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EUA taxam produtos brasileiros em 25%: veja lista do que muda e o que foi poupado

Contêineres com produtos brasileiros destinados aos Estados Unidos após anúncio da tarifa adicional de 25%

EUA taxam produtos brasileiros em 25%: veja lista do que muda e o que foi poupado | Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, que passa a valer a partir do dia 22 de julho de 2026, é fruto de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), sob a Seção 301 da legislação americana. A nova barreira comercial promete impactar diretamente a balança comercial do país.

Apesar de a taxação dos EUA atingir milhares de itens de exportação, o governo americano abriu exceções estratégicas. Com isso, os produtos que mais geram receita para o Brasil no mercado norte-americano acabaram poupados.

O tamanho do mercado: quanto o Brasil exporta para os EUA?

Os Estados Unidos são um dos maiores parceiros comerciais do Brasil. Em 2025, o mercado americano importou cerca de US$ 37,7 bilhões (aproximadamente R$ 192,7 bilhões) em mercadorias brasileiras.

A boa notícia para a economia nacional é que os dez principais produtos da nossa pauta de exportação — que respondem por quase metade de todo o faturamento — ficaram de fora da nova alíquota.

Produtos poupados da nova tarifa de 25% (Isentos)

As commodities e os itens de maior peso financeiro nas vendas aos EUA foram preservados para evitar o desabastecimento das indústrias americanas:

  • Agronegócio e Alimentos: Café em grão, carne bovina congelada, suco de laranja (congelado e não congelado), café solúvel e mel natural.
  • Indústria Extrativa e Metais: Petróleo bruto, minério de ferro, ferro-gusa, ferro-nióbio, silício e hidróxido de alumínio.
  • Indústria de Alta Tecnologia: Aeronaves, partes de turbinas e celulose branqueada.
  • Outros setores: Couro bovino, combustíveis de aviação e tipos específicos de madeira.

Produtos brasileiros sobretaxados em 25%

Estes itens perderão competitividade no mercado americano e passarão a pagar o imposto adicional na alfândega:

  • Combustíveis e Energia: Gasolina e fuel oil (óleo combustível para indústrias e energia).
  • Máquinas, Equipamentos e Veículos: Carregadeiras, tratores de esteira (bulldozers), motoniveladoras, pneus (para carros, ônibus e caminhões) e transformadores elétricos.
  • Construção Civil e Acabamento: Portas, madeira serrada, compensados, granito e pedras trabalhadas.
  • Bens de Consumo e Agronegócio Processado: Calçados de couro, açúcar de cana, etanol, tabaco em folhas, chapas de alumínio e matérias proteicas.

Por que os EUA abriram exceções para alguns produtos brasileiros?

A justificativa técnica para poupar setores como petróleo, café e aeronaves passa pela dependência do próprio mercado interno norte-americano.

O governo dos EUA concedeu isenções para evitar a inflação de insumos essenciais que a indústria local não consegue produzir em larga escala. Além disso, alguns itens foram poupados porque já são regulados por outras tarifas alfandegárias pré-existentes.

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Maria Inez Magalhães
Maria Inez Magalhães é editora sênior e repórter especial do Folha do Leste. Jornalista formada pela FACHA, possui mais de 20 anos de experiência, com passagens marcantes pelo jornal O Dia como chefe de reportagem e repórter de Segurança Pública. Especialista em Direitos Humanos, atua na assessoria da ONG Rio de Paz e possui histórico na assessoria de imprensa da ALERJ. É produtora dos documentários ‘Patrícia Acioli, Juíza do Povo’ e ‘Cadê Você?’, além de idealizadora da coluna É O BICHO.

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