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PF faz operação contra fraude na Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro — VÍDEO

Policiais federais sobem escada e inspecionam o telhado de residência durante operação contra fraude.

Equipes da PF entrando em imóvel de investigado na operação contra fraude na Justiça do Trabalho do Rio | Divulgação/PF-RJ

Por ANDRÉ FREITAS, da REDAÇÃO, atualização às 11h52  — A descoberta de um esquema de fraude por desvio de alvarás judiciais na Justiça Federal sacode a Região Metropolitana do Rio e o Sul Fluminense na manhã desta quinta-feira (11). A ação expôs uma engrenagem clandestina que operava longe dos olhos do cidadão comum enquanto drenava valores públicos que deveriam chegar aos verdadeiros beneficiários. Até agora, não há informações acerca de prisões.

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Em contrapartida à injustiça, a Operação Apócrifo, conduzida pela Polícia Federal, avançou sobre endereços ligados ao grupo suspeito. Nesse sentido, cumpriu sete mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em Nova Iguaçu e Valença, após a PF rastrear depósitos suspeitos, bem como identificar movimentações incompatíveis com a rotina legítima de pagamentos da Justiça do Trabalho.

Policiais federais analisam documentos e equipamentos dentro de residência alvo da operação contra fraude.

Agentes da PF analisam materiais apreendidos em imóvel alvo da investigação no Rio de Janeiro | Divulgação/PF-RJ

As apurações demonstraram que o esquema funcionava com a inclusão fraudulenta de terceiros como beneficiários de valores liberados pela Justiça. Pessoas sem qualquer relação com os processos apareciam como destinatárias dos alvarás, desviando um fluxo financeiro estimado em mais de R$ 15 milhões entre 2022 e 2025.

Onde funcionava o esquema de fraude na Justiça do Trabalho

O centro da engrenagem, segundo os investigadores, seria um servidor da Justiça do Trabalho, apontado como principal operador da fraude. Ele teria manipulado sistemas internos e facilitado a inclusão de dados falsos. O mecanismo ajudava a blindar a operação e aumentava a velocidade das liberações irregulares.

A investigação nasceu dentro do próprio Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, que detectou irregularidades na rotina de pagamentos e alertou a PF. O tribunal forneceu documentos e relatórios que reforçaram a suspeita de participação de servidores no esquema. O material ajudou a consolidar as evidências e impulsionou o inquérito.

Os envolvidos poderão responder por peculato e inserção de dados falsos em sistemas de informação, crimes com penas rigorosas e agravamento quando praticados por agentes públicos. A investigação segue com análise de registros financeiros, rastreamento de fluxos bancários e busca por novos vínculos entre os suspeitos.

A ofensiva desta quinta-feira teve coordenação da Delegacia da Polícia Federal em Nova Iguaçu. Daqui por diante, as investigações  devem prosseguir no sentido de concentrar o aprofundamento das apurações. Principalmente, para identificar outros beneficiários e ampliar o cerco sobre a fraude.

Viaturas da Polícia Federal estacionadas em uma rua residencial durante operação contra fraude na Justiça do Trabalho.

Polícia Federal cumpre mandados durante operação contra fraude na Justiça do Trabalho no Rio de Janeiro | Divulgação/PF-RJ

André Freitas
André Freitas é diretor-executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Jornalista e radialista desde a década de 1990, é narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Possui ampla experiência na cobertura da editoria de política, em razão de funções exercidas nos poderes Legislativo e Executivo, com atuação nas Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e da Prefeitura de Niterói. Dirigiu por 15 anos a Rádio Absoluta, onde apresentou programas noticiosos diários e conduziu coberturas esportivas, incluindo mais de uma década acompanhando a seleção brasileira de futebol. Nesse período, esteve presente em duas Copas do Mundo e em uma edição dos Jogos Olímpicos. Trabalhou também nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e Litorânea (ES). Exerceu o cargo de editor-chefe nos jornais Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ), além de atuar como colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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