As armadilhas fotográficas foram o tema de uma capacitação destinada aos profissionais da Área de Soltura de Animais Silvestres de São Gonçalo. O curso ocorreu na sexta-feira (24), em Cachoeiras de Macacu, em um trecho da Mata Atlântica.
A atividade buscou ampliar a capacidade técnica da equipe para monitorar espécies em zonas de mata. Além disso, o treinamento apresentou métodos que reduzem a interferência direta sobre os animais.
Curso ensina monitoramento da fauna silvestre
A SOS Vida Silvestre e o Projeto Felinos da Serra promoveram o 2º Curso de Armadilhas Fotográficas.
Durante a capacitação, os participantes aprenderam estratégias de monitoramento da fauna. Também receberam orientações sobre configuração dos equipamentos, instalação em campo e análise dos dados coletados.
As aulas práticas ocorreram em uma área de floresta. Dessa forma, os profissionais puderam conhecer as condições reais de instalação e operação das câmeras.
Como funcionam as armadilhas fotográficas
As armadilhas fotográficas são câmeras digitais protegidas por estruturas camufladas e resistentes às condições encontradas nas matas.
Sensores acionam os equipamentos quando identificam movimento ou variações de temperatura. Assim, as câmeras produzem imagens e vídeos dos animais que passam pelo local.
Segundo o responsável pela ASAS, Fernando Medeiros, a tecnologia ajuda a estudar a fauna sem exigir contato direto com os animais.
“Esse tipo de técnica auxilia na contabilização dos animais e na proteção da vida silvestre”, explicou o biólogo e técnico ambiental.
Além disso, o acompanhamento permite observar quais espécies aparecem em determinada área. A comparação dos registros também pode indicar aumentos, reduções ou possíveis desequilíbrios ambientais.
Registros orientam ações de preservação
As imagens coletadas podem ajudar os profissionais a identificar espécies, horários de atividade e áreas usadas pelos animais.
Por isso, o monitoramento contribui para o planejamento de ações ambientais. Os dados também podem orientar medidas de proteção, recuperação de habitats e soltura de animais reabilitados.
Entretanto, a qualidade do resultado depende da instalação correta. A equipe precisa escolher a altura, o ângulo, o local e a configuração adequados para cada objetivo.
ASAS amplia capacitação dos profissionais
A ASAS integra a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Transportes e atua no atendimento, na recuperação e na soltura de animais silvestres.
O secretário Fabio Lemos afirmou que a formação contínua aumenta a segurança dos agentes e fortalece a preservação ambiental.
“Essas capacitações são extremamente necessárias para auxiliar na preservação da vida selvagem e para salvar vidas”, declarou.
Na semana anterior, integrantes da ASAS e da Guarda Ambiental também participaram de um treinamento sobre ocorrências com animais peçonhentos.
O Instituto Vital Brazil e a SOS Vida Silvestre ministraram a atividade. O curso abordou identificação de riscos e procedimentos adequados durante os atendimentos.








