Palestrante lança livro sobre superar gagueira

Palestrante Edu Toledo lança livrodando dicas para vencer gagueira. Foto: divulgação.
Falar em público segue sendo uma das principais barreiras para o crescimento profissional. Por isso, o especialista em comunicação Edu Toledo pensou em uma forma de ajudar quem tem dificuldade se expressar. Isso porque o palestrante lança o livro “F-F-Falei – Como um ex-gago se tornou Comunicador”, com prefácio de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-número 2 da TV Globo.
O que motivou Toledo a escrever a obra foi a própria experiência de vida. Isso porque ele enfrentou a gagueira durante anos antes de transformar a comunicação em profissão. Mas a virada, de acordo com ele, não aconteceu ao tentar eliminar o medo, mas ao aprender a lidar com ele.
“O erro é achar que o medo vai desaparecer. Ele não vai. O que muda é a forma como você reage a ele”, afirma.
Especialista que gagueira não tem relação com falta de preparo
Na prática, o medo de falar em público continua sendo uma das maiores barreiras emocionais e profissionais da atualidade. A condição tem nome, glossofobia — e impacta diretamente a forma como as pessoas se posicionam e evoluem no ambiente corporativo. Em alguns estudos sobre comportamento, esse medo chega a ser apontado como mais intenso do que o da própria morte, o que ajuda a dimensionar sua força.
Para Edu Toledo, esse bloqueio não tem relação com falta de preparo técnico, mas com uma resposta emocional profunda.
“O cérebro interpreta a exposição como risco. É um mecanismo de defesa. Por isso, mesmo pessoas competentes travam quando precisam se apresentar”, explica.
A ciência reforça essa leitura. Situações de exposição ativam o chamado mecanismo de “luta ou fuga”, elevando a frequência cardíaca e afetando diretamente a memória e a clareza de raciocínio, o que explica os famosos “brancos” durante apresentações.
No ambiente corporativo, o impacto é direto. Profissionais deixam de se posicionar em reuniões, evitam apresentações e perdem oportunidades de visibilidade.
“Hoje, não basta ser bom tecnicamente. Quem não se comunica, não aparece, e quem não aparece, não cresce”, resume Edu Toledo.
A boa notícia é que qualquer pessoa pode treinar essa habilidade com práticas que ajudam o cérebro a reduzir a sensação de ameaça, transformando a comunicação em aliada, e não em obstáculo.











































