Evelyn Bastos Carnaval 2026 marca mais um capítulo histórico na trajetória da rainha de bateria da Estação Primeira de Mangueira. Neste domingo (16), a sambista celebrou seu 13º desfile à frente da bateria e fez um desabafo direto sobre o espaço midiático concedido a mulheres que vêm da comunidade.
Reconhecimento tardio e orgulho da comunidade
Antes de entrar na avenida, Evelyn falou sobre desigualdade de visibilidade no carnaval. Segundo ela, o reconhecimento da mídia demorou porque não era uma figura famosa quando assumiu o posto.
A rainha destacou que mulheres da comunidade precisam provar mais. Por isso, ela valoriza escolas que mantêm rainhas com história no samba, como Beija-Flor de Nilópolis, Paraíso do Tuiuti e Acadêmicos do Salgueiro.
O discurso reforçou o peso simbólico do Evelyn Bastos Carnaval 2026 como afirmação de pertencimento.
Respeito ao sagrado no desfile
Evelyn afirmou que trata enredos religiosos com profundo respeito. Segundo ela, o samba exige consciência espiritual e responsabilidade cultural.
A postura ganha ainda mais relevância no desfile da Verde e Rosa, que levou à Sapucaí uma narrativa ancestral e afro-indígena.
Quem é Evelyn Bastos
Cria do Morro da Mangueira, Evelyn Bastos é um dos rostos mais emblemáticos do carnaval carioca. Aos 32 anos, completa 12 anos como rainha de bateria da Mangueira, com uma trajetória construída integralmente dentro da comunidade.
Filha de Valéria Bastos, rainha de bateria entre 1987 e 1989, Evelyn cresceu cercada pelo samba. Tias foram passistas. A avó paterna integrou por décadas a ala das baianas e era referência religiosa local.

Evelyn Bastos reflete sobre visibilidade no Carnaval 2026 da Mangueira | Reprodução/Site Carnavalesco
Formação desde a infância
A história começou cedo. Aos 4 anos, Evelyn entrou para a Mangueira do Amanhã. Aos 10, já era rainha de bateria da escola mirim. Pouco depois, passou a desfilar como passista da escola principal.
A projeção nacional veio aos 18 anos, após vencer o concurso Musa do Carnaval no programa Caldeirão do Huck. Em 2014, assumiu oficialmente o posto de rainha de bateria da Mangueira.
Atuação além da avenida
Evelyn também construiu carreira acadêmica sólida. É formada em Educação Física e História, com pós-graduação em Gestão de Projetos.
Atualmente, atua como diretora cultural da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e preside a Mangueira do Amanhã. A rotina divide-se entre sala de aula, gestão cultural e carnaval.
Enredo da Mangueira no Carnaval 2026
Com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, a Mangueira encerrou os desfiles do domingo. A escola homenageou Raimundo dos Santos Souza, o Mestre Sacaca, símbolo dos saberes ancestrais afro-indígenas do Amapá.
A apresentação exaltou rituais, ervas, o Marabaixo, o Batuque e a resistência dos povos tradicionais da Amazônia Negra. O Evelyn Bastos Carnaval 2026 ganhou ainda mais força ao unir corpo, fé e ancestralidade na avenida.


















