O Brasil é um dos favorito na Copa 2026 ainda divide opiniões a poucos dias da estreia do Mundial. Em ranking publicado pelo site americano The Athletic, a Seleção Brasileira aparece em 4º lugar entre as 48 classificadas, atrás de Espanha, França e Argentina.
A Copa do Mundo de 2026 começa em 11 de junho, será disputada no Canadá, México e Estados Unidos e terá o maior formato da história, com 48 seleções e 104 partidas.
Espanha lidera ranking de favoritos
O The Athletic colocou a Espanha como principal candidata ao título. A escolha conversa com o momento recente da equipe, campeã da Eurocopa de 2024 e tratada como uma das seleções mais fortes do torneio.
A própria Espanha chega à Copa cercada por expectativa. O técnico Luis de la Fuente reconheceu o rótulo de favorita, mas alertou que isso não garante nada em um Mundial tão longo, físico e cheio de candidatos.
Além disso, a condição física de Lamine Yamal aparece como ponto de atenção. O jovem astro espanhol vive status de protagonista, mas sua presença nos primeiros jogos ainda exige cautela por causa de lesão.
França aparece em segundo
A França ficou em segundo lugar na lista. A posição não surpreende. Afinal, os franceses chegaram às finais das duas últimas Copas, venceram em 2018 e perderam para a Argentina em 2022.
Além disso, a equipe segue liderada por Kylian Mbappé, decisivo nos dois Mundiais anteriores. Uma pesquisa da Reuters com economistas colocou a França à frente da Espanha na disputa simbólica pelo título, com Mbappé citado como forte candidato a melhor jogador e artilheiro da Copa.
Argentina fica à frente do Brasil
A Argentina, atual campeã mundial, aparece em terceiro. O peso do título de 2022 ainda sustenta a confiança em torno da equipe, que pode viver a última Copa de Lionel Messi.
Com isso, o ranking manteve os argentinos acima do Brasil. A decisão não passou despercebida, principalmente porque a rivalidade sul-americana costuma esquentar qualquer comparação antes de uma Copa.
Neymar pesa contra, Ancelotti pesa a favor
O Brasil aparece em 4º lugar. Segundo a leitura do ranking, as dúvidas em torno de Neymar ajudam a explicar a posição abaixo de Argentina, França e Espanha.
Por outro lado, a presença de Carlo Ancelotti mantém a Seleção Brasileira no grupo principal de favoritas. A experiência do treinador, multicampeão na Europa, funciona como um dos maiores trunfos brasileiros antes do torneio.
Ainda assim, a confiança externa no Brasil não é unânime. Na mesma pesquisa da Reuters, quase um terço dos participantes apontou a Seleção como a grande potência mais propensa a decepcionar na Copa.
Internautas questionam posição brasileira
Nos comentários da publicação, parte dos leitores considerou a colocação do Brasil alta demais. As críticas miraram, sobretudo, as laterais e o meio-campo.
Além disso, alguns internautas reclamaram da posição de Portugal, apenas em 8º lugar, e defenderam melhores colocações para Marrocos, em 12º, e Japão, em 23º.
Também houve ironias sobre o Egito, colocado em 14º, e apostas no Canadá, em 29º, como possível zebra. Outros leitores disseram que não colocariam a Inglaterra, 5ª da lista, nem entre as dez principais favoritas.
Ranking dos favoritos da Copa 2026
Confira a lista divulgada pelo The Athletic:
- Espanha
- França
- Argentina
- Brasil
- Inglaterra
- Alemanha
- Holanda
- Portugal
- Colômbia
- Croácia
- Uruguai
- Marrocos
- Senegal
- Egito
- Coreia do Sul
- Bélgica
- Equador
- Noruega
- México
- Costa do Marfim
- Suíça
- Estados Unidos
- Japão
- Turquia
- Austrália
- Argélia
- Áustria
- Gana
- Canadá
- Paraguai
- Irã
- Suécia
- Panamá
- Escócia
- Arábia Saudita
- Tunísia
- África do Sul
- Catar
- República Tcheca
- Nova Zelândia
- Uzbequistão
- Jordânia
- Bósnia e Herzegovina
- RD Congo
- Curaçao
- Cabo Verde
- Iraque
- Haiti
Ranking não ganha Copa
A lista esquenta o debate, mas não resolve o Mundial. Copa do Mundo costuma desmontar certezas rapidamente. Lesões, chaveamento, viagem, clima, desgaste e decisões em jogo único podem mudar o peso de qualquer favorito.
Por isso, o Brasil entra no torneio em posição ambígua. Tem elenco forte, treinador vencedor e camisa pesada. Contudo, também carrega dúvidas técnicas, pressão histórica e a cobrança de quem não vence uma Copa desde 2002.








