Endrick relativizou a pressão enfrentada por jogadores de futebol ao comparar a rotina dos atletas de alto nível com a de trabalhadores que acordam cedo e enfrentam jornadas muito mais duras. Aos 20 anos, o atacante do Real Madrid reconheceu a cobrança existente na profissão, mas afirmou que o futebol também oferece privilégios que precisam ser valorizados.
O jogador falou sobre o assunto durante entrevista à TV Globo, enquanto está com a Seleção Brasileira na Austrália para os amistosos desta Data Fifa.
“Não é difícil ser jogador. Sim, algumas coisas que acontecem são difíceis, mas a gente não pode falar que é difícil ser jogador. Difícil é ser uma pessoa que acorda 5h da manhã para ir trabalhar, trabalhando de segunda a domingo.”
Endrick não negou que a carreira no futebol tenha momentos de pressão. Para ele, porém, a remuneração e as oportunidades proporcionadas pelo esporte mudam completamente a perspectiva.
Endrick reconhece pressão, mas destaca privilégio
A cobrança sobre jogadores que atuam nos principais clubes e seleções do mundo é constante.
Endrick convive com isso desde muito jovem. Revelado pelo Palmeiras, chegou ao Real Madrid cercado de expectativa e também passou a disputar espaço regularmente na Seleção.
Ainda assim, o atacante entende que a condição financeira e profissional conquistada pelos atletas precisa entrar nessa discussão.
“A gente tem uma pressão enorme, mas tem que ser agradecido pelo que o futebol proporciona. Claro que tem momentos de pressão, mas o futebol proporciona coisas maravilhosas para a gente, que podem mudar a vida das nossas famílias.”
A avaliação vai além do dinheiro.
Endrick também apontou algo que considera raro: conseguir transformar aquilo que gosta de fazer em profissão.
“A gente está dentro do futebol, fazendo o que a gente mais ama e ganhando um dinheiro que pode mudar a vida da nossa família. A gente só tem que agradecer a Deus por esse momento.”
Atacante vive disputa por espaço na Seleção
As declarações acontecem enquanto Endrick tenta conquistar espaço no início do novo ciclo da Seleção Brasileira.
O Brasil empatou por 1 a 1 com a Austrália na primeira partida depois da Copa do Mundo, na sexta-feira (25).
Agora, Carlo Ancelotti prepara uma equipe bastante modificada para o reencontro com os australianos.
No principal teste realizado pela comissão técnica, Raphinha apareceu centralizado como referência ofensiva, enquanto Rayan e Vini Jr completaram o ataque.
Endrick também participou das experiências feitas ao longo dos treinamentos, mas não apareceu inicialmente entre os 11 utilizados por Ancelotti.
Isso mantém aberta a disputa por minutos diante da Austrália.
Ancelotti deve mudar boa parte do Brasil
O treinador indicou desde o primeiro amistoso que pretende utilizar esta Data Fifa para testar jogadores e alternativas táticas.
A formação trabalhada para terça-feira teve:
Otávio; Vanderson, Jair, Gabriel Magalhães e Mauro Júnior; Danilo, Bruno Guimarães e Gabriel Bontempo; Rayan, Vini Jr e Raphinha.
Assim, somente alguns jogadores do primeiro confronto devem permanecer entre os titulares.
Na parte final das atividades, Ancelotti também experimentou outros nomes e formações, incluindo Endrick no setor ofensivo.
Por isso, a escalação definitiva ainda depende das últimas decisões da comissão técnica.
Brasil volta a enfrentar Austrália
A Seleção Brasileira enfrenta novamente a Austrália nesta terça-feira (29), às 7h, no horário de Brasília, em Brisbane.
Depois, a delegação segue para a Índia.
O último compromisso desta Data Fifa será contra os donos da casa, no sábado (3), às 11h, em Calcutá.
Para Endrick, os dois jogos oferecem novas oportunidades dentro de um elenco em processo de avaliação.
Fora de campo, porém, o atacante demonstrou uma visão bastante clara sobre a profissão que escolheu: a pressão existe, mas não apaga os privilégios que o futebol proporciona a quem consegue chegar ao mais alto nível.









