
Itaboraí reforça cuidado após tentativas de suicídio atendidas pelo Samu | Divulgação/Prefeitura de Itaboraí
A Prefeitura de Itaboraí reuniu profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) nesta terça-feira (21) para discutir o acompanhamento de pacientes após atendimentos de urgência, sobretudo em casos de tentativa de suicídio. A roda de conversa também abordou outras situações de violência, negligência e vulnerabilidade.
A atividade ocorreu no salão da Prefeitura e integra uma série de encontros promovidos pela Coordenação de Vigilância da Central de Regulação do Samu Metropolitana II nas bases descentralizadas da região.
Encontro busca melhorar continuidade do cuidado
O debate teve como foco o que acontece depois do atendimento inicial prestado pelas equipes do Samu.
Além de socorrer o paciente e registrar a ocorrência, os profissionais precisam encaminhá-lo para outros pontos da rede de saúde. Por isso, a articulação com a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) ocupa papel central nesse processo.
Durante o encontro, os participantes analisaram os fluxos de encaminhamento e compartilharam experiências vividas na rotina de atendimento.
Profissionais ajudam a construir novos protocolos
A proposta das rodas de conversa é ouvir quem atua diretamente nas ocorrências.
Com base nesses relatos, a coordenação pretende atualizar protocolos e aperfeiçoar a comunicação entre o Samu, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e os demais serviços municipais.
Assim, o conhecimento dos profissionais da linha de frente passa a orientar mudanças práticas no atendimento.
Integração da rede pode evitar interrupções
A secretária municipal de Saúde, Analice Rangel, destacou que o cuidado em saúde mental não termina após a saída da ambulância.
Segundo ela, o Samu exerce uma função decisiva no primeiro atendimento. Entretanto, o paciente também precisa encontrar acolhimento e acompanhamento nos demais serviços da rede.
“Cuidar da saúde mental exige uma atuação integrada e contínua”, afirmou.
Analice acrescentou que a capacitação dos profissionais e a organização dos fluxos podem tornar o atendimento mais humanizado e resolutivo.
Notifica Samu acompanha tentativas de suicídio
Atualmente, o programa Notifica Samu concentra o trabalho na identificação e notificação dos casos de tentativa de suicídio.
O registro permite que a rede de saúde acompanhe a ocorrência e organize os encaminhamentos necessários.
Entretanto, a coordenação pretende ampliar a iniciativa para outras situações encontradas pelas equipes durante os atendimentos de emergência.
Programa pode incluir violência e abandono
Entre as ocorrências que poderão integrar o sistema estão:
- violência contra a mulher;
- negligência de idosos;
- abandono de idosos;
- outras situações de vulnerabilidade;
- casos que exigem acompanhamento intersetorial.
Com a ampliação, o Samu poderá contribuir ainda mais para a vigilância em saúde e para a identificação precoce de pessoas em risco.
Samu e Caps precisam atuar de forma articulada
A coordenadora da Vigilância da Central de Regulação do Samu Metropolitana II, Tamires Souza, ressaltou a importância da continuidade do atendimento.
“O Samu presta o atendimento e realiza a notificação dos casos, mas queremos refletir sobre o que acontece depois”, explicou.
Segundo ela, a construção dos protocolos precisa considerar como o paciente chega ao Caps e como os demais serviços assumem o acompanhamento.
Além disso, Tamires destacou que as experiências dos profissionais ajudam a revelar falhas, dificuldades e possibilidades de melhoria.
Metodologia valoriza troca de experiências
A roda de conversa seguiu os princípios da educação permanente em saúde.
Em vez de limitar a atividade a uma palestra, a organização abriu espaço para relatos, dúvidas e propostas apresentadas pelos participantes.
Dessa forma, os profissionais puderam discutir problemas reais e buscar soluções compatíveis com a rotina dos atendimentos.
Encontros percorrem bases da Metropolitana II
A atividade realizada em Itaboraí faz parte de uma programação regional.
A Coordenação de Vigilância promove rodas semelhantes em todas as bases descentralizadas do Samu Metropolitana II.
Com isso, a equipe pretende reunir diferentes experiências antes de consolidar novos fluxos e protocolos.
Cuidado humanizado exige acompanhamento
Nos casos de tentativa de suicídio, o atendimento de urgência representa apenas a primeira etapa.
Depois da estabilização, o paciente pode precisar de acompanhamento psicológico, psiquiátrico, social e familiar.
Por isso, a comunicação entre o Samu, as unidades de saúde, os Caps e os demais serviços reduz o risco de interrupção do cuidado.
A integração também ajuda a identificar reincidências, situações de violência e outros fatores que aumentam a vulnerabilidade do paciente.
Itaboraí aposta na qualificação das equipes
Ao sediar o encontro, a Prefeitura busca fortalecer a preparação dos profissionais para situações complexas.
Além dos procedimentos clínicos, as equipes precisam saber acolher, comunicar, notificar e encaminhar cada caso.
Portanto, a capacitação contínua contribui para um serviço mais seguro tanto para os pacientes quanto para os trabalhadores.







