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Crédito consignado: Trabalhadores com carteira assinada terão direito à empréstimos

Enfim, trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ou seja, com carteira assinada, terão direito à empréstimos no modelo de crédito consignado | Reprodução

Enfim, trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ou seja, com carteira assinada, terão direito à empréstimos no modelo de crédito consignado | Reprodução

Trabalhadores do setor privado contratados por meio de carteira assinada passarão a ter direito à contratação de empréstimos do tipo crédito consignado. A proposta, de iniciativa do governo federal, criará uma plataforma integrada ao eSocial, permitindo que bancos acessem o perfil de crédito dos empregados de forma direta. Nesse sentido, a medida abrange cerca de 42 milhões de trabalhadores brasileiros.

O crédito consignado, descontado diretamente da folha de pagamento, tem juros mais baixos, mas, em regra, somente é acessível a servidores públicos e beneficiários do INSS. Geralmente, não há consulta a sistemas de proteção ao crédito, como SPC e Serasa, pois o desconto em folha se trata de uma garantia de pagamento. No setor privado, no entanto, exige convênios entre empresas e bancos, dificultando o acesso, principalmente para trabalhadores de pequenas e médias empresas.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a nova plataforma representará uma “pequena revolução” no crédito privado. Ele pondera que a proposta vai beneficiar trabalhadores em geral, sobretudo os que atuam em atividades domésticas, trabalhadores de pequenos comércios e da área de serviços.

“Dificilmente um empregado do Simples, um empregado de uma pequena empresa, terá acesso ao consignado, porque exige uma série de formalidades da empresa com os bancos”, explicou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao anunciar a proposta em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto.

Lula e bancos apoiam a medida

A iniciativa foi debatida em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros da Fazenda e do Trabalho. Também participaram dirigentes do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander.

Com acesso às informações dos trabalhadores através do e-social, os bancos poderão conceder empréstimos consignados para quem tem carteira assinada de forma simplificada | Reprodução

Com acesso às informações dos trabalhadores através do e-social, os bancos poderão conceder empréstimos consignados para quem tem carteira assinada de forma simplificada | Reprodução

Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), destacou que a medida eliminará a necessidade de convênios entre bancos e empresas, facilitando o crédito.

“São milhões de empregadores, riscos diferenciados, setores da economia diferenciados, e os bancos não conseguem mapear o risco de crédito dos trabalhadores. Tendo uma gestão centralizada pelo e-Social, conectando nos aplicativos bancários, os bancos vão poder ofertar taxas, vão poder ofertar linha de crédito e os trabalhadores vão conseguir acessar o novo consignado”, argumentou Isaac

Para viabilizar a mudança, o governo pode editar uma Medida Provisória (MP) ainda em fevereiro ou enviar um projeto de lei ao Congresso.

“A decisão sobre o veículo legislativo será tomada pelo presidente Lula”, disse o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

Novas regras do consignado

O limite para comprometer o salário com o consignado seguirá em 30%. Todavia, o trabalhador poderá optar utilizar 10% do saldo do FGTS e o total da multa rescisória para quitar a dívida em caso de demissão sem justa causa.

Atualmente, a massa salarial dos trabalhadores do setor privado soma R$ 113 bilhões. Entretanto, o volume de crédito consignado disponível é de apenas R$ 40 bilhões. Em comparação, servidores públicos e aposentados do INSS, com uma massa salarial de R$ 120 bilhões, acessam R$ 600 bilhões em crédito consignado.

O novo modelo deve triplicar o volume de crédito para trabalhadores CLT do setor privado, podendo chegar a R$ 130 bilhões. Todavia, isso dependerá da regulamentação e da integração dos bancos à nova plataforma.

 

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André Freitas
Diretor-Executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Radialista e Jornalista desde a década de 1990. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Tem vasta experiência na cobertura da editoria de política em razão dos cargos públicos que exerceu nos poderes Legislativo e Executivo: Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes, além da Alerj e ainda na Prefeitura de Niterói. Dirigiu a Rádio Absoluta por 15 anos, onde apresentou programas noticiosos diários. Pela emissora, cobriu por mais de uma década a seleção brasileira de futebol e esteve em duas Copas do Mundo e uma Olimpíada. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, tem 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Trabalhou, também, nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e (Litorânea/ES). Exerceu cargo de editor-chefe em Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ). Colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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