Nota da União de Maricá traz pronunciamento oficial da escola sobre atropelamento envolvendo alegoria na Sapucaí

Nota da União de Maricá traz pronunciamento oficial da escola sobre atropelamento envolvendo alegoria na Sapucaí | Reprodução TV Bandeirantes

Por André Freitas
Diretor-executivo e repórter do Folha do Leste, desde os anos 1990 cobrindo carnaval direto da Marquês de Sapucaí
Do rio de janeiro • em tempo real
A União de Maricá, protagonista da Série Ouro 2026, divulgou nota agora há pouco com seu pronunciamento oficial sobre o atropelamento ocorrido sobre a linha final de seu desfile na Marquês de Sapucaí, na madrugada deste domingo (15). A agremiação afirma que está dando suporte integral ao colaborador Itamar de Oliveira, vítima grave da ocorrência.
Socorrido em meio ao tumulto para remoção da última alegoria da Maricá da pista para a dispersão, Itamar foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar. Informações preliminares apontam a necessidade imediata de cirurgia. Ainda não temos informações sobre os procedimentos clínicos já adotados, mas estamos apurando.
Por outro lado, a União de Maricá ressalta que sua maior preocupação por ora é com o colaborador.
Nota Oficial e o Suporte à Vítima
Em comunicado público, a diretoria da agremiação informou que acompanha a situação de forma permanente.
A União de Maricá informa que, ao término do desfile, foi registrado um incidente envolvendo a última alegoria da escola e o Sr. Itamar de Oliveira.
Desde o ocorrido, a equipe da agremiação acompanha a situação de forma permanente, prestando todo o suporte necessário, inclusive com representantes no Hospital Municipal Souza Aguiar.
A União de Maricá manifesta sua solidariedade ao Sr. Itamar de Oliveira e seus familiares. Neste momento, nada é mais importante do que a saúde e o pleno restabelecimento do envolvido.
Análise Técnica: Um Desfile Maiúsculo
A União de Maricá desfilou pela Série Ouro apresentando o enredo “Berenguendéns e Balagandãs”. Em síntese, uma ode à ancestralidade e ao poder simbólico das joias de crioula, neste sábado (15). A proposta do carnavalesco Leandro Vieira mergulhou na Bahia do século XVIII e XIX. O desfile narrou de modo magistral como ornamentos e amuletos africanos tornaram-se símbolos de resistência, identidade e prestígio para as mulheres negras.
A escola exibiu perfeição em quase todos os quesitos, demonstrando um luxo e uma sofisticação que a credenciariam para disputar as primeiras colocações no próprio Grupo Especial. Todavia, houve uma falha na iluminação do terceiro carro alegórico. Contudo, a riqueza e o acabamento da alegoria eram tão impactantes que o brilho próprio da peça deve mitigar possíveis perdas de pontos nesse quesito.
Visto que a agremiação se apresentou com 17 alas e três carros alegóricos impecáveis, o resultado visual e artístico é consequência direta de uma espinha dorsal vitoriosa. O projeto contou com nomes de peso como:
Mauro Amorim: Diretor de Harmonia, campeão no Grupo Especial com a Viradouro em 2020.
Wilsinho Alves: Diretor de Carnaval, bicampeão com a Vila Isabel (2006 e 2013).
Leandro Vieira: Carnavalesco consagrado e tricampeão na divisão principal.
Zé Paulo Sierra: Intérprete campeoníssimo e voz potente da avenida.
Correria e Reflexos na Pontuação
A Comissão de Frente, sob o comando de Patrick Carvalho, e o bailado experiente do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Fabrício e Giovanna Justo, garantiram notas máximas em suas passagens. Além disso, a evolução e a harmonia foram os únicos pontos que deixaram a desejar devido à correria desesperada na reta final.
Infelizmente, esse esforço para evitar o estouro do tempo culminou no acidente e, consequentemente, resultará em descontos inevitáveis. Portanto, a escola aguarda a apuração ciente de que a perfeição artística enfrentará o rigor do regulamento técnico da LIGARJ.










































