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Morre Paulo Angioni, diretor de futebol do Fluminense, aos 80 anos

Paulo Angioni, diretor de futebol do Fluminense

Morre Paulo Angioni, diretor de futebol do Fluminense, aos 80 anos | Divulgação/Fluminense

O Fluminense perdeu Paulo Angioni na madrugada deste sábado (11), no Rio de Janeiro. Aos 80 anos, o diretor executivo de futebol do clube tratava um câncer no pâncreas desde o início de setembro.

Tricolor e clube do coração de Angioni, o Fluminense confirmou a morte e destacou a trajetória do dirigente, que acumulou décadas de atuação no futebol brasileiro e ajudou a consolidar a função de diretor executivo no país.

Angioni estava em sua quarta passagem pelo Fluminense e ocupava o cargo desde 2018. Durante esse período, participou de uma das páginas mais importantes da história recente do clube: a conquista inédita da Libertadores de 2023.

Uma carreira iniciada no Vasco

A trajetória de Paulo Angioni no futebol começou em 1979, no Vasco. Ainda nos primeiros anos de carreira, o dirigente defendeu uma maior presença de profissionais da área psicológica dentro dos clubes.

Em 1989, ele ajudou a implementar a participação de psicólogos no departamento de futebol, iniciativa que marcou sua atuação profissional.

O trabalho desenvolvido no Vasco abriu caminho para uma experiência na Seleção Brasileira. Angioni atuou como supervisor de futebol da equipe nacional nas Eliminatórias, na Copa América de 1989 e na Copa do Mundo de 1990, disputada na Itália.

Ele permaneceu no Vasco até 1993.

Passagens por grandes clubes

Depois de deixar São Januário, Angioni trabalhou no Flamengo entre 1993 e 1997. No Rubro-Negro, participou da campanha que terminou com as conquistas da Taça Guanabara e da Taça Rio de 1996, resultados que garantiram antecipadamente o título carioca daquele ano.

A carreira também incluiu trabalhos em Palmeiras, Bahia, Corinthians, Cruzeiro e Olaria, além de outras experiências no futebol brasileiro.

Ao longo desse percurso, Angioni se tornou conhecido por atuar na gestão do futebol profissional em uma época na qual o cargo de diretor executivo ainda não tinha a estrutura que possui atualmente em muitos clubes.

Quarta passagem pelo Fluminense

A relação com o Fluminense começou em 2000, quando Angioni teve sua primeira oportunidade de trabalhar no clube.

Anos depois, retornou ao Tricolor para sua quarta passagem. Desde 2018, permaneceu ligado ao departamento de futebol e acompanhou momentos importantes da história recente da equipe.

Entre as conquistas das quais participou estão a Libertadores de 2023, a Recopa Sul-Americana, dois Campeonatos Cariocas, três Taças Guanabara e uma Taça Rio.

A conquista continental de 2023 ocupa lugar especial nesse período. O Fluminense derrotou a LDU na Recopa no ano seguinte e consolidou uma fase de títulos que contou com a presença de Angioni na estrutura do futebol.

Fluminense lamenta morte do dirigente

Ao comunicar a morte, o Fluminense destacou não apenas a carreira profissional de Angioni, mas também os vínculos construídos durante décadas no futebol.

O clube classificou o dirigente como pioneiro na função de diretor executivo no Brasil e ressaltou sua passagem pela Seleção Brasileira e por diversos clubes importantes.

O Tricolor também enfatizou a dimensão pessoal de sua trajetória, destacando a quantidade de amizades construídas por Angioni ao longo da carreira.

A morte encerra uma trajetória de mais de quatro décadas dedicada ao futebol e deixa uma marca especialmente forte no Fluminense, clube que Paulo Angioni acompanhou em diferentes momentos e pelo qual tinha declarado vínculo como torcedor.

Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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