CBAMC fortalece o kung fu no Brasil com esporte, inclusão e ação social
A CBAMC fortalece o kung fu no Brasil ao consolidar um modelo que une organização esportiva, formação técnica e ação social em escala nacional. A Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas atua como eixo integrador de estilos, escolas e projetos, ampliando o acesso à modalidade e estruturando o crescimento sustentável do kung fu no país.
Criada para reunir diferentes vertentes das artes marciais chinesas em uma única entidade, a CBAMC conecta federações, associações, academias, atletas, mestres e iniciativas comunitárias, promovendo integração institucional e fortalecimento da base esportiva.
Estrutura nacional reúne mais de 280 entidades filiadas
Atualmente, a confederação conta com cerca de 280 filiados, entre federações, associações e escolas distribuídas por todas as regiões do Brasil. Esse respaldo institucional garante suporte técnico, arbitragem, organização de eventos, formação de profissionais e articulação com governos municipais e estaduais.
Segundo o presidente da entidade, mestre Edilson Moraes, o objetivo é criar um ambiente inclusivo e funcional para toda a comunidade.
“A CBAMC foi criada para unir todas as artes marciais chinesas em um único espaço, acolhedor e inclusivo, atendendo não só atletas profissionais, mas toda a comunidade do Kung Fu”, afirma.
Além disso, as entidades filiadas recebem apoio para expansão institucional e participação gratuita nos principais eventos organizados pela confederação.
Projetos sociais atendem crianças, adultos e idosos em todo o país
Um dos pilares centrais da CBAMC é o trabalho social. Os projetos atendem alunos a partir dos cinco anos de idade e alcançam idosos com mais de 100 anos, especialmente em práticas como o Tai Chi Chuan.
As ações beneficiam mais de 2 mil crianças e 1,5 mil idosos em situação de vulnerabilidade social, promovendo inclusão, saúde, disciplina e pertencimento comunitário.
“Muitos alunos começam crianças, se tornam professores e depois retornam para ensinar dentro dos próprios projetos. Isso cria um ciclo de formação e retorno social”, destaca Moraes.
Eventos esportivos e visibilidade internacional impulsionam a modalidade
No campo esportivo, a CBAMC organiza campeonatos estaduais, o Campeonato Brasileiro, a Copa São Paulo, a Copa Open e eventos internacionais. Em 2025, a entidade realizou o Pan-Americano de Kung Fu, com delegações de mais de 20 países.
Para 2026, a confederação projeta a realização do maior Campeonato Mundial de Kung Fu já sediado no Brasil, ampliando o protagonismo do país no cenário internacional.
Outro destaque é o Kung-Fu Fight, evento profissional exclusivo da modalidade, que já ultrapassou 50 milhões de visualizações nas redes sociais, reunindo atletas de diversos países e ampliando o alcance do kung fu para novos públicos.
“É uma forma de valorizar a arte marcial em sua essência e mostrar que ela vai além da luta”, explica o presidente.
Crescimento expressivo e impacto nacional em 2025
O balanço de 2025 aponta crescimento superior a 60% na prática do kung fu no Brasil. Ao longo do ano, a CBAMC realizou 35 eventos em mais de 16 estados, com participação direta de 36.500 atletas, público presencial estimado em 70 mil pessoas e mais de 50 milhões de visualizações online.
No total, mais de 550 projetos sociais estiveram envolvidos nas ações da confederação, consolidando o kung fu como prática esportiva, cultural e social.
“Esse modelo permite democratizar o acesso e ampliar o impacto do Kung Fu como prática esportiva, cultural e social”, resume Moraes.



























