O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu os registros da operação policial realizada nesta segunda-feira (28) no Complexo da Maré e a preservação das imagens das câmeras corporais usadas pelos agentes.
A medida ocorre após uma ação que terminou com três mortos, 12 presos e 11 feridos entre os suspeitos detidos, além de um policial militar e dois adolescentes feridos.
Segundo informações atribuídas ao MPRJ, a Polícia Militar comunicou previamente a operação ao órgão, ainda durante a madrugada. Depois da ação, o Ministério Público passou a acompanhar o caso e solicitou a preservação dos registros produzidos pelos agentes.
A medida busca garantir que as imagens permaneçam disponíveis para eventual análise posterior e para a apuração das circunstâncias das mortes e dos ferimentos ocorridos durante a operação.
Operação deixou três mortos
O balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Polícia Militar apontou três mortos ao fim da ação.
Além disso, 12 pessoas foram presas. Entre elas, 11 ficaram feridas e receberam atendimento no Hospital Federal de Bonsucesso. Um policial militar também sofreu um ferimento no braço.
Dois adolescentes também ficaram feridos durante a operação.
Um deles, de 12 anos, sofreu ferimentos no rosto por estilhaços e recebeu alta. Já o adolescente de 15 anos permaneceu internado após transferência para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.
Cerca de 200 policiais participaram da ação
A operação mobilizou aproximadamente 200 policiais militares em diferentes pontos do Complexo da Maré.
Participaram equipes do Bope, Batalhão Tático de Motociclistas, Batalhão de Polícia de Choque e Batalhão de Ações com Cães.
Além disso, a Polícia Militar utilizou sete veículos blindados e apoio aéreo.
Segundo a corporação, o objetivo era combater grupos criminosos que atuam na região e reprimir o tráfico de drogas e a circulação de armas.
Apreensões incluíram 12 fuzis
Ao final da operação, a Polícia Militar informou a apreensão de 12 fuzis, oito pistolas, granadas, munições e carregadores.
As equipes também recuperaram seis veículos e apreenderam 83 quilos de drogas.
Durante a ação, criminosos também promoveram bloqueios em vias importantes da Região Metropolitana.
Dois ônibus escolares chegaram a ser usados como barricadas na Linha Vermelha, na altura de Duque de Caxias.
Escolas e unidades de saúde interromperam atendimento
A operação também afetou serviços públicos na Maré.
Ao todo, 41 escolas municipais deixaram de funcionar, enquanto quatro unidades de atenção primária suspenderam o atendimento durante os confrontos.
A rotina de moradores também sofreu impacto por causa dos tiroteios e das restrições de circulação em diferentes pontos do conjunto de favelas.
Câmeras corporais podem ajudar a esclarecer dinâmica da operação
O Ministério Público utiliza imagens de câmeras corporais em apurações relacionadas a operações policiais e mortes decorrentes de intervenção de agentes do Estado.
O próprio MPRJ já informou, em outros casos, que solicita a preservação dessas imagens para permitir análise técnica e investigação posterior.
No caso da operação de segunda-feira, a preservação dos registros ganha importância justamente porque houve mortes, feridos e questionamentos sobre a dinâmica dos confrontos.
A eventual análise das imagens poderá ajudar a reconstruir a atuação dos agentes e esclarecer as circunstâncias de cada ocorrência.









