
Itaboraí debate participação dos municípios na proteção da Baía de Guanabara | Divulgação/Prefeitura de Itaboraí
A preservação da Baía de Guanabara não depende apenas de grandes obras ou decisões tomadas na capital. Ela também passa pela presença ativa dos municípios, pela escuta das comunidades e pela criação de políticas públicas que considerem os diferentes usos desse ecossistema.
Foi com esse ponto de partida que Itaboraí recebeu, na manhã de quarta-feira (1º), uma edição do Cine Debate do Projeto de Educação Ambiental Redes da Baía de Guanabara. O encontro ocupou o Salão Nobre da Prefeitura e reuniu representantes do poder público e de instituições ligadas à pauta ambiental.
A programação exibiu o quinto episódio da série documental “Espelhos da Baía”, chamado “Organização e Políticas Públicas na Baía de Guanabara”. Depois da sessão, os participantes discutiram caminhos para ampliar a integração entre municípios, órgãos públicos e sociedade civil.
Debate tratou da gestão compartilhada da Baía
A atividade colocou em discussão como cada cidade pode contribuir para a proteção ambiental da Baía de Guanabara. O encontro também abordou a necessidade de transformar diagnósticos e planos já existentes em ações coordenadas.
A secretária municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Alyne Saldanha, defendeu que Itaboraí fortaleça sua participação nas decisões relacionadas ao território.
“O que eu queria destacar, na verdade, é a importância de dialogarmos tendo a Baía de Guanabara como tema central. Nós já participamos do comitê de proteção ambiental, mas precisamos ir além”, afirmou.
Segundo a secretária, o município precisa olhar para a região de forma estratégica e atuar de maneira mais presente nas discussões sobre o futuro da Baía.
Documentário mostrou experiência da APA de Guapi-Mirim
O episódio exibido apresentou experiências ligadas à criação do conselho gestor da Área de Proteção Ambiental de Guapi-Mirim.
A produção mostra como espaços de diálogo entre moradores, organizações, governos e outros setores podem ajudar a construir decisões mais participativas na área ambiental.
Assim, o Cine Debate usou o exemplo da APA para provocar uma reflexão sobre a importância dos conselhos, das políticas públicas e da participação social na proteção de áreas que têm relevância para toda a região metropolitana.
Projeto busca aproximar municípios e comunidades
A coordenadora-geral do projeto, Carine Passos, avaliou que a reunião ajudou a ampliar o diálogo entre Itaboraí e outros municípios ligados à Baía de Guanabara.
“O debate foi muito produtivo. Foi importante ouvir a percepção do município sobre a relação com a Baía de Guanabara e identificar os instrumentos, as políticas e os planos existentes”, disse.
Além disso, os participantes compartilharam desafios e propostas para fortalecer a preservação ambiental sem ignorar a presença de comunidades que dependem economicamente e socialmente do território.
Série aborda múltiplos usos da Baía de Guanabara
O Cine Debate faz parte das ações do Projeto de Educação Ambiental Redes da Baía de Guanabara. A iniciativa integra medidas de mitigação do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama.
A série documental “Espelhos da Baía” busca apresentar os diferentes usos da Baía, valorizar histórias das comunidades locais e estimular a participação popular na formulação de políticas ambientais.
A proposta é ampliar o debate sobre conservação, desenvolvimento sustentável e responsabilidade compartilhada entre poder público, moradores e instituições que atuam na região.







