Uma menina de 3 anos morreu após ser atacada por um cachorro da raça pitbull, nesta quinta-feira (17), em Cosmos, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O tutor do animal, identificado pela polícia como companheiro da mãe da criança, foi preso em flagrante por homicídio culposo.
Segundo a Polícia Militar, agentes do 35º BPM (Campo Grande) foram acionados para uma ocorrência inicialmente registrada como lesão corporal. Ao chegarem ao endereço, encontraram a menina gravemente ferida.
A criança recebeu socorro e seguiu para o Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ela deu entrada na unidade em parada cardiorrespiratória. A equipe médica tentou reanimá-la, mas a menina não resistiu.
Tutor do cachorro foi levado para delegacia
A PM informou que o cachorro pertence ao companheiro da mãe da vítima. Policiais conduziram o homem à 35ª DP (Campo Grande).
Segundo a Polícia Civil, ele foi autuado em flagrante por homicídio culposo, na forma da Lei Henry Borel. Assim, a responsabilização ainda dependerá do andamento da investigação e das etapas posteriores do procedimento criminal.
Agentes realizaram perícia no local do ataque. Em seguida, o corpo da menina foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Campo Grande.
Contudo, até a divulgação das informações iniciais, não havia detalhes sobre o sepultamento da criança.
Um dia antes, menino da mesma idade foi atacado em São Gonçalo
A morte em Cosmos aconteceu um dia depois de outro ataque envolvendo um pitbull e uma criança de 3 anos, desta vez em Vista Alegre, São Gonçalo.
Na quarta-feira (16), um menino sofreu ferimentos graves no olho direito e na boca. A mãe contou que voltava para casa com os filhos após matriculá-los em uma escola municipal quando ocorreu o ataque.
Segundo o relato da mulher, o cachorro estava com uma corrente presa ao pescoço. Ela tentou conter o animal enquanto pedia para as crianças correrem e recebeu ajuda de um homem que estava nas proximidades.
Sendo assim, o menino recebeu os primeiros cuidados na UMPA de Santa Luzia e, devido à gravidade das lesões, foi transferido para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT).
Dessa forma, ele passou por procedimento no Centro de Trauma, com participação de equipes de cirurgia geral, neurocirurgia, pediatria e bucomaxilofacial. Na atualização divulgada após o atendimento, seu estado era considerado estável. A informação sobre a internação e os ferimentos também foi reportada nesta sexta-feira (18).
Hospital recebeu 25 crianças atacadas por cães em 2026
O caso de São Gonçalo trouxe outro dado relevante. Segundo informações divulgadas pelo HEAT, 25 crianças vítimas de ataques de cães foram atendidas pela unidade somente em 2026.
Jonathan Ribeiro, profissional da área de bucomaxilofacial da unidade, explicou que algumas vítimas chegam ao hospital com lesões que exigem atendimento emergencial para controle de hemorragias. Assim, entre as consequências possíveis estão perda de tecidos, fraturas na face e sequelas relacionadas à fala e à deglutição.
Além disso, na quinta-feira, o menino atacado em São Gonçalo passou por novas avaliações das equipes de pediatria e oftalmologia. Já conseguia se alimentar e chegou a frequentar a brinquedoteca do hospital acompanhado da mãe.
Enfim, o Hospital Estadual Alberto Torres, localizado em São Gonçalo, possui emergência pediátrica e estrutura de atendimento a casos de trauma









