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Falha de Bento aumenta alerta sobre goleiros da Seleção Brasileira

Goleiros da Seleção Brasileira vivem momento de instabilidade antes da Copa do Mundo

Falha de Bento aumenta alerta sobre goleiros da Seleção Brasileira | Rafael Ribeiro/CBF

Os goleiros da Seleção Brasileira chegam à reta final antes da Copa do Mundo sob forte sinal de alerta. A nova preocupação veio com Bento, que falhou no último minuto do clássico entre Al-Nassr e Al-Hilal, pelo Campeonato Saudita, e impediu o título antecipado de sua equipe.

Em cobrança de lateral para a área, Bento tentou fazer o corte, mas mandou a bola contra as próprias redes. Assim, o Al-Nassr cedeu o empate por 1 a 1 ao rival Al-Hilal e adiou a conquista da competição.

Falha de Bento repercute mal

A falha teve repercussão negativa porque Bento está à frente de Hugo Souza, do Corinthians, na disputa pela terceira vaga de goleiro da Seleção. Mesmo com oscilações recentes, ele ainda tende a ser chamado por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo.

No entanto, o lance na Arábia Saudita reforçou as dúvidas sobre seu momento. Ainda em campo, o técnico Jorge Jesus demonstrou reprovação com um gesto em direção ao goleiro e evitou troca de olhares após o erro.

Bento vem recebendo cobranças por falhas e irregularidade debaixo das traves. Apesar disso, mantém a confiança de Ancelotti e também conta com respaldo de Taffarel, preparador de goleiros da Seleção.

Bento ainda tem vantagem na disputa

Mesmo pressionado, Bento segue bem colocado na hierarquia da comissão técnica. O goleiro foi utilizado no amistoso contra a Croácia, em março, na vitória brasileira por 3 a 1, e permanece como favorito para ser o terceiro nome da posição.

Ainda assim, o erro contra o Al-Hilal acontece em péssimo momento. A menos de um mês da estreia no Mundial, qualquer falha ganha peso maior, principalmente em uma posição que exige confiança, estabilidade e tomada de decisão segura.

Por isso, a situação de Bento entra no mesmo pacote de incertezas que envolve os outros goleiros observados por Ancelotti.

Alisson preocupa por falta de ritmo

Alisson ainda aparece como favorito para ser o titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O Brasil estreia contra o Marrocos e também enfrentará Haiti e Escócia na primeira fase.

O problema é que o goleiro do Liverpool está há dois meses sem jogar por causa de lesão muscular na coxa direita. Portanto, pode chegar aos Estados Unidos com pouca sequência, sem ritmo competitivo e ainda em busca da melhor condição física.

Há expectativa de que Alisson atue contra o Aston Villa na próxima rodada da Premier League. Caso volte a campo, o jogo servirá como teste importante para avaliar sua resposta física antes da convocação final.

Amistoso contra o Panamá será decisivo

Antes da estreia na Copa, o Brasil ainda fará amistoso contra o Panamá no dia 31 de maio. A tendência é que Ancelotti use a partida para observar a base titular que pretende escalar contra o Marrocos, em 13 de junho.

Nesse contexto, a condição de Alisson será acompanhada de perto. Se ele estiver recuperado e com boa resposta em campo, deve manter a vaga como camisa 1. Caso contrário, a discussão sobre a meta brasileira ganhará ainda mais força.

Ederson também vive fase turbulenta

Ederson, outro candidato a titular, também chega à reta final em situação delicada. O goleiro não vive boa fase no Fenerbahçe e deve deixar o clube ao fim da temporada, ainda sem destino definido.

Além disso, sua relação com a torcida turca se deteriorou. O jogador viu familiares serem ofendidos e chegou a ser acusado por torcedores de ter levado um gol “de propósito”, em episódio que aumentou o desgaste.

A situação ficou ainda mais preocupante porque Ederson também está sem jogar. Expulso por reclamação no clássico contra o Galatasaray, ele cumpre suspensão de quatro partidas e não atua mais nesta temporada.

Nervosismo aumenta preocupação

O episódio da expulsão também chamou atenção pelo aspecto emocional. Ederson demonstrou nervosismo ao chutar um equipamento do VAR, comportamento que reforçou a percepção de desequilíbrio às vésperas da Copa.

Para Ancelotti, o cenário exige cuidado. O goleiro tem experiência, qualidade com os pés e histórico em alto nível, mas chega ao Mundial sem sequência recente e em meio a um ambiente pesado no clube.

Assim, a disputa pela titularidade fica menos confortável do que parecia. Alisson segue favorito, mas a falta de ritmo pesa. Ederson tem qualidade, mas vive instabilidade. Bento aparece como terceiro nome, porém acabou de cometer uma falha de grande repercussão.

Outros nomes estão na pré-lista

Além dos três favoritos, Ancelotti incluiu Hugo Souza, do Corinthians, Jhon, ex-Botafogo e atualmente no Nottingham Forest, e Weverton, do Grêmio, na pré-lista de 55 nomes enviada à Fifa.

Apesar disso, uma troca na lista final ainda é considerada difícil. A comissão técnica tende a preservar os três goleiros mais bem posicionados, salvo mudança física, queda acentuada de rendimento ou nova avaliação interna.

Mesmo assim, o momento dos goleiros amplia o debate. Em ano de Copa, falhas, lesões e instabilidade emocional entram diretamente na análise da comissão.

Seleção entra em alerta antes da Copa

A falha de Bento contra o Al-Hilal não muda sozinha a hierarquia da Seleção. No entanto, ela reforça um quadro incômodo para Carlo Ancelotti: nenhum dos principais goleiros chega à Copa em situação plenamente confortável.

Alisson precisa recuperar ritmo. Ederson precisa superar uma fase turbulenta. Bento precisa mostrar segurança depois de erros recentes. Dessa forma, a posição que costuma transmitir estabilidade virou uma das preocupações brasileiras na reta final antes do Mundial.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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