
Mais um sargento do Bope morre após confrontos na Maré: Rafael Wolfgramm Dias, 37 | Reprodução Redes Sociais
O confronto bélico entre forças policiais e bandidos que controlam o Complexo da Maré, ocorrido na semana passada, deixa mais uma vítima fatal. Trata-se do sargento Rafael Wolfgramm Dias, 37, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), baleado durante os confrontos.
Por cinco dias, após enfrentar o crime em defesa da sociedade, Rafael lutou por sua vida, mas perdeu a batalha e morreu na noite deste domingo, às 23h50, no Hospital Federal de Bonsucesso.
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Enquanto o sargento Rafael lutava pela vida no Hospital Federal de Bonsucesso, amigos e familiares se mobilizavam nas redes sociais, pedindo por doações de sangue e unindo suas vozes em correntes de oração. Mas, infelizmente, todas as preces não foram suficientes para salvar o valente agente, que deixou um vazio irreparável em seus entes queridos. Ele deixa esposa e um filho.

Sargento do Bope, Rafael Wolfgramm Dias, morre após confrontos na Maré, deixando esposa e filho | Reprodução
O sargento Rafael não estava sozinho no momento do ataque. O policial militar Jorge Henrique Galdino Cruz, de apenas 32 anos, também morreu em decorrência da reação dos criminosos. Nesse sentido, os dias tensos de operações deixaram um rastro de sangue e dor, com cinco vidas ceifadas sem piedade. Além disso, a reação criminosa dos bandidos se estendeu às principais vias expressas do Rio, como Linhas Vermelha e Amarela e Avenida Brasil.
TCP
As investigações apontam para o Terceiro Comando Puro (TCP) como responsável pelo ataque brutal aos policiais. Líderes implacáveis como Thiago da Silva Folly, o TH, são figuras temidas que comandam o tráfico e semeiam o terror nas comunidades dominadas pela facção criminosa.
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Em uma operação recente, a polícia conseguiu prender 24 suspeitos ligados ao tráfico na região, incluindo foragidos da Justiça e criminosos de Minas Gerais. O confronto foi intenso, resultando na apreensão de um verdadeiro arsenal de guerra, incluindo fuzis, pistolas e drogas perigosas.
Somente em 2024, 15 policiais militares morreram em serviço no Estado do Rio de Janeiro.
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