Ministério da Saúde amplia serviços do SUS no INCA, INTO e INC, no Rio de Janeiro
DIRETO AO PONTO: REQUALIFICAÇÃO DA REDE FEDERAL
- •O Fato: O Ministério da Saúde amplia serviços no INCA, INTO e INC nesta quinta-feira (22), no Rio de Janeiro, focando em alta complexidade e tecnologia.
- •INCA: Inaugurada nova ala pediátrica com atendimento especializado para 80 crianças e adolescentes por dia.
- •INTO: Implementação de terapias avançadas e reabertura de 40 leitos; meta é saltar de 7 mil para 12 mil cirurgias anuais.
- •Investimento: Aporte de R$ 170 milhões e contratação de 2.059 profissionais via convênio com a Fiocruz.
Por André Freitas: do RIO DE JANEIRO — Uma série de inaugurações, no Rio de Janeiro, realizada pelo Ministério da Saúde, nesta quinta-feira (22), juntamente com o titular da pasta ministro, Alexandre Padilha, amplia serviços no Instituto Nacional do Câncer — INCA; Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia — INTO e Instituto Nacional de Cardiologia —INC.
Apesar de toda pompa política que cercou o ato, o objetivo central ficou claro: a requalificação das unidades federais no Rio de Janeiro. Dessa forma, a rede busca otimizar o atendimento de alta complexidade para os pacientes do Sistema Único de Saúde — SUS.
Maior capacidade para atender crianças e adolescentes com câncer

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a cerimônia de inauguração de novos serviços especializados no Rio de Janeiro. Ao seu lado, o diretor-geral do INCA, Roberto de Almeida Gil, acompanha o anúncio de investimentos que totalizam R$ 170 milhões para a rede federal fluminense | Walterson Rosa/MS.
O Instituto Nacional do Câncer (INCA), por exemplo, passa a contar com uma nova ala pediátrica. Acima de tudo, focada no acolhimento familiar. Desse modo, a unidade passa a ter estrutura para atender 80 crianças e adolescentes todos os dias.

Capacidade de atendimento a crianças e adolescentes pelo SUS aumenta no Instituto Nacional do Câncer — INCA, no Rio de Janeiro. Investimento do Ministério da Saúde também amplia serviços no INTO e INC | Tânia Rêgo/Agência Brasil
Nada mais justo para um serviço que lida com uma doença tão agressiva. Geralmente, associamos a imagem das crianças com atividades de brincadeiras, lazer e entretenimento ao ar livre. Porém, os desafios que elas enfrentam no ambiente hospitalar nem sempre tem repercussão externa.

Imagem mostra novos leitos no Instituto Nacional do Câncer — INCA, com maior a capacidade de atendimento infantojuvenil através do SUS| Tânia Rêgo/Agência Brasil
Portanto, essas imagens mostram o mínimo que elas e suas famílias devem ter nesse ambiente. Sobretudo, pela concentração de diversas especialidades médicas em um único ambiente integrado. Enfim, nosso olhar simplório e lúdico não pode normalizar esse ambiente como infantil. Devemos entender que todo esse conjunto visa humanizar o tratamento de uma doença avassaladora, em diversos níveis.

Ambiente com maior acolhimento para crianças e adolescentes que enfrentam a luta pela cura do câncer | Tânia Rêgo/Agência Brasil
Angústias
De um lado, há o inegável sofrimento de famílias enfrentando medos e pesadelos desafiadores.

Espaço dedicado ao cuidado ao câncer infantojuvenil pelo SUS, no Instituto Nacional do Câncer (INCA) | Tânia Rego/Agência Brasl
No mesmo front, atuando pelo bem-estar e conforto dos pacientes, está o corpo clínico. Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, nutricionistas, representam a esperança de cura. Ela aumenta ao passo que a estrutura melhora para o paciente, assim como as condições de trabalho a eles dada.

Novo espaço no INCA para cuidado infantojuvenil do câncer pelo SUS, no Rio de Janeiro | Tânia Rêgo/Agência Brasil
Desse modo, acreditando no poder desse cuidado, os meninos e meninas lutam pela vida, de forma heroica e resiliente. Mesmo diante da severidade da doença, brincam sempre que suas forças permitem Mas nos instantes de maior sofrimento, resistem com todas as suas forças, pensando num futuro diferente do presente.

