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Haiti volta à Copa do Mundo após 52 anos e enfrenta o Brasil na Filadélfia

Brasil x Haiti pela Copa do Mundo 2026 no Lincoln Financial Field, na Filadélfia

Haiti volta à Copa do Mundo após 52 anos e enfrenta o Brasil na Filadélfia | Divulgação

A seleção do Haiti pisará em um campo de Copa do Mundo nesta sexta-feira (19) pela primeira vez desde 1974. Depois de mais de cinco décadas fora do maior torneio de futebol do planeta, os caribenhos voltam ao palco mundial com uma missão que vai além da tabela: representar um país que superou adversidades históricas apenas para estar em campo.

O adversário da estreia não poderia ser mais difícil. O Brasil, que empatou com o Marrocos por 1 a 1 na abertura do Grupo C, entra em campo pressionado por uma vitória que recoloque a seleção de Carlo Ancelotti nos trilhos do torneio. A partida acontece às 21h30, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos.

A única Copa e os três jogos sem vitória

A história do Haiti no Mundial se resume a uma participação, em 1974, na Alemanha Ocidental. A seleção enfrentou Itália, Argentina e Polônia, perdeu as três partidas e foi eliminada na fase de grupos sem marcar pontos.

Cinquenta e dois anos depois, o retorno acontece em uma Copa com formato inédito: 48 seleções, 104 jogos e 16 estádios distribuídos entre Estados Unidos, Canadá e México, o maior torneio já realizado. O Haiti chega como a seleção com menor tradição de seu grupo, mas com uma qualificação que já é celebrada no país como conquista em si.

Duckens Nazon, o nome da esperança ofensiva

O atacante Duckens Nazon é o maior goleador da história da seleção haitiana e o principal referencial ofensivo da equipe no torneio. Contra o Brasil, será a peça mais observada pelos defensores brasileiros sempre que o Haiti conseguir sair da pressão adversária.

A estratégia do técnico haitiano para o confronto indica prioridade defensiva. Após a perda do meio-campista Leverton Pierre, cortado por lesão, a reposição no setor foi feita com o zagueiro Garven Metusala, o que reforça a opção por um bloco compacto de cinco na linha de trás.

A seleção caribenha venceu apenas um de seus últimos quatro jogos antes da Copa e perdeu amistosos preparatórios para adversários de menor projeção internacional. No retrospecto histórico contra o Brasil, a diferença de nível se traduz em números: nos três confrontos diretos, os brasileiros marcaram 17 gols e sofreram apenas um.

O contexto brasileiro e a pressão por vitória

Do outro lado, o Brasil chega ao jogo com uma equipe diferente do que Ancelotti havia projetado. Vini Jr. marcou o único gol canarinho contra o Marrocos, mas a seleção foi criticada pela dificuldade ofensiva e pela falta de volume de jogo construído no MetLife Stadium.

Neymar continua fora. O camisa 10 trata uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha e segue sem previsão de retorno dada pela CBF. Sua presença contra o Haiti é considerada improvável pela comissão técnica. Sem o atacante, a carga criativa fica distribuída entre Vini Jr., Raphinha e as opções que Ancelotti mantém no banco.

Probabilidades e cotações apontam para favoritismo amplo

O Brasil está entre os cinco candidatos ao título do torneio, com 5,6% de probabilidade, segundo a Opta, plataforma de dados esportivos usada como referência por federações e casas de apostas regulamentadas. Para o confronto contra o Haiti, as projeções apontam 87,5% de probabilidade de vitória brasileira, com placar mais provável de 3 a 0, segundo simulações da FGV EMAp.

Esse favoritismo se traduz nas odds disponíveis: segundo palpites da KTO, a vitória do Brasil aparece cotada a 1,11, enquanto o triunfo do Haiti aparece a 20,00. Na casa de aposta, que cobre os principais mercados da Copa do Mundo 2026 com análises baseadas em retrospectos de confrontos e na fase atual dos times, o Brasil figura em sexto lugar no mercado de vencedor do torneio, com odds de 11.00, atrás de seleções como França, Espanha e Inglaterra, que lideram as cotações de longo prazo.

Copa com formato ampliado muda o caminho ao título

A edição de 2026 é a primeira disputada com 48 seleções, o que alterou a estrutura do torneio. Há uma fase de 32 avos antes das oitavas de final, ampliando o caminho entre a fase de grupos e o título. Para o Brasil, que ficou no Grupo C com Marrocos, Haiti e Escócia, avançar em primeiro lugar abre uma chave diferente nos cruzamentos do mata-mata.

O Haiti, por sua vez, joga sem a obrigação do resultado, mas com a pressão simbólica de mostrar evolução em relação à participação de 1974. Para o futebol caribenho, a simples presença na Filadélfia já tem valor histórico.

O que esperar do jogo

O Haiti deve se fechar e explorar os contra-ataques, especialmente pelos lados do campo, onde Nazon e os pontas haitianos têm mais mobilidade. A seleção caribenha não tem histórico de criar volume ofensivo contra blocos avançados, e a tendência é que ceda a iniciativa desde o apito inicial.

O Brasil, por sua vez, precisa encontrar o encaixe que não apareceu contra o Marrocos. Ancelotti deve ajustar a formação e dar mais espaço para Matheus Cunha, que ficou no banco na estreia. O técnico italiano já disse que espera uma reação imediata da equipe na segunda rodada.

A partida define, ao lado do duelo entre Marrocos e Escócia, o cenário do Grupo C antes da última rodada da fase de grupos.

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