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Morre Netinho, voz de ‘Milla’ e ícone do axé, aos 60 anos

Cantor Netinho durante apresentação ao vivo

Morre Netinho, voz de ‘Milla’ e ícone do axé, aos 60 anos | Reprodução

O cantor Netinho, uma das vozes mais conhecidas do axé music brasileiro, morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador. A informação foi confirmada pela equipe do artista por meio de comunicado publicado nas redes sociais.

Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B. Segundo a equipe, a doença evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos.

Conhecido nacionalmente por sucessos como “Milla” e “Beijo na Boca”, o cantor marcou a expansão do axé para além da Bahia e se tornou um dos artistas mais populares do gênero principalmente durante a década de 1990.

Netinho estava em tratamento contra um linfoma

O cantor recebeu o diagnóstico de câncer no sistema linfático em 2025 e passou por tratamento nos meses seguintes.

Depois de um período de melhora, a doença voltou a exigir cuidados médicos. Mais recentemente, Netinho havia se afastado das redes sociais para concentrar suas energias no tratamento.

Na nota que confirmou a morte, a equipe informou que o artista enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B e que o quadro clínico evoluiu para complicações renais e disfunção de múltiplos órgãos.

Equipe diz que cantor morreu tranquilo

A equipe também afirmou que Netinho morreu tranquilo e relembrou uma frase que o cantor costumava repetir durante os últimos meses de tratamento.

“Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei”, dizia o artista.

A mensagem divulgada após sua morte destacou ainda a relação construída por Netinho com o público durante décadas de carreira.

Velório e cremação serão reservados

Por decisão tomada pelo próprio cantor ainda em vida, o velório e a cremação serão restritos a familiares e amigos próximos.

A equipe pediu respeito à privacidade das pessoas próximas ao artista durante o período de despedida.

De Santo Antônio de Jesus para o Brasil

Netinho nasceu como Ernesto de Souza Andrade Júnior, em Santo Antônio de Jesus, na Bahia.

Sua projeção nacional ganhou força quando assumiu os vocais da Banda Beijo, um dos grupos importantes da formação do axé music no fim dos anos 1980.

Depois, o cantor seguiu carreira solo e ampliou sua presença nas rádios, programas de televisão, micaretas e carnavais de diferentes regiões do país.

Na década de 1990, Netinho passou a figurar entre os nomes mais populares da música baiana.

“Milla” virou marca da carreira

Entre as músicas associadas à trajetória do cantor, nenhuma alcançou identificação maior com o público do que “Milla”.

A canção atravessou gerações e se tornou presença frequente em carnavais, micaretas e apresentações de Netinho.

O repertório do artista também inclui sucessos como “Beijo na Boca”, além de outras músicas que ajudaram a consolidar seu nome durante a expansão nacional do axé.

Netinho ajudou a levar o axé para fora do Brasil

A trajetória de Netinho também teve capítulos internacionais.

O cantor participou da expansão do formato do trio elétrico para apresentações fora do país e levou a música baiana a públicos na Europa.

Com isso, integrou a geração de artistas que transformou o axé em um dos principais fenômenos da música popular brasileira dos anos 1990.

Artista deixa legado ligado ao Carnaval e ao axé

A morte de Netinho encerra uma trajetória ligada diretamente à história recente do Carnaval baiano e à popularização nacional do axé music.

Dos trios elétricos às grandes apresentações fora da Bahia, sua voz ficou associada a uma geração que acompanhou a explosão do gênero pelo Brasil.

Netinho morreu aos 60 anos e deixa sua obra como parte da memória musical construída pelo axé nas últimas décadas.

Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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