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Fluminense joga mal, empata no Maracanã e ouve protestos da torcida

Jogadores de Fluminense e Independiente Rivadavia durante o empate sem gols no Maracanã. O Tricolor ouviu protestos da torcida e agora decidirá a classificação às quartas de final da Libertadores em Mendoza

Fluminense joga mal, empata no Maracanã e ouve protestos da torcida | Lucas Merçon/Fluminense

O Fluminense empatou por 0 a 0 com o Independiente Rivadavia na noite desta terça-feira (11), no Maracanã, e deixou completamente aberta a disputa por uma vaga nas quartas de final da Libertadores.

O resultado, porém, veio acompanhado de forte insatisfação. O Tricolor apresentou pouca criatividade, produziu poucas chances claras e ouviu vaias durante a partida. Depois do apito final, torcedores também protestaram nas arquibancadas.

Agora, a classificação será definida na próxima terça-feira (18), às 19h, no Estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza. Qualquer vitória coloca o Fluminense nas quartas. Caso aconteça outro empate, a decisão seguirá para os pênaltis.

Fluminense pouco cria no primeiro tempo

O Fluminense começou com mais posse de bola, mas encontrou enorme dificuldade para transformar o controle territorial em oportunidades.

A equipe comandada por Luis Zubeldía circulava a bola sem velocidade e praticamente não conseguia entrar na área argentina.

Enquanto isso, o Independiente Rivadavia pressionava alguns momentos da saída tricolor e recuperava bolas no campo ofensivo. Entretanto, também produzia pouco.

Por isso, a primeira etapa caminhou durante grande parte do tempo sem trabalho significativo para os goleiros.

O Fluminense só conseguiu elevar o nível ofensivo nos minutos finais.

Soteldo fez uma jogada individual e tentou a finalização, mas a defesa bloqueou. Hulk ficou com a sobra, porém concluiu mal.

Pouco depois, Martinelli arriscou de fora da área e levou perigo.

Foi pouco para mudar a percepção das arquibancadas.

Assim que o árbitro encerrou o primeiro tempo, parte da torcida respondeu com vaias.

Rivadavia assusta Fábio depois do intervalo

A partida ganhou velocidade no começo do segundo tempo.

Diferentemente da etapa inicial, o Independiente Rivadavia conseguiu encontrar espaços e criou três oportunidades perigosas em sequência.

Fábio precisou aparecer em duas delas para evitar o gol argentino. Em outra chegada, a bola acertou a trave.

Portanto, apesar de jogar dentro do Maracanã, foi o Fluminense quem sofreu os maiores sustos nesse período.

Do outro lado, Lucho Acosta conseguiu uma boa jogada individual e tentou a finalização. A marcação argentina, contudo, bloqueou a conclusão.

Flu controla a bola, mas não transforma posse em pressão

Depois do bom momento argentino, o jogo voltou a apresentar o cenário visto durante boa parte da noite.

O Fluminense mantinha mais a bola, porém errava passes e decisões no último terço do campo.

O Independiente Rivadavia, por sua vez, reduziu o ímpeto ofensivo e passou a proteger melhor o empate.

Zubeldía tentou modificar o comportamento da equipe, mas o Tricolor continuou com dificuldade para acelerar as jogadas.

Já perto dos 35 minutos, uma cobrança de escanteio gerou nova oportunidade.

A bola ficou viva dentro da área e sobrou para Germán Cano. Entretanto, o atacante não conseguiu finalizar com precisão.

O relógio avançou, e o Fluminense não encontrou o gol que permitiria viajar à Argentina com vantagem.

Torcida protesta no Maracanã

A insatisfação aumentou nos minutos finais.

Quando ficou claro que o time não conseguia exercer pressão suficiente para vencer, as arquibancadas voltaram a manifestar irritação.

Após o apito final, além das vaias, torcedores protestaram com gritos de “time sem vergonha”.

O ambiente reflete também a sequência recente de resultados.

O Fluminense já vinha pressionado depois da eliminação para o Vasco na Copa do Brasil e do empate por 1 a 1 com o Botafogo no Campeonato Brasileiro.

Agora, o 0 a 0 aumenta novamente a cobrança sobre o trabalho de Zubeldía.

Jejum de vitórias aumenta

O Fluminense segue sem conseguir transformar posse e volume de jogo em resultados.

O Folha do Leste já havia mostrado, antes da eliminação na Copa do Brasil, como a equipe acumulava empates e apresentava problemas principalmente no ataque.

A última vitória oficial ocorreu ainda em 27 de maio, quando o Tricolor derrotou o Deportivo La Guaira por 3 a 1 pela fase de grupos da Libertadores.

Desde então, a sequência atravessou a pausa da Copa do Mundo e continuou após a retomada do calendário.

O empate desta terça-feira mantém o alerta ligado justamente no momento em que a temporada entra em sua fase decisiva.

Tudo será decidido em Mendoza

O resultado muda completamente o peso do segundo confronto.

O Fluminense não terá vantagem do empate na Argentina.

Portanto, uma vitória por qualquer placar garante a classificação. Novo empate leva a definição para os pênaltis. Já uma derrota elimina o Tricolor.

A partida acontecerá na próxima terça-feira (18), às 19h, no Estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza.

O vencedor do confronto enfrentará nas quartas de final quem avançar entre Platense e Coquimbo Unido.

Antes da Libertadores, tem Palmeiras

Antes de viajar para a Argentina, o Fluminense precisa voltar as atenções para o Campeonato Brasileiro.

O Tricolor recebe o Palmeiras no sábado (15), às 16h30, no Maracanã, pela 23ª rodada da Série A. A tabela detalhada da CBF confirma partida e horário.

Assim, Zubeldía terá poucos dias para administrar desgaste físico e, ao mesmo tempo, tentar recuperar a confiança da equipe.

Depois do empate sem gols desta terça-feira, o Fluminense deixou escapar a oportunidade de construir vantagem no Maracanã.

Agora, terá de buscar em Mendoza aquilo que não conseguiu diante de sua torcida: vencer o Independiente Rivadavia.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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