
App criado no Morro da Penha chega a 1,6 mil moradores e prepara expansão em Niterói | Folha do Leste/Imagem ilustrativa gerada por IA
Uma ferramenta criada a partir de uma demanda do Morro da Penha, em Niterói, completou um ano de funcionamento com mais de 1,6 mil moradores cadastrados. Nesse período, o Comunidade App emitiu 2 mil comprovantes de residência, registrou mais de 1,2 mil correspondências e passou a reunir serviços usados na rotina da comunidade.
Além disso, a plataforma acumulou mais de 300 reservas de espaços comunitários, mais de 30 cursos disponibilizados, mais de 500 matrículas e mais de 20 empreendedores cadastrados. Agora, os responsáveis pelo projeto planejam levar a ferramenta para outras comunidades de Niterói.
O balanço do primeiro ano foi apresentado na quarta-feira (12), na sede da Associação de Moradores do Morro da Penha e Portugal Pequeno. No entanto, a informação principal não está no evento. O dado relevante é o volume de serviços que o aplicativo passou a concentrar dentro da comunidade.
Aplicativo nasceu dentro da comunidade
O Comunidade App não começou como uma solução criada pela Prefeitura. A ideia nasceu de uma demanda local e teve como idealizador Adriano Felício, presidente da Associação de Moradores do Morro da Penha e Portugal Pequeno.
Depois disso, o projeto recebeu apoio do programa Acelera, da Prefeitura de Niterói. Portanto, a trajetória da ferramenta combina iniciativa comunitária com apoio público posterior.
Na prática, o aplicativo ajuda moradores e lideranças locais a organizar tarefas do dia a dia. A plataforma permite controlar e avisar sobre correspondências e encomendas, emitir comprovantes de residência, reservar espaços comunitários, divulgar cursos e cadastrar produtos e serviços de empreendedores locais.
Além disso, o app também reúne questionários e informações sobre o território. Assim, a associação consegue acompanhar demandas e perfis de moradores com mais dados.
De comprovantes de residência a cursos e vendas
O uso da plataforma cresceu para além das funções administrativas. Segundo o balanço, o aplicativo emitiu 2 mil comprovantes de residência e registrou mais de 1,2 mil correspondências no primeiro ano.
Ao mesmo tempo, o app passou a concentrar oportunidades de formação. Por meio de parceria com a Casa Smart e a Firjan/SENAI, a comunidade teve acesso a mais de 30 cursos, com mais de 500 matrículas no período.
Na área de empreendedorismo, mais de 20 empreendedores usam a plataforma. Além disso, o projeto produziu mais de 200 conteúdos para exposição e comercialização de produtos e serviços.
Esses números mostram que o aplicativo passou a atender diferentes frentes da rotina comunitária. No entanto, o material divulgado não informa resultados de empregabilidade, aumento de renda ou impacto financeiro para os participantes.
Dados ajudam a entender o território
O aplicativo também funciona como ferramenta de levantamento de informações. Segundo o balanço, a plataforma aplicou 25 questionários e gerou mais de 60 gráficos de acompanhamento e análise.
O material cita, como exemplo, a identificação de uma concentração significativa de moradores entre 20 e 24 anos. Segundo os responsáveis pela plataforma, esses dados ajudam a traçar o perfil da comunidade e orientar novas ações.
Ainda assim, o balanço não detalha a metodologia dos questionários, o universo pesquisado nem a frequência de atualização das informações. Por isso, os dados devem ser lidos como indicadores internos do projeto.
Próxima etapa mira perfil profissional e turismo comunitário
A expansão da plataforma está entre os próximos passos. Adriano Felício afirma que o grupo pretende levar o aplicativo para outras comunidades de Niterói e acrescentar novas funções.
“Agora queremos ampliar o aplicativo para outras comunidades de Niterói e implementar novas funcionalidades, como o cadastro de perfil profissional, a venda de produtos para além da comunidade e o incentivo ao turismo comunitário.”
A fala aponta três caminhos para a nova etapa: cadastro de perfil profissional, venda de produtos para fora da comunidade e incentivo ao turismo comunitário.
Com isso, o aplicativo pode ampliar sua atuação em áreas como trabalho, renda e circulação de visitantes. Porém, o balanço atual ainda não informa cronograma, número de comunidades previstas ou data para início dessa expansão.
Expansão ainda depende de novos detalhes
A ampliação para outras comunidades já havia aparecido como meta em momento anterior. Agora, os responsáveis voltam a tratar esse avanço como próximo passo.
O balanço divulgado, porém, não informa quantas comunidades já adotaram a plataforma. Também não apresenta um novo calendário de implantação.
Portanto, a expansão deve ser tratada como perspectiva, não como fato consumado. Até aqui, os dados apresentados se referem ao primeiro ano de funcionamento do Comunidade App no Morro da Penha e em Portugal Pequeno.








