em laboratórios
A nova linha também atende universidades e laboratórios que desenvolvem pesquisas com polímeros.
Nessas atividades, pesquisadores podem precisar de quantidades relativamente pequenas de matéria-prima para testar formulações.
Entretanto, a aquisição costuma ser difícil quando fornecedores industriais trabalham exclusivamente com grandes pedidos.
Com embalagens menores, a Prusa pretende facilitar o acesso a materiais destinados à experimentação.
Os pesquisadores podem misturar os grânulos com pigmentos, estabilizantes contra radiação ultravioleta e aditivos mecânicos.
Entre os exemplos citados pela fabricante aparecem fibras de vidro e nanotubos de carbono.
Posteriormente, os laboratórios podem avaliar como essas combinações modificam o comportamento do polímero.
Também é possível produzir filamentos experimentais para testar novas propriedades em impressoras compatíveis.
Impressão 3D com grânulos pode fabricar móveis e esculturas
A Prusa destaca a fabricação de peças grandes como uma das principais aplicações da linha.
Entre os exemplos estão móveis e esculturas, produtos que podem exigir muitos quilos de matéria-prima.
Nessas situações, o uso de pellets pode reduzir etapas do processo e oferecer vantagens de custo em relação ao filamento industrializado.
Além disso, as extrusoras apropriadas conseguem trabalhar com vazões elevadas de material, acelerando a deposição em projetos volumosos.
Por outro lado, peças grandes exigem planejamento térmico, controle de contração e equipamentos capazes de movimentar volumes maiores.
Assim, a escolha entre filamento e grânulos depende das dimensões do objeto, do acabamento desejado e da estrutura disponível para fabricação.
Quais embalagens a Prusa disponibilizou?
A fabricante lançou dois tamanhos de embalagem para cada polímero.
Os lotes menores chegam em recipientes plásticos de cinco litros. Já os maiores utilizam sacos compostos de alumínio e plástico.
Segundo a Prusa, essa apresentação facilita a aquisição de materiais em quantidades adequadas a oficinas e pequenos laboratórios.
As opções anunciadas variam entre 3,5 kg e 14 kg, dependendo do polímero.
A empresa também disponibiliza modelos imprimíveis de acessórios que ajudam a abrir os recipientes e retirar os grânulos durante o uso.
Onde comprar os Prusament Pellets?
A linha está disponível na loja internacional da fabricante.
Os interessados podem consultar o site oficial da Prusa para verificar os materiais, as quantidades e as condições comerciais.
Antes da compra, é importante conferir se o equipamento aceita extrusão direta por pellets ou se será necessário produzir filamento.
Além disso, pesquisadores devem consultar as fichas técnicas e de segurança de cada polímero, especialmente quando pretendem acrescentar pigmentos ou outros componentes.
Prusament Pellets ampliam as aplicações da impressão 3D
O lançamento dos Prusament Pellets não substitui os filamentos tradicionais. Entretanto, oferece outra forma de adquirir a matéria-prima utilizada na fabricação aditiva.
Para projetos grandes, a extrusão direta de grânulos pode trazer vantagens de produtividade e custo. Já nos laboratórios, o formato facilita pesquisas com formulações e filamentos experimentais.
A principal novidade está na comercialização de quantidades menores de materiais que normalmente circulam em volumes industriais.
Com quatro polímeros e embalagens de até 14 kg, a Prusa amplia seu catálogo para atender usuários que trabalham além das impressoras 3D convencionais.








