A crítica de Müller à final da Copa do Mundo repercutiu nesta segunda-feira (20), após a vitória da Espanha sobre a Argentina por 1 a 0, na prorrogação. Campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994, o ex-atacante afirmou que esperava muito mais da decisão e classificou a atuação argentina como “covarde”.
Durante participação na live “Seleção Estadão”, Müller disse que o confronto ficou abaixo das expectativas e apontou a postura da Argentina como a principal responsável pela falta de emoção na partida.
Müller critica atuação da Argentina
O ex-jogador não poupou críticas ao desempenho da equipe comandada por Lionel Scaloni.
Segundo Müller, a Argentina entrou em campo apenas para se defender e demonstrou pouca ambição ofensiva durante os 120 minutos.
“A Argentina foi decepcionante. Ela foi covarde. Ninguém esperava um jogo da Argentina assim. Acho que o jogo foi ‘chocho’, fraco”, afirmou.
Para o comentarista, o comportamento da seleção sul-americana surpreendeu porque, nas fases anteriores da Copa, a equipe havia mostrado poder de reação em momentos decisivos.
Ex-campeão diz que Argentina decepcionou seus torcedores
Na avaliação de Müller, a atuação não frustrou apenas quem assistiu ao jogo de forma neutra.
O ex-atacante acredita que os próprios argentinos esperavam uma postura mais agressiva na decisão.
“A Argentina decepcionou, não só eu como todo o povo argentino, porque, baseado nas duas decisões anteriores, que a Argentina jogou bem e conseguiu reverter, com muita competência, claro que não se esperava uma apatia da Argentina no jogo inteiro.”
Segundo ele, a seleção sul-americana demonstrou preocupação excessiva em levar a disputa para os pênaltis.
Espanha dominou, mas também não encantou
Apesar de reconhecer a superioridade espanhola, Müller afirmou que a campeã mundial também esteve longe de apresentar um futebol brilhante.
Na opinião do ex-jogador, a Espanha apenas aproveitou a postura excessivamente defensiva da adversária.
“A Espanha não é uma seleção que enche os meus olhos. Acho que jogou normal.”
Ele acrescentou que o domínio da posse de bola foi suficiente para controlar a partida diante de uma Argentina que pouco atacou.
Final teve poucas chances de gol
Müller também destacou o baixo número de oportunidades criadas durante a decisão.
Para ele, a partida ficou marcada pela falta de intensidade ofensiva e pela escassez de momentos emocionantes.
“A final não teve muita emoção. A Espanha dominou na posse de bola e foi querendo mais vencer do que a Argentina.”
O ex-atacante concluiu que a equipe sul-americana praticamente abriu mão de disputar o jogo durante o tempo regulamentar.
Ferran Torres decidiu na prorrogação
A final terminou empatada por 0 a 0 nos 90 minutos. Na prorrogação, Ferran Torres marcou aos dois minutos do segundo tempo do período extra e garantiu a vitória espanhola por 1 a 0.
A Argentina ainda atuou parte da prorrogação com um jogador a menos após a expulsão de Enzo Fernández nos acréscimos do tempo regulamentar.
Espanha conquista o bicampeonato mundial
Com o triunfo, a Espanha conquistou o segundo título da Copa do Mundo de sua história.
A primeira conquista havia ocorrido em 2010, quando derrotou a Holanda, também por 1 a 0 na prorrogação, na África do Sul.
O título de 2026 confirmou o domínio espanhol durante toda a competição. Além da taça, a seleção terminou o Mundial com a melhor defesa e conquistou prêmios individuais importantes, incluindo a Bola de Ouro para Rodri, o prêmio de melhor jovem para Pau Cubarsí e a Luva de Ouro de Unai Simón.








