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End of Abyss estreia hoje com terror sci-fi em complexo subterrâneo

Cel explora instalação subterrânea em End of Abyss

End of Abyss estreia hoje com terror sci-fi em complexo subterrâneo | Divulgação

End of Abyss estreia nesta quinta-feira (1º) para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC pela Epic Games Store.

O jogo coloca o jogador no controle de Cel, uma jovem técnica de combate enviada com sua equipe para investigar distúrbios dentro de um gigantesco complexo subterrâneo.

O que começa como uma missão aparentemente controlada rapidamente vira uma descida por corredores abandonados, máquinas quebradas e criaturas que já não parecem inteiramente humanas.

Estúdio nasceu com ex-desenvolvedores da Tarsier

End of Abyss é desenvolvido pela Section 9 Interactive, pequeno estúdio localizado em Malmö, na Suécia.

A empresa foi fundada por três antigos integrantes da Tarsier Studios.

O histórico chama atenção porque a Tarsier ficou conhecida por jogos com forte identidade visual e atmosfera sombria.

Em End of Abyss, essa experiência aparece principalmente na construção dos ambientes e na maneira como o jogo trabalha tensão.

Projeto começou como shooter mais rápido

A versão final ficou bastante diferente da ideia inicial.

Segundo a Section 9, End of Abyss nasceu como um shooter de ação visto de cima.

Durante o desenvolvimento, a equipe começou a se interessar mais por exploração e tensão.

O ritmo diminuiu.

O ambiente ganhou importância.

E o projeto acabou se transformando em uma experiência mais lenta e atmosférica.

Terror visto de cima

A câmera utiliza uma perspectiva elevada.

Isso cria uma combinação pouco comum.

End of Abyss mantém elementos de horror, mas sem recorrer à visão em primeira ou terceira pessoa normalmente encontrada no gênero.

O jogador enxerga Cel e parte do ambiente ao redor.

Mesmo assim, áreas escuras, corredores estreitos e obstáculos impedem que toda ameaça seja identificada imediatamente.

O resultado busca manter tensão mesmo oferecendo uma visão mais ampla do cenário.

Scanner ajuda a encontrar caminhos escondidos

Uma das principais ferramentas de Cel é o Scanner.

Ele permite analisar o ambiente e localizar informações importantes dentro da instalação.

O recurso também participa da exploração.

Portas, passagens e áreas inicialmente inacessíveis podem depender de equipamentos ou ferramentas obtidos posteriormente.

Depois de conseguir novos recursos, o jogador pode retornar a corredores antigos e encontrar caminhos antes bloqueados.

Estrutura lembra um metroidvania

A própria Section 9 descreve o projeto como uma combinação pouco explorada entre metroidvania visto de cima e horror de ação.

O mapa possui caminhos ramificados.

Algumas áreas só ficam acessíveis depois que Cel melhora seus equipamentos.

Isso incentiva voltar para regiões anteriores e investigar locais deixados para trás.

Nem todo corredor existe apenas para conduzir ao próximo objetivo.

Há espaços escondidos e segredos distribuídos pelo complexo.

Equipamento precisa evoluir

Cel começa em clara desvantagem.

As criaturas encontradas nas profundezas são mais perigosas do que ela.

Por isso, sobreviver depende também de melhorar o equipamento.

Armas e ferramentas podem evoluir conforme a exploração avança.

O jogo procura evitar a sensação de que a protagonista entra no complexo preparada para qualquer situação.

A evolução acontece durante a própria descida.

Máquinas parecem conversar com o jogador

A instalação abandonada não serve apenas como cenário.

A Section 9 usa máquinas quebradas, ruídos e estruturas industriais para sugerir que algo muito maior aconteceu no local.

A descrição oficial chega a afirmar que máquinas quebradas “sussurram” das profundezas.

O jogador precisa descobrir o que ocorreu com a instalação enquanto enfrenta as criaturas que ainda permanecem ali.

Nem tudo que aparece ainda é humano

O terror também nasce da aparência dos inimigos.

As criaturas exibidas até agora possuem formas deformadas e características que misturam elementos humanos com algo diferente.

O jogo não explica imediatamente o que aconteceu.

A investigação faz parte da narrativa.

Cel precisa avançar por regiões degradadas do complexo para entender a origem das alterações.

Jogo ocupa pouco mais de 5 GB no PC

Na Epic Games Store, End of Abyss exige aproximadamente 5,29 GB de armazenamento em SSD.

A configuração mínima pede:

  • Windows 10;
  • Intel Core i5-6600 ou AMD Ryzen 5 2400G;
  • 8 GB de RAM;
  • GeForce GTX 1060, Radeon RX 6500 XT ou Intel Arc A380;
  • DirectX 12.

Na recomendada, o jogo sobe para 16 GB de memória e placas como GTX 1070 Ti, RX 6650 XT ou Intel Arc A750.

Português do Brasil está disponível

A versão para PC oferece textos em português do Brasil.

Também há suporte a vários outros idiomas.

O jogo não possui dublagem listada na Epic Games Store.

Para o público brasileiro, ao menos menus, textos e elementos narrativos podem ser acompanhados em português.

PC fica restrito à Epic Games Store

Existe um detalhe importante para quem joga no computador.

Até agora, não há versão anunciada para Steam.

No PC, End of Abyss é distribuído pela Epic Games Store.

O jogo também chega simultaneamente ao PS5 e Xbox Series X|S.

Não haverá versão para geração anterior

A Section 9 concentrou o lançamento na geração atual.

Não foram anunciadas versões para:

  • PlayStation 4;
  • Xbox One;
  • Nintendo Switch;
  • Nintendo Switch 2.

No momento, as plataformas confirmadas são apenas PS5, Xbox Series X|S e PC.

Preço internacional é de US$ 29,99

A Epic Games Store lista End of Abyss por US$ 29,99 no mercado internacional.

A Xbox Store também utiliza esse valor como referência fora do Brasil.

O preço brasileiro pode variar conforme a plataforma e o momento da compra.

Por isso, não é adequado simplesmente converter o valor em dólar para estimar o preço nacional.

Outubro começa descendo ao abismo

End of Abyss não tenta competir pelo tamanho.

O projeto nasceu em um pequeno estúdio e escolheu concentrar sua identidade em atmosfera, exploração e tensão.

O jogador entra em uma instalação onde caminhos se fecham, equipamentos precisam evoluir e criaturas ocupam áreas que aparentemente deveriam estar vazias.

É uma proposta simples de explicar.

Descer.

Investigar.

Sobreviver.

E descobrir o que existe no fundo do abismo.

Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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