Filipe Luís diz que fala sobre racismo foi mal interpretada e apoia Vini Jr.

Filipe Luís diz que fala sobre racismo foi mal interpretada e apoia Vini Jr. | Adriano Fontes/Flamengo
O técnico do Flamengo, Filipe Luís, se pronunciou neste domingo (22) sobre a repercussão de suas declarações envolvendo o caso de racismo sofrido por Vinícius Júnior em partida da Liga dos Campeões da UEFA.
Após a vitória sobre o Madureira, no Maracanã, o treinador pediu a palavra na coletiva e afirmou que suas falas foram “amplamente mal interpretadas”.
“Em nenhum momento a minha intenção foi minimizar o caso de racismo ou desrespeitar a vítima. Muito pelo contrário. Eu, o Flamengo, estamos com o Vinicius. Tenho um carinho e admiração gigantes por ele”, declarou.
Entenda a polêmica
Na última quinta-feira (19), Filipe Luís afirmou que “um caso isolado como esse não influencia em nada do que penso sobre este país”, ao responder pergunta sobre como o Flamengo foi tratado em visitas à Argentina e sobre ataques do argentino Gianluca Prestianni contra o camisa 7 do Real Madrid.
Segundo o treinador, o termo “caso isolado” se referia exclusivamente ao episódio ocorrido dentro de campo naquela partida específica.
“Existem muitos casos na Argentina, Paraguai, Espanha, Inglaterra e no Brasil. Existem muitos casos de racismo no Brasil e eu amo meu país. Isso não significa que eu não possa gostar da Argentina. Eu quis me expressar sobre um caso específico.”
“Racismo é crime”, afirma treinador
Filipe reforçou que repudia qualquer ato discriminatório.
“Eu repudio o racismo. Eu condeno o ato racista. Racismo é crime. Se ele fez isso, que ele pague. Fazer camiseta com ‘não ao racismo’ é fácil. Difícil é unir.”
O treinador destacou que não cabe a ele julgar, mas defendeu punição caso a conduta seja confirmada.
Responsabilidade pela fase do time
Além do tema extracampo, Filipe Luís também assumiu responsabilidade pelo momento irregular da equipe.
“Quando você vê o Flamengo não performando com o elenco que tem, a responsabilidade é do treinador. Não tem ninguém mais que eu quebrando a cabeça para fazer esse time voltar a jogar naquele nível do auge do ano passado.”
Segundo ele, o principal problema atual é mental.
“Vejo uma parte mental, de confiança, ansiedade. Jogadores acelerados, arriscando menos para não errar. Isso faz o time perder performance. É minha responsabilidade fazer com que eles voltem a performar.”










































