O Fluminense voltou a expor uma fragilidade que já vinha dando sinais nas últimas partidas. A derrota por 3 a 2 para o Vasco da Gama, no Maracanã, escancarou dificuldades na marcação aérea e levantou novo alerta para a comissão técnica.
Apesar de ter começado melhor e aberto vantagem no placar, o time perdeu consistência ao longo do jogo. Com isso, passou a sofrer com cruzamentos constantes e não conseguiu neutralizar jogadas pelo alto.
Os dois gols decisivos do Vasco nasceram justamente dessa falha. Primeiro, Spinelli apareceu livre para cabecear e empatar. Depois, já nos acréscimos, Thiago Mendes aproveitou novo cruzamento e garantiu a virada, novamente pelo alto e sem resistência efetiva da defesa.
Problema se repete e vira padrão preocupante
A dificuldade na bola aérea não surgiu apenas no clássico. Nos últimos jogos, o Fluminense já havia apresentado sinais claros desse tipo de falha.
Contra o Athletico Paranaense, por exemplo, a equipe vencia até sofrer o empate após cobrança de falta na área. Na jogada, Luiz Gustavo desviou de cabeça, aproveitando falha defensiva.
Além disso, na semifinal do Campeonato Carioca, novamente diante do Vasco, o cenário se repetiu. Na ocasião, Saldivia levou perigo pelo alto, exigiu grande defesa de Fábio, e, na sequência, Robert Renan aproveitou o rebote para marcar.
Embora o time não tenha sofrido gols contra Remo e Flamengo, o padrão voltou a aparecer justamente em jogos mais exigentes, o que reforça a preocupação.
Zubeldía admite incômodo com gols sofridos
Após a partida, o técnico Luis Zubeldía reconheceu o problema e demonstrou incômodo com os gols sofridos.
“Se me incomodam os gols de cabeça, claro. Como não vão doer? Temos gente alta, laterais experientes. Cruzamentos sempre me doem. São jogadas que podemos resolver melhor”, afirmou.
Na mesma linha, o lateral Renê destacou falhas tanto na marcação quanto na pressão sobre quem cruzava a bola, o que facilitou o crescimento do adversário durante a partida.
Alerta para a sequência
Diante desse cenário, a comissão técnica precisa agir rapidamente. Afinal, a repetição do problema indica mais do que um erro pontual — aponta para uma fragilidade estrutural na defesa.
Se quiser manter competitividade no Campeonato Brasileiro Série A, o Fluminense terá que ajustar o posicionamento, melhorar o tempo de bola e reduzir espaços em cruzamentos.
Caso contrário, a bola aérea pode continuar custando pontos importantes ao longo da temporada.
