
Bombeiros levam alerta sobre afogamentos a crianças atendidas no Getulinho | Divulgação/Prefeitura de Niterói
Antes de falar sobre resgates, correntes e bandeiras, os bombeiros começaram com uma pergunta simples: quem queria seguir a carreira? A resposta das crianças atendidas no Hospital Municipal Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, abriu caminho para uma manhã de conversa, curiosidade e orientações sobre como evitar afogamentos.
Militares do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro visitaram a unidade nesta semana e transformaram a prevenção em uma atividade lúdica. Em vez de apenas explicar riscos, a equipe mostrou equipamentos, respondeu dúvidas e apresentou cuidados necessários em praias e piscinas.
A proposta foi levar informações de segurança para pacientes em linguagem adequada à idade, sem tirar o caráter leve do encontro.
Bandeiras das praias entraram na conversa
Durante a atividade, o paciente Richard da Silva chamou a atenção dos bombeiros ao comentar que banhistas precisam respeitar as bandeiras das praias, mesmo quando a maré parece baixa.
A observação levou os militares a explicar o significado da sinalização usada na orla:
- Bandeira vermelha: alto risco para banho;
- Bandeira amarela: risco moderado;
- Bandeira verde: baixo risco;
- Bandeira roxa: alerta para presença de animais marinhos, como águas-vivas, pinguins e leões-marinhos.
Os bombeiros ressaltaram que a sinalização orienta os banhistas, mas não substitui atenção constante, sobretudo no caso de crianças.
Ao fim da conversa, Richard recebeu dos militares o título simbólico de “futuro bombeiro”, pelo interesse demonstrado durante a atividade.
Água calma entre pedras também pode esconder perigo
Outro ponto abordado foi o chamado “canto de pedra”. O termo se refere a trechos em que a água parece tranquila entre rochedos, mas pode esconder correntes de retorno e mudanças rápidas nas condições do mar.
Segundo a equipe, praias como Itacoatiara, em Niterói, exigem atenção redobrada dos banhistas por causa dessas características.
A conversa também abordou a importância de não entrar no mar sozinho, respeitar as orientações dos guarda-vidas e observar as condições da água antes de se aproximar da faixa de areia.
Equipamentos aproximaram crianças do trabalho dos bombeiros
Além das explicações, os militares apresentaram parte dos itens usados nas operações de salvamento. As crianças conheceram o tubo de resgate, os binóculos e o apito, instrumento usado para alertar banhistas a distância em situações de risco.
Em ocorrências mais complexas, as equipes também podem atuar com jet-skis e helicópteros.
O capitão Pablo Filgueiras destacou que o objetivo central do trabalho é fazer com que o salvamento seja cada vez menos necessário.
“As crianças são o motor da prevenção e o nosso principal público-alvo. Esse trabalho educativo existe justamente para que precisemos fazer cada vez menos salvamentos”, afirmou.
Pais e responsáveis devem evitar distrações
Os bombeiros reforçaram que crianças pequenas estão entre os grupos mais vulneráveis ao afogamento. Elas ainda não têm força e coordenação suficientes para reagir a ondas, correntes ou situações inesperadas dentro da água.
Por isso, a orientação é manter supervisão permanente em praias e piscinas. A recomendação inclui evitar distrações com celular e não deixar crianças desacompanhadas, nem por poucos minutos.
A equipe também citou a importância de levar água, protetor solar e boias adequadas durante momentos de lazer.
A secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, afirmou que ações educativas ajudam a espalhar a prevenção para além do hospital.
“Quando levamos informação às crianças de forma leve e acessível, elas se tornam multiplicadoras desse conhecimento junto às suas famílias”, declarou.
Prevenção transforma informação em cuidado
A visita uniu acolhimento e educação dentro do ambiente hospitalar. Para as crianças, o encontro permitiu conhecer melhor a rotina dos bombeiros. Para as famílias, deixou orientações que podem fazer diferença antes de uma ida à praia ou à piscina.
A ideia é simples: ensinar cedo os riscos da água pode ajudar a evitar acidentes depois.







