Afogamentos no Réveillon do Rio crescem mais de 1.000%, dizem bombeiros
O número de afogamentos no Réveillon do Rio atingiu um patamar histórico na Zona Sul. Entre os bairros do Leme e São Conrado, os bombeiros resgataram 631 pessoas durante a virada do ano. Na passagem de 2024 para 2025, haviam sido apenas 29 ocorrências, o que representa um aumento superior a 1.000%.
Segundo o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, a maior parte dos salvamentos ocorreu em Copacabana, praia que concentrou o maior público durante o Réveillon.
De acordo com o oficial, o perfil das vítimas segue um padrão conhecido. Jovens do sexo masculino continuam sendo maioria nos casos de afogamento, muitas vezes por subestimarem as condições do mar. Contreiras destacou que a corporação mantém ações de conscientização, mas reconhece que o problema envolve fatores culturais.
Para atender à alta demanda, Copacabana contou com uma operação reforçada. A orla recebeu 170 bombeiros, seis forças-tarefa, 20 postos de guarda-vidas e equipes médicas embarcadas em motos aquáticas. Em todo o estado, a corporação mobilizou 1.500 militares, com apoio de 360 viaturas, 250 embarcações, três aeronaves e 13 drones.
Alguns drones operaram com farol de busca e megafone para avisos noturnos. A operação também contou com três postos de Comando e Controle e a instalação de 38 novos postos móveis de salvamento marítimo em praias de grande fluxo.
Apesar do encerramento oficial do aviso de ressaca pela Marinha, o Corpo de Bombeiros alerta que o risco permanece elevado. Segundo Contreiras, o período pós-ressaca favorece a formação de valas e correntes de retorno, que dão uma falsa sensação de segurança aos banhistas.
O oficial reforçou que o mar aparenta estar mais calmo, mas segue com muita energia, o que aumenta o risco de novos afogamentos nos próximos dias.
Buscas continuam por adolescente desaparecido no mar
Além dos resgates, os bombeiros realizam o segundo dia de buscas por um adolescente de 14 anos que desapareceu no mar de Copacabana. O jovem foi visto pela última vez na manhã da quarta-feira (31).
Segundo o porta-voz da corporação, as primeiras 24 horas concentraram mergulhos no ponto exato do desaparecimento. Com o avanço do tempo, as equipes ampliaram o raio de buscas, devido à força das correntes marítimas.
As operações contam com drones que mapeiam toda a Zona Sul, helicópteros em sobrevoo constante e sonares instalados em embarcações, capazes de identificar alterações no fundo do mar e orientar os mergulhadores.
No dia do desaparecimento, a Defesa Civil emitiu alerta de ressaca para todo o litoral fluminense, enviado diretamente aos celulares da população, com orientação expressa para evitar o banho de mar.



























