
Flamengo denuncia racismo contra Bruno Henrique após gol sobre o River Plate | Gilvan de Souza/Flamengo
O Flamengo denunciou ataques de cunho racista contra Bruno Henrique após o empate em 2 a 2 com o River Plate, na sexta-feira (3), no Estádio Algarve, em Portugal. Segundo o clube, torcedores argentinos ofenderam o atacante na arquibancada e ampliaram as agressões nas redes sociais após a partida.
O episódio ocorreu depois de o camisa 27 marcar um dos gols do amistoso e celebrar mostrando a tatuagem que homenageia o título da Libertadores de 2019, conquistado justamente sobre o River Plate.
Em nota, o Rubro-Negro repudiou as manifestações atribuídas a integrantes da torcida rival e afirmou que dará apoio ao jogador.
Gol e provocação antecederam os ataques, diz Flamengo
Bruno Henrique marcou durante o amistoso em Portugal e, na comemoração, exibiu a tatuagem referente à conquista continental de 2019. O gesto provocou reação de torcedores do River Plate presentes no estádio.
De acordo com o Flamengo, parte dessa reação ultrapassou a provocação esportiva e assumiu caráter discriminatório. O clube afirma que os ataques continuaram depois do apito final, com comentários e mensagens racistas direcionadas ao jogador nas redes sociais.
O Flamengo não detalhou se identificou autores das ofensas nem informou se levará o caso às autoridades portuguesas.
Clube manifesta apoio a Bruno Henrique
Na manifestação oficial, o Flamengo classificou Bruno Henrique como um dos maiores ídolos de sua história e reforçou que não aceita qualquer forma de preconceito dentro ou fora dos estádios.
“O racismo é crime e não pode ser naturalizado nem tratado com tolerância”, declarou o clube.
Além disso, o Rubro-Negro citou ações internas de combate à discriminação. Segundo a nota, o Estatuto Social passou por mudanças em 2025 para ampliar punições contra práticas ou incentivos discriminatórios.
O clube também mencionou projetos de conscientização e letramento racial nas categorias de base, em parceria com entidades como CUFA, ID_BR e MUHCAB.
Flamengo pede denúncias em casos de discriminação
O clube destacou que vítimas e testemunhas devem denunciar episódios de racismo às autoridades competentes.
No Brasil, o Flamengo lembrou que denúncias podem ser feitas pelo Disque 100 e em delegacias de polícia. O comunicado, porém, não informou canais específicos de denúncia em Portugal.
A partida marcou mais um teste do Flamengo durante a intertemporada. Dentro de campo, Bruno Henrique balançou a rede. Fora dele, o clube agora cobra responsabilização pelos ataques relatados.
Nota do Flamengo
“O Clube de Regatas do Flamengo vem a público repudiar, com absoluta indignação, os atos de racismo cometidos contra o atacante Bruno Henrique por integrantes da torcida do River Plate após o gol marcado na partida desta sexta-feira (3), no Estádio Algarve, em Portugal.Durante o jogo, o atleta foi alvo de manifestações discriminatórias por parte de torcedores da equipe argentina. Após o apito final, os ataques se intensificaram nas redes sociais, onde passou a receber um grande volume de comentários e mensagens de cunho racista.O Flamengo manifesta total solidariedade e apoio a Bruno Henrique, um dos maiores ídolos da história do clube. Não há espaço para qualquer forma de preconceito dentro ou fora dos estádios.O combate ao racismo é um compromisso permanente do Flamengo. O enfrentamento à discriminação integra o Estatuto Social do clube, que passou por sucessivos avanços, incluindo, em 2025, a ampliação das sanções para qualquer prática ou incentivo à discriminação. Além disso, o clube desenvolve ações permanentes de conscientização e letramento racial, especialmente nas categorias de base, por meio de campanhas institucionais, projetos de formação e parcerias com instituições como CUFA, ID_BR e MUHCAB.O racismo é crime e não pode ser naturalizado nem tratado com tolerância. O Flamengo seguirá atuando de forma firme no combate a toda forma de discriminação e reforça que vítimas ou testemunhas devem denunciar os casos às autoridades competentes. No Brasil, as denúncias podem ser feitas por meio do Disque 100 e das delegacias de polícia.Respeito, igualdade e dignidade humana são valores inegociáveis.”







