Advogada argentina é investigada por racismo em bar de Ipanema
A advogada argentina acusada de racismo em Ipanema teve o passaporte apreendido e passou a usar tornozeleira eletrônica neste sábado (17), após ofender um funcionário de um bar na Zona Sul do Rio. (Vídeo no final da matéria)
A Polícia Civil confirmou a medida após identificar a turista como autora de ofensas racistas contra um trabalhador do estabelecimento.
Segundo a corporação, a vítima compareceu à delegacia na última quarta-feira (14) e relatou que