O Botafogo reduziu mais uma pendência na Fifa, porém ainda não recuperou o direito de registrar reforços. A entidade retirou nesta sexta-feira (03) o transfer ban do Botafogo ligado à contratação de Artur, mas o sistema internacional ainda aponta outras cinco sanções ativas contra o clube.
A punição derrubada envolvia uma dívida de cerca de R$ 38 milhões com o Zenit, da Rússia. O valor corresponde a parcelas atrasadas pela compra do atacante em 2025.
A decisão representa a segunda vitória jurídica do Alvinegro em menos de uma semana. Na segunda-feira (29), a Fifa também suspendeu o bloqueio relacionado à contratação de Thiago Almada, junto ao Atlanta United.
Nos dois casos, a entidade considerou os efeitos da recuperação judicial da SAF botafoguense.
Botafogo reduz punições, mas mercado segue fechado
Apesar de afastar dois bloqueios recentes, o Botafogo continua sem autorização para inscrever novos jogadores.
A Fifa ainda mantém punições relacionadas às negociações de:
- Rwan Cruz, com o Ludogorets;
- Santi Rodríguez, com o New York City;
- Lucas Villalba, com o Nacional, do Uruguai;
- Jordan Barrera, com o Junior Barranquilla;
- além de um processo envolvendo multas administrativas.
Assim, a diretoria precisa resolver essas pendências antes de voltar a registrar atletas no sistema internacional.
O cenário cria um contraste nos bastidores: o clube acumula decisões favoráveis, mas ainda não tem o mercado liberado para reforçar o elenco.
Dívida por Artur originou novo bloqueio
O caso resolvido nesta sexta envolve Artur, contratado pelo Botafogo em 2025 por cerca de 10 milhões de euros, valor equivalente a R$ 61,9 milhões na cotação da época.
O atacante disputou 60 partidas pelo Alvinegro, marcou dez gols e deu cinco assistências.
No fim de março, o Botafogo emprestou o jogador ao São Paulo, clube que ele defende atualmente. Mesmo fora do elenco, Artur continuava ligado a uma das pendências financeiras que levaram a Fifa a restringir o registro de jogadores.
Recuperação judicial ganha peso nas decisões
A suspensão dos bans ligados a Artur e Thiago Almada fortalece a estratégia jurídica do Botafogo. A SAF tenta usar o processo de recuperação judicial para reorganizar dívidas e impedir que os bloqueios inviabilizem o planejamento esportivo.
No entanto, as cinco punições restantes mostram que o clube ainda enfrenta um caminho longo até normalizar a situação na Fifa.
A próxima tarefa será convencer credores e entidade máxima do futebol a aplicar o mesmo entendimento às demais pendências. Até lá, o Botafogo segue impedido de registrar novas contratações.








