
Dezembro Vermelho em Niterói reforça testagem e combate ao estigma | Divulgação
O Dezembro Vermelho Niterói intensifica ações de prevenção, testagem rápida e enfrentamento ao estigma ligado ao HIV/Aids. A mobilização amplia estratégias da rede municipal e valoriza o cuidado integral durante todo o mês.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a campanha mantém ações permanentes da coordenação de IST/Aids e Hepatites Virais. A secretária Ilza Fellows destaca que a prevenção depende de informação clara e combate ao preconceito. Ela lembra que o município atua o ano inteiro e que o mês reforça direitos, assistência e acolhimento.
Os dados de 2024 ajudam a orientar políticas públicas. Niterói registrou 165 casos novos de HIV e 55 casos de Aids. A maior parte envolve adultos jovens entre 20 e 39 anos. Entre gestantes, 31 notificações confirmam o cuidado ativo, com transmissão vertical zerada no ano.
A testagem rápida segue gratuita na Atenção Básica. O CTA reforça o diagnóstico precoce para HIV, sífilis e hepatites B e C. O enfermeiro Eliseu Leal lembra que o tratamento imediato reduz a transmissibilidade e melhora a qualidade de vida. Policlínicas, Unidades Básicas e Módulos do Médico de Família realizam o exame durante todo o ano.
A rede municipal também mantém assistência especializada. Adultos recebem atendimento no HMCT, enquanto crianças e adolescentes até 15 anos são direcionados ao Getulinho. Policlínicas regionais e serviços estaduais, como HEAL e HUAP, complementam a oferta para consultas, acompanhamento e cuidados contínuos.
O cuidado às gestantes ocorre na Atenção Básica e nos SAE, com possibilidade de encaminhamento ao pré-natal de alto risco quando necessário. A rede garante acompanhamento completo para evitar transmissão vertical.
A cidade oferece ainda o autoteste, disponível em unidades básicas e serviços especializados. O recurso facilita o diagnóstico para quem precisa testar com frequência. Em caso de resultado positivo, o usuário deve buscar unidade de saúde para confirmação.
A prevenção combinada segue como política central. As estratégias incluem preservativos, imunização, PrEP, PEP, redução de danos e testagem regular. A relação entre carga viral indetectável e risco zero reforça a importância do tratamento contínuo.
O infectologista Halber Felipe Macorim lembra que o estigma ainda impede muitos de buscar diagnóstico. Ele explica que qualquer pessoa sexualmente ativa pode estar exposta ao vírus. Testar sem medo é passo decisivo para detectar precocemente e iniciar o cuidado.
A rede municipal distribui preservativos internos e externos, gel lubrificante e materiais informativos. A coordenadora Márcia Santana explica que as campanhas estimulam solidariedade, proteção de direitos e combate à discriminação.
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