A morte da adolescente Vitória Regina de Souza, de 17 anos, ganha novos desdobramentos na investigação. Carlos Alberto Souza, pai da vítima, foi incluído na lista de suspeitos do crime. A informação foi confirmada pela polícia, que segue investigando as circunstâncias da tragédia.
Novos suspeitos e contradições nos depoimentos
De acordo com as autoridades, a inclusão de Carlos Alberto como suspeito segue os mesmos critérios aplicados a outros investigados, como Gustavo Vinícius Moraes. Ele é apontado como ex-namorado da jovem e já teve a prisão decretada. O comportamento do pai e algumas contradições nos depoimentos chamaram a atenção dos investigadores.
Entre os pontos mais estranhos está um pedido feito por Carlos Alberto ao prefeito de Cajamar. Após a confirmação da morte de sua filha, o pai solicitou um terreno. Esse pedido, junto ao comportamento observado, gerou questionamentos sobre a versão do pai para os acontecimentos.
Relação conturbada entre pai e filha
Investigações mais profundas revelaram que a relação entre Carlos Alberto e Vitória Regina poderia estar em crise. Segundo documentos obtidos pelo programa Domingo Espetacular, da Record TV, a jovem teria considerado se mudar para a casa de sua irmã, Verônica, devido a possíveis desentendimentos com o pai.
+ MAIS NOTÍCIAS DO BRASIL? CLIQUE AQUI
Mensagens trocadas entre os dois na noite do desaparecimento de Vitória, em 26 de fevereiro, também são analisadas. Às 23h30, o pai questionou a filha sobre seu destino: se voltaria para casa ou iria para a casa da irmã.
Vitória respondeu que retornaria à residência dos pais. Carlos então enviou um áudio alertando:
“Tá bom, então. Cuidado, viu?”.
As ligações não atendidas e a versão do pai
A partir da 1h15 da madrugada, o histórico de mensagens mostra que Carlos Alberto fez diversas ligações para a filha, que não foram atendidas.
No entanto, o pai não mencionou essas ligações à polícia, o que levanta mais dúvidas sobre sua versão dos fatos.
Em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, Carlos Alberto negou que sua filha tivesse intenção de sair de casa.
“Ela ia para a casa da minha filha porque lá ficava mais perto do serviço dela”, afirmou.
Reação do pai e posicionamento da defesa
Carlos Alberto demonstrou surpresa ao saber que havia se tornado um dos suspeitos. Em um momento de indignação, ele questionou:
“Qual é o pai que vai querer a morte de uma filha?”
Ele também afirmou que estava com o coração partido diante da desconfiança sobre sua pessoa.
A defesa de Carlos Alberto, representada pelo advogado Fábio Costa, classificou as ações da polícia como “absurdas”. Em nota à CNN, o advogado afirmou que tentaria reverter a situação.
“Colocar o pai nessa situação é colocar a vida dele em risco”, declarou.
Costa também ressaltou que Carlos Alberto ainda não foi formalmente ouvido pelas autoridades.
“Pretendo nas primeiras horas conversar com o delegado para saber mais sobre esse trecho”, disse o advogado.