A imagem fala por si só | Divulgação/Inca
A chegada de investimentos serve, ainda, como combustível para os grupos de ação solidária que complementam o serviço de atendimento público. Por exemplo, o Inca Voluntário. Eles, simplesmente, levam entretenimento e lazer aos pacientes do INCA em diversas datas importantes. Logo, a melhora do equipamento público, motiva ainda mais o surgimento de ações e iniciativas dessa natureza.

Festa do INCA Voluntário levando alegria e esperança para crianças com câncer no Rio | Divulgação
Contratação de profissionais especializados para o INTO
Já em outro importante equipamento do Rio de Janeiro, o Ministério da Saúde também anunciou boas notícias. Especificamente, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO). Lá, o ministro da Saúde entregou o Centro de Atenção em terapias avançadas.

INTO passa a contar com um Centro de Atenção em terapias avançadas, dando início a uma nova fase de atendimentos ortopédicos no Rio de Janeiro através do SUS a partir de 2026 | Walterson Rosa/MS
Dentre essas terapias avançadas, há uma que promete uma revolução no tratamento de medicina regenerativa, chamada de ortobiológicos.
A novidade que ela traz está na utilização de substâncias biológicas. Podem ser naturais do próprio corpo, como sangue, medula óssea, gordura ou outros tecidos, conforme a terapia. Em outros casos, pode-se usar substâncias sintéticas.
Artrose e Desgaste Articular
Retardando a progressão da doença e evitando cirurgias invasivas.
Lesões Esportivas
Como rupturas parciais de ligamentos e tendinopatias crônicas.
Dores Crônicas na Coluna
Auxiliando na recuperação de discos intervertebrais degenerados.
Esse processo tem o potencial de acelerar a cicatrização, bem como regenerar tecidos musculoesqueléticos. Por exemplo, tendões, cartilagens, músculos e ossos.
Ao contrário do uso de medicamentos para inibir a dor, os ortobiológicos visam tratar a causa da lesão. A modulação da inflamação acontece através do estímulo do potencial, usando fatores de crescimento, para reparação celular do organismo.

Ministro da Saúde interage com os mais de 200 contratados para o INTO através de convênio | Walterson Rosa/MS
Para implantação deste procedimento e de outros, o INTO também recebeu do ministério da Saúde reforço de pessoal. O ministro Alexandre Padilha anunciou a contratação de 200 novos profissionais. Em contrapartida, o INTO vai reativar cinco salas cirúrgicas.
Redução de filas e metas para 2026

Mascote do Instituto Nacional de Cardiologia recebe ministro Alexandre Padilha | Walterson Rosa/MS
O Instituto Nacional de Cardiologia (INC) recebeu tecnologias de sequenciamento genético e telessaúde. Alexandre Padilha afirmou que as unidades devem operar em sua capacidade máxima.

Os heróis da Saúde no Instituto Nacional de Cardiologia, juntamente com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha | Walterson Rosa/MS
Falando à imprensa, o ministro detalhou a meta de produtividade para este ano:
“No mês de fevereiro nós já teremos 100% da capacidade de utilização de todos os leitos de enfermaria e até o final deste primeiro semestre, teremos 100% de todas as salas cirúrgicas. Isso vai aumentar de 7 mil cirurgias realizadas no ano passado, que já foi o ápice, para mais de 12 mil cirurgias este ano.”

Ao lado da deputada Jandira Feghali, Alexandre Padilha acompanha realização de procedimento cirúrgico com técnica inovadora e revolucionária no Instituto Nacional de Cardiologia | Walterson Rosa/MS
Ao lado do ministro Alexandre Padilha estava a deputada Federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ). Ela disse se orgulhar de ter contribuído com emendas parlamentares para estas duas unidades de referência.
“Em todos os cantos da cidade, reafirmamos o compromisso do governo Lula com a saúde da população. Viva o SUS!”, declarou.
Contratação de especialistas via convênio com a Fiocruz
Adicionalmente, o programa Agora Tem Especialistas destinou R$ 170 milhões para a requalificação hospitalar. Por outro lado, o Ministério confirmou a contratação de 2.059 profissionais via convênio com a Fiocruz. Certamente, um reforço importante para a expansão dos atendimentos na rede federal fluminense de Saúde.










