Ministério da Saúde reprova PDP da Fiocruz para produção nacional da vacina da dengue

Ministério da Saúde reprova PDP da Fiocruz para produção nacional da vacina da dengue | Reprodução/TV Brasil
O Ministério da Saúde reprovou a proposta de produção nacional da vacina da dengue apresentada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a farmacêutica Takeda Pharma. O projeto previa uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) voltada à fabricação da Qdenga no Brasil, com expectativa de ampliar a oferta do imunizante no Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, a Qdenga integra o calendário do SUS para jovens de 10 a 14 anos, em esquema de duas doses. A produção nacional permitiria aumentar o volume disponível e, em consequência, avançar gradualmente para outras faixas etárias, cenário que agora fica descartado com a decisão do ministério.
Em nota oficial, a pasta informou que a proposta não cumpriu os requisitos mínimos exigidos para participação no programa federal. Segundo o ministério, não houve apresentação de recurso por parte das instituições envolvidas.
De acordo com o Ministério da Saúde, o principal problema do projeto foi a ausência de garantias sobre o domínio tecnológico completo. “O projeto não assegurava o acesso integral ao conhecimento de produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), impossibilitando a produção nacional do produto, sendo esse o principal pilar do programa do Governo Federal”, informou a pasta, com base na Portaria GM/MS nº 4.472/2024.
Nova estratégia amplia imunização com vacina do Butantan
Apesar da reprovação da PDP da Qdenga, o Brasil avançou na estratégia de imunização contra a dengue. Recentemente, o país incluiu no plano nacional a vacina Butantan-DV, imunizante de dose única desenvolvido pelo Instituto Butantan e aprovado pela Anvisa há cerca de um mês.
A nova vacina começará a ser aplicada a partir do próximo domingo (18). Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 1,3 milhão de doses já estavam produzidas até dezembro, o que viabiliza o início imediato da campanha.
O público-alvo inicial será composto por pessoas com mais de 59 anos. A estratégia prevê expansão gradual para outras faixas etárias até alcançar a população a partir de 15 anos, conforme a disponibilidade de doses e a avaliação epidemiológica.








































