
Jogadores do Arsenal comemoram durante a vitória por 2 a 1 sobre o Chelsea, neste domingo (6), no Emirates Stadium, pela Premier League. | Divulgação/@Premier League
O Arsenal precisou reagir a um gol sofrido no primeiro minuto, mas saiu do clássico londrino com aquilo que mais importava: a manutenção dos 100% de aproveitamento na Premier League. Neste domingo (6), os Gunners venceram o Chelsea por 2 a 1, de virada, no Emirates Stadium.
Kai Havertz e Martin Odegaard marcaram os gols do atual campeão inglês. Morgan Rogers abriu o placar para os Blues logo no início.
Com três vitórias nas três primeiras rodadas, o Arsenal permanece ao lado do Manchester City como uma das duas únicas equipes com campanha perfeita neste começo de campeonato.
Além da pontuação, a reação no clássico fortalece o time de Mikel Arteta às vésperas da estreia na Liga dos Campeões, contra o Napoli, na Itália.
Chelsea marca antes de o jogo se acomodar
O clássico mal havia começado quando o Chelsea silenciou o Emirates.
Com um minuto, uma cobrança de falta terminou em afastamento incompleto da defesa do Arsenal.
Morgan Rogers aproveitou a sobra e acertou uma finalização de primeira, sem possibilidade de defesa para Raya.
O gol ofereceu imediatamente ao time de Xabi Alonso o cenário ideal: vantagem precoce e possibilidade de explorar os espaços deixados por um Arsenal obrigado a reagir.
Arsenal responde e quase empata em lance anulado
A reação apareceu rapidamente. O Arsenal aumentou a presença ofensiva principalmente em bolas paradas e chegou a colocar a bola na rede.
Dibu Martínez fez uma grande defesa em finalização de Gabriel Magalhães. Na sequência, Konsa acertou a trave, e Calafiori completou para o gol.
A comemoração, entretanto, durou pouco. O VAR identificou impedimento de Konsa, e o gol acabou anulado. Mesmo frustrados, os Gunners mantiveram a pressão.
Havertz vence Dibu e recoloca Arsenal no jogo
O empate saiu aos 24 minutos. Havertz encontrou espaço para uma finalização rasteira e conseguiu superar o goleiro argentino.
O 1 a 1 devolveu equilíbrio ao placar, mas não diminuiu a intensidade. O Chelsea continuou atacando e encontrou boas situações em transições rápidas.
João Pedro tentou encobrir Raya, mas não acertou o alvo.
Já nos acréscimos, o brasileiro participou de uma jogada que quase devolveu a vantagem aos visitantes. Pedro Neto recebeu o passe e acertou a trave.
Odegaard transforma pressão em virada
Assim como na primeira etapa, o segundo tempo começou com gol. Desta vez, porém, quem golpeou rapidamente foi o Arsenal.
Martin Odegaard marcou o segundo gol dos Gunners e completou a virada para 2 a 1.
A vantagem aumentou o volume da torcida no Emirates e obrigou Xabi Alonso a modificar o Chelsea.
A equipe visitante passou a assumir mais riscos e criou uma oportunidade importante, mas Raya evitou o empate.
Estêvão ganha minutos na busca pelo empate
Faltando cerca de dez minutos, Xabi Alonso recorreu a Estêvão.
O brasileiro havia começado no banco pela terceira partida consecutiva, mas entrou com a missão de aumentar a capacidade de desequilíbrio do Chelsea.
E quase conseguiu.
Em jogada individual, Estêvão criou espaço para finalizar e obrigou Raya a fazer boa defesa.
Apesar da pressão final, os Blues não encontraram o segundo gol.
Chelsea prolonga jejum contra rival
A derrota mantém uma sequência incômoda para o Chelsea no confronto londrino.
Os Blues não vencem o Arsenal desde o 2 a 0 de 2021.
Além disso, sofreram agora a oitava derrota nos últimos 12 encontros entre os clubes.
O novo trabalho de Xabi Alonso mostrou capacidade para competir no Emirates, sobretudo em transições ofensivas, mas novamente saiu sem vencer o rival.
Arsenal e City começam a abrir o pelotão
Ainda é cedo para transformar a classificação em tendência definitiva, mas o início de campeonato já começa a separar os principais candidatos.
O Manchester City havia chegado aos nove pontos em três jogos no sábado.
Agora, o Arsenal responde com a mesma campanha.
Assim, somente os dois clubes permanecem com 100% de aproveitamento depois das três primeiras rodadas.
Para os Gunners, a vitória também ganha valor pelo contexto: foi conquistada de virada, em clássico e diante de um Chelsea competitivo.
Napoli é o próximo desafio dos Gunners
O Arsenal muda agora a chave.
Depois de três vitórias consecutivas na Premier League, a equipe viajará para a Itália para enfrentar o Napoli, pela Liga dos Campeões.
O triunfo sobre o Chelsea oferece um último impulso antes do compromisso continental.
O Arsenal sai do clássico não apenas com mais três pontos, mas com a demonstração de que consegue absorver um golpe precoce, reagir dentro da partida e preservar o início perfeito da temporada.








