O Flamengo tem recorde de receita ao atingir R$ 383 milhões no primeiro trimestre do ano, mas o número expressivo veio acompanhado de um alerta: as despesas também bateram um patamar inédito e chegaram a R$ 469 milhões. Com isso, o Clube de Regatas do Flamengo fechou o período entre janeiro e março com déficit de R$ 63,9 milhões.
Mesmo diante do resultado negativo, a diretoria mantém discurso de tranquilidade e aposta na recuperação ao longo da temporada.
📊 Diretoria minimiza impacto e aposta em receitas futuras
Segundo o relatório financeiro divulgado pelo clube, o cenário já era previsto internamente. Isso porque o início do ano costuma concentrar mais gastos, enquanto receitas relevantes entram ao longo da temporada.
De acordo com o documento, contratos comerciais já firmados garantem sustentação financeira, mesmo sem receitas extraordinárias como premiações da Copa Libertadores da América ou do Mundial de Clubes da FIFA, registradas anteriormente.
💸 Contratações explicam explosão de despesas
O principal fator para o aumento dos gastos foi o investimento pesado no elenco. A maior operação envolveu o retorno de Lucas Paquetá, contratado junto ao West Ham United.
A negociação custou cerca de R$ 315,7 milhões, incluindo valores de transferência, impostos e comissões.
Além disso, o clube investiu em reforços importantes:
- Vitão — R$ 81,5 milhões (ex-Sport Club Internacional)
- Andrew — R$ 34,7 milhões (ex-Gil Vicente FC)
🔁 Saídas ajudam, mas não compensam gastos
Por outro lado, o Flamengo também gerou receita com vendas de jogadores, embora em menor escala. As negociações renderam cerca de R$ 47 milhões.
Entre as saídas, destacam-se:
- Juninho — vendido ao Club Universidad Nacional (Pumas UNAM)
- Victor Hugo — negociado com o Clube Atlético Mineiro
- Iago — transferido para o Orlando City SC
