Os goleiros da Seleção Brasileira chegam à reta final antes da Copa do Mundo sob forte sinal de alerta. A nova preocupação veio com Bento, que falhou no último minuto do clássico entre Al-Nassr e Al-Hilal, pelo Campeonato Saudita, e impediu o título antecipado de sua equipe.
Em cobrança de lateral para a área, Bento tentou fazer o corte, mas mandou a bola contra as próprias redes. Assim, o Al-Nassr cedeu o empate por 1 a 1 ao rival Al-Hilal e adiou a conquista da competição.
Falha de Bento repercute mal
A falha teve repercussão negativa porque Bento está à frente de Hugo Souza, do Corinthians, na disputa pela terceira vaga de goleiro da Seleção. Mesmo com oscilações recentes, ele ainda tende a ser chamado por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo.
No entanto, o lance na Arábia Saudita reforçou as dúvidas sobre seu momento. Ainda em campo, o técnico Jorge Jesus demonstrou reprovação com um gesto em direção ao goleiro e evitou troca de olhares após o erro.
Bento vem recebendo cobranças por falhas e irregularidade debaixo das traves. Apesar disso, mantém a confiança de Ancelotti e também conta com respaldo de Taffarel, preparador de goleiros da Seleção.
Bento ainda tem vantagem na disputa
Mesmo pressionado, Bento segue bem colocado na hierarquia da comissão técnica. O goleiro foi utilizado no amistoso contra a Croácia, em março, na vitória brasileira por 3 a 1, e permanece como favorito para ser o terceiro nome da posição.
Ainda assim, o erro contra o Al-Hilal acontece em péssimo momento. A menos de um mês da estreia no Mundial, qualquer falha ganha peso maior, principalmente em uma posição que exige confiança, estabilidade e tomada de decisão segura.
Por isso, a situação de Bento entra no mesmo pacote de incertezas que envolve os outros goleiros observados por Ancelotti.
Alisson preocupa por falta de ritmo
Alisson ainda aparece como favorito para ser o titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O Brasil estreia contra o Marrocos e também enfrentará Haiti e Escócia na primeira fase.
O problema é que o goleiro do Liverpool está há dois meses sem jogar por causa de lesão muscular na coxa direita. Portanto, pode chegar aos Estados Unidos com pouca sequência, sem ritmo competitivo e ainda em busca da melhor condição física.
Há expectativa de que Alisson atue contra o Aston Villa na próxima rodada da Premier League. Caso volte a campo, o jogo servirá como teste importante para avaliar sua resposta física antes da convocação final.
Amistoso contra o Panamá será decisivo
Antes da estreia na Copa, o Brasil ainda fará amistoso contra o Panamá no dia 31 de maio. A tendência é que Ancelotti use a partida para observar a base titular que pretende escalar contra o Marrocos, em 13 de junho.
Nesse contexto, a condição de Alisson será acompanhada de perto. Se ele estiver recuperado e com boa resposta em campo, deve manter a vaga como camisa 1. Caso contrário, a discussão sobre a meta brasileira ganhará ainda mais força.
Ederson também vive fase turbulenta
Ederson, outro candidato a titular, também chega à reta final em situação delicada. O goleiro não vive boa fase no Fenerbahçe e deve deixar o clube ao fim da temporada, ainda sem destino definido.
Além disso, sua relação com a torcida turca se deteriorou. O jogador viu familiares serem ofendidos e chegou a ser acusado por torcedores de ter levado um gol “de propósito”, em episódio que aumentou o desgaste.
A situação ficou ainda mais preocupante porque Ederson também está sem jogar. Expulso por reclamação no clássico contra o Galatasaray, ele cumpre suspensão de quatro partidas e não atua mais nesta temporada.
Nervosismo aumenta preocupação
O episódio da expulsão também chamou atenção pelo aspecto emocional. Ederson demonstrou nervosismo ao chutar um equipamento do VAR, comportamento que reforçou a percepção de desequilíbrio às vésperas da Copa.
Para Ancelotti, o cenário exige cuidado. O goleiro tem experiência, qualidade com os pés e histórico em alto nível, mas chega ao Mundial sem sequência recente e em meio a um ambiente pesado no clube.
Assim, a disputa pela titularidade fica menos confortável do que parecia. Alisson segue favorito, mas a falta de ritmo pesa. Ederson tem qualidade, mas vive instabilidade. Bento aparece como terceiro nome, porém acabou de cometer uma falha de grande repercussão.
Outros nomes estão na pré-lista
Além dos três favoritos, Ancelotti incluiu Hugo Souza, do Corinthians, Jhon, ex-Botafogo e atualmente no Nottingham Forest, e Weverton, do Grêmio, na pré-lista de 55 nomes enviada à Fifa.
Apesar disso, uma troca na lista final ainda é considerada difícil. A comissão técnica tende a preservar os três goleiros mais bem posicionados, salvo mudança física, queda acentuada de rendimento ou nova avaliação interna.
Mesmo assim, o momento dos goleiros amplia o debate. Em ano de Copa, falhas, lesões e instabilidade emocional entram diretamente na análise da comissão.
Seleção entra em alerta antes da Copa
A falha de Bento contra o Al-Hilal não muda sozinha a hierarquia da Seleção. No entanto, ela reforça um quadro incômodo para Carlo Ancelotti: nenhum dos principais goleiros chega à Copa em situação plenamente confortável.
Alisson precisa recuperar ritmo. Ederson precisa superar uma fase turbulenta. Bento precisa mostrar segurança depois de erros recentes. Dessa forma, a posição que costuma transmitir estabilidade virou uma das preocupações brasileiras na reta final antes do Mundial.








