
Investigação aponta José Carlos Alves de Souza Júnior, preso 40 mil escondidos numa mansão em Camboinhas, Niterói, como responsável pela gestão e distribuição de recursos de grupo suspeito de lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal apreendeu R$ 40 mil em dinheiro escondidos entre garrafas de vinho em uma adega na residência do inspetor da Polícia Civil José Carlos Alves de Souza Júnior, em Camboinhas, bairro de alto padrão da Região Oceânica de Niterói. A apreensão ocorreu nesta quinta-feira, 15/10, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis.
A oitava fase da Operação Unha e Carne cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo e outros municípios fluminenses. Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos. Tudo por meio de uma rede de postos de combustíveis.
A ação prendeu o deputado estadual eleito Marcio Canella (União Brasil), bem como o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Marcus Amin. Assim como eles, também outros três policiais civis.
Quem é José Carlos Júnior
Conhecido como Júnior, José Carlos é inspetor da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com registros da Alerj, ele atuava como chefe do Grupo de Investigação da 60ª DP, em Campos Elíseos, Duque de Caxias. O agente foi preso preventivamente na operação.
De acordo com os investigadores, José Carlos teria exercido uma função na gestão dos recursos financeiros do grupo, incluindo a distribuição de valores entre integrantes da organização e agentes públicos. A PF também suspeita que ele controlava parte da estrutura econômica investigada, embora não aparecesse formalmente como sócio ou administrador de diversas empresas.








