
Elana Costa, nova secretária Direitos Humanos e Cidadania de Niterói | Divulgação
A secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, em Niterói, conta com uma nova uma nova titular desde o dia 7 desse mês. Trata-se de Elana Cristiana dos Santos Costa, graduada em comunicação social, pedagogia e mestra em educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Ela passa a fazer parte do governo Axel Grael (PDT) após a exoneração da advogada Nadine Borges (PSB), e que decidiu apoiar a pré-candidatura da deputada federal oposicionista Talíria Petrone (Psol) à prefeitura municipal.
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Apesar de estar há apenas 15 dias no cargo, Elana Costa já alinhavou quais políticas pretende executar através da secretaria. Nesse sentido, simplesmente adotará os princípios fundamentais da República, tão bem redigidos no primeiro título da Constituição Federal. Não à toa a Carta Magna recebeu o nome de Constituição Cidadã.
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Elana afirma que seu trabalho terá foco na indução, formulação e fortalecimento de políticas públicas que fomentem ações de cidadania e garantia de direitos fundamentais à população mais vulnerável da cidade.
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Porém, quase sempre os objetivos, princípios e fundamentos que lei maior estabelece, têm interpretação distorcida, equivocada ou, simplesmente adaptada à situações que afrontam a cidadania e os direitos humanos. Sobretudo, nestes tempos em que debates sobre segurança pública colidem com as ações públicas de assistência social e promoção à dignidade da pessoa humana.
“Nosso compromisso com a sociedade civil envolve o combate às violações de direitos, o enfrentamento ao racismo estrutural, a valorização das diferenças, a atenção aos direitos das crianças, adolescentes, adultos e idosos, ou seja, o compromisso com a dignidade humana para todas as pessoas, sem distinção de raça, etnia, gênero, religião, orientação sexual ou idade”, afirmou Elana.
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Contudo, mesmo com a ponderação adequada e necessária para o exercício do cargo, a nova secretária terá pela frente um gigantesco desafio: o da irracionalidade de alguns humanos.
Nos referimos, especificamente, a um grupo de indivíduos que se autoproclama como “cidadão ou cidadã de bem”. Alguns, estendem essa nobreza aos seus semelhantes. Para eles, por exemplo, o crime é relativo. Constantemente, depende da etnia e da classe social de quem trafica; ou daquele que consome o tóxico. Analogamente, depende da etnia ou classe social de quem está “portando uma arma”: em alguns casos, entenderão como um “colecionador”; noutros, assaltante de folga.
Em suma, enquanto os “cidadãos ou cidadãs de bem” sempre terão a compreensão de seus semelhantes para seus desvios, não restará nada – senão ódio – àqueles que não pertencem a esta casta.
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Diante disso, resta-nos desejar, à nova secretária, resiliência, paciência, serenidade e equilíbrio. Além dos desafios naturais que qualquer área na administração pública impõe, Elana terá de se confrontar com um dos piores sentimentos que o ser humano é capaz de produzir: o ódio.
