
Falta d’água no Rio afeta 24 bairros da Zona Oeste e outras regiões; veja quando o abastecimento volta | Divulgação/Cedae
A falta d’água no Rio de Janeiro continua afetando moradores de diferentes bairros nesta sexta-feira (23/10), após um reparo emergencial no Sistema Guandu. Pelo menos 24 bairros da Zona Oeste estão entre as localidades com abastecimento reduzido ou interrompido. Além disso, as concessionárias alertam para possíveis problemas no Centro, nas zonas Norte e Sul, em municípios da Baixada Fluminense e no Leste Fluminense.
Segundo as informações divulgadas nesta sexta-feira, a Cedae concluiu o reparo principal durante a madrugada, mas precisou realizar ajustes complementares na tubulação. A previsão informada para a normalização da operação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu é de até as 12h.
Entretanto, a retomada da produção não significa que a água voltará imediatamente às torneiras. A Rio+Saneamento e a Águas do Rio estimam que a distribuição poderá levar até 72 horas para se normalizar, contadas a partir do restabelecimento de 100% da capacidade do sistema.
Por isso, os moradores devem economizar a água armazenada e acompanhar os comunicados das concessionárias, especialmente nas regiões mais elevadas e distantes dos principais pontos de distribuição.
Quais bairros estão sem água na Zona Oeste do Rio?
A Rio+Saneamento informou que a redução na produção de água do Guandu afeta 24 bairros da Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Confira a relação das localidades atingidas:
- Bangu;
- Barra de Guaratiba;
- Campo dos Afonsos;
- Campo Grande;
- Cosmos;
- Deodoro;
- Gericinó;
- Guaratiba;
- Ilha de Guaratiba;
- Inhoaíba;
- Jardim Sulacap;
- Jabour;
- Magalhães Bastos;
- Paciência;
- Padre Miguel;
- Pedra de Guaratiba;
- Realengo;
- Santa Cruz;
- Santíssimo;
- Senador Camará;
- Senador Vasconcelos;
- Sepetiba;
- Vila Kennedy;
- Vila Militar.
Além dessas localidades, a concessionária informou redução no fornecimento para o bairro Canto do Rio, em Seropédica, na Baixada Fluminense.
Entretanto, a situação pode variar entre os imóveis. Enquanto alguns consumidores enfrentam interrupção completa, outros poderão registrar apenas redução da pressão da água.
Quando a água vai voltar aos bairros afetados?
A previsão para a normalização da operação da ETA Guandu é de até o meio-dia desta sexta-feira (23), conforme a atualização divulgada após os ajustes complementares na tubulação.
Contudo, essa previsão diz respeito ao funcionamento do sistema produtor, e não à recuperação imediata do abastecimento em todas as residências.
Segundo a Rio+Saneamento, a distribuição será restabelecida gradualmente em até 72 horas após a retomada integral da produção de água.
Assim, mesmo que a estação volte a operar com 100% da capacidade nesta sexta-feira, algumas localidades ainda poderão enfrentar dificuldades durante o fim de semana.
Além disso, a concessionária alerta que o prazo poderá ser maior nas áreas elevadas e nas pontas das redes de distribuição, onde a recuperação da pressão costuma ser mais demorada.
Portanto, os moradores não devem interpretar o horário de 12h como garantia de retorno do fornecimento em suas casas.
Águas do Rio alerta para problemas no Centro e nas zonas Norte e Sul
A Águas do Rio também mantém um alerta para possíveis casos de baixa pressão e interrupções no abastecimento em áreas atendidas pela empresa na capital fluminense.
Segundo a concessionária, as regiões abrangidas pelo comunicado são:
- Centro do Rio de Janeiro;
- Zona Norte;
- Zona Sul.
Entretanto, a empresa não informou que todos os bairros dessas regiões estão simultaneamente sem água. O impacto depende das condições de cada sistema de distribuição.
Assim como na Zona Oeste, a previsão é de recuperação gradual após a ETA Guandu atingir sua capacidade integral de produção.
Sete municípios da Baixada Fluminense também podem ser afetados
A redução da produção de água também compromete o abastecimento em municípios da Baixada Fluminense, conforme comunicado da Águas do Rio.
As sete cidades incluídas no alerta são:
- Belford Roxo;
- Duque de Caxias;
- Mesquita;
- Nilópolis;
- Nova Iguaçu;
- Queimados;
- São João de Meriti.
