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É o Pet, É o Pet! Ex de Vasco e Flamengo, Dejan Petkovic receberá Medalha Tiradentes no Rio de Janeiro

Dejan Petkovic, o Pet, craque que fez história no futebol carioca vestindo as camisas de Flamengo e Vasco, receberá Medalha Tiradentes, maior honraria do estado do Rio de Janeiro concedida pela Alerj | Reprodução

Dejan Petkovic, o Pet, craque que fez história no futebol carioca vestindo as camisas de Flamengo e Vasco, receberá Medalha Tiradentes, maior honraria do estado do Rio de Janeiro concedida pela Alerj | Reprodução

Após sua aposentadoria dos gramados, o ex-jogador de futebol sérvio naturalizado brasileiro, Dejan Petkovic — o Pet — que fez história no futebol fluminense atuando por Vasco e Flamengo, receberá da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro sua principal honraria: a Medalha Tiradentes.  A decisão do Poder Legislativo teve deliberação na sessão plenária nesta quinta-feira (10), aniversário de 54 anos do ex-jogador. O histórico profissional como atleta e, acima de tudo, suas contrapartidas sociais fundamentam a homenagem.

Atuação comunitária e projetos de inclusão social

Apesar de sua carreira marcada por seu notável talento, outra habilidade de Petkovic despertou atenção para a concessão da honraria: sua atuação como cidadão. Sobretudo, por sua participação em iniciativas de alcance comunitário.

Pet apoia a estruturação de escolinhas de futebol voltadas ao atendimento de crianças e adolescentes, principalmente em áreas de vulnerabilidade social no Rio de Janeiro.

O ex-jogador atua, também, no suporte a instituições beneficentes e eventos de arrecadação de recursos. Para tanto, usa o  esporte como ferramenta de formação cidadã. A própria justificativa do projeto  de concessão da honraria destaca que a integração entre a prática esportiva e a inclusão social prestou serviços relevantes à juventude fluminense.

A trajetória e os títulos marcantes no Flamengo

A ligação do ex-meia com a equipe rubro-negra é marcada por momentos decisivos na história do clube. O lance mais emblemático ocorreu na decisão do Campeonato Carioca de 2001. Especificamente, quando marcou um golaço em cobrança de falta aos 43 minutos do segundo tempo  de partida decisiva contra o Vasco. O lance garantiu ao Flamengo o inesquecível tricampeonato estadual no Maracanã.

Anos mais tarde, em sua segunda passagem pelo Clube de Regatas do Flamengo, o atleta retornou em 2009 para liderar a equipe na conquista do Hexacampeonato Brasileiro. Ao lado de Adriano Imperador, o meia voltou a se destacar pela precisão nas bolas paradas. Naquela ocasião, chegou a marcar gols olímpicos. Em resumo, a crítica especializada o consagrou como a principal referência tática do time.

A passagem decisiva e a liderança no Vasco da Gama

No Club de Regatas Vasco da Gama, o jogador construiu uma trajetória de protagonismo também em dois momentos distintos. Contratado em 2002, ele assumiu a armação da equipe. Desse modo, tornou-se a peça central na campanha do Campeonato Carioca de 2003, quando o clube conquistou o título estadual sobre o Fluminense.

Em 2004, o sérvio retornou a São Januário num período turbulento. Havia necessidade de reestruturação do elenco, primordialmente para evitar o rebaixamento do Vasco à segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Por fim, marcou 18 gols, terminando a competição na 5ª colocação geral da artilharia, com o clube encerrando o torneio na 16ª colocação dentre 24 times, a apenas 4 pontos  da zona de rebaixamento. Porém, ainda à frente de Flamengo (17º) e Botafogo (20º).

André Freitas
André Freitas é diretor-executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Jornalista e radialista desde a década de 1990, é narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Possui ampla experiência na cobertura da editoria de política, em razão de funções exercidas nos poderes Legislativo e Executivo, com atuação nas Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e da Prefeitura de Niterói. Dirigiu por 15 anos a Rádio Absoluta, onde apresentou programas noticiosos diários e conduziu coberturas esportivas, incluindo mais de uma década acompanhando a seleção brasileira de futebol. Nesse período, esteve presente em duas Copas do Mundo e em uma edição dos Jogos Olímpicos. Trabalhou também nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e Litorânea (ES). Exerceu o cargo de editor-chefe nos jornais Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ), além de atuar como colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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