Além disso, a Rio+Saneamento informou impacto no bairro Canto do Rio, em Seropédica.
A Águas do Rio estima que o fornecimento poderá levar até 72 horas para se normalizar após o restabelecimento integral da operação do Guandu. Entretanto, o processo poderá demorar mais nos imóveis localizados em áreas altas e nas extremidades da rede.
Iguá também alerta para redução do abastecimento
Uma terceira concessionária, a Iguá Rio, informou que a redução da produção no Sistema Guandu também poderá provocar baixa pressão ou falta d’água em localidades atendidas pela empresa.
Segundo a Iguá, a recuperação do fornecimento ocorrerá gradualmente após o retorno da operação integral da estação. Além disso, as áreas elevadas e os imóveis nas pontas de rede poderão enfrentar maior demora.
A concessionária informou que mantém caminhões-pipa para situações emergenciais, com prioridade para unidades de saúde, como hospitais, clínicas e UPAs.
Os clientes podem solicitar informações pelo telefone ou WhatsApp 0800 400 0509.
Por que o abastecimento de água foi reduzido?
A crise começou na quinta-feira (22), quando a Cedae realizou um reparo emergencial em uma tubulação do Sistema Guandu, responsável pela produção de água tratada destinada a diversas regiões metropolitanas.
Durante o serviço, a estação precisou reduzir sua capacidade operacional. As concessionárias informaram inicialmente que a unidade chegou a funcionar com aproximadamente 50% da capacidade.
Posteriormente, a Cedae precisou executar ajustes complementares na estrutura, o que prolongou a recuperação operacional até esta sexta-feira.
A Cedae é responsável pela produção de água tratada no Sistema Guandu. Já as concessionárias Rio+Saneamento, Águas do Rio e Iguá Rio administram a distribuição aos consumidores em suas respectivas áreas de atuação.
Por isso, o retorno da operação da estação representa apenas a primeira etapa da recuperação. Depois, as redes de distribuição precisam recuperar o volume e a pressão necessários para atender os imóveis.
O que fazer enquanto o abastecimento não volta?
As concessionárias orientam a população a priorizar o consumo essencial durante o período de abastecimento reduzido.
Entre as medidas recomendadas estão:
- Reservar a água das caixas-d’água e cisternas para alimentação, higiene e necessidades básicas;
- Adiar a lavagem de carros, calçadas e áreas externas;
- Evitar tarefas que exigem grande volume de água;
- Reduzir o tempo de banho e fechar as torneiras quando não estiverem em uso;
- Acompanhar os comunicados da concessionária responsável pelo endereço;
- Registrar ocorrências de desabastecimento persistente pelos canais oficiais de atendimento.
Além disso, moradores de edifícios e condomínios devem acompanhar a situação dos reservatórios para evitar o esgotamento antecipado da água disponível.
Telefones e WhatsApp das concessionárias de água
Quem enfrenta falta d’água ou redução da pressão pode procurar a concessionária responsável pela região.
Rio+Saneamento
- Capital: 0800 772 1025;
- Demais municípios: 0800 772 1027;
- Site: riomaissaneamento.com.br.
Águas do Rio
- Telefone e WhatsApp: 0800 195 0 195;
- Site: aguasdorio.com.br.
Iguá Rio
- Telefone e WhatsApp: 0800 400 0509;
- Site: igua.com.br/rio-de-janeiro.
Serviço — Falta d’água no Rio e na Baixada Fluminense
- Data da ocorrência: quinta-feira, 22 de outubro de 2026;
- Situação nesta sexta-feira (23): abastecimento reduzido ou interrompido em áreas atendidas pelo Sistema Guandu;
- Causa: reparo emergencial e ajustes complementares em tubulação;
- Previsão informada para a operação da ETA: até as 12h de sexta-feira (23);
- Previsão de recuperação do abastecimento: até 72 horas após a retomada integral da produção, podendo demorar mais em algumas localidades;
- Regiões abrangidas: bairros das zonas Oeste, Norte e Sul, Centro do Rio e municípios da Baixada Fluminense;
- Produção de água: Cedae;
- Distribuição: Rio+Saneamento, Águas do Rio e Iguá Rio.
Por fim, os moradores devem acompanhar novas atualizações. A recuperação do abastecimento será gradual, e a normalização da operação da ETA Guandu não garante o retorno imediato da água em todas as localidades afetadas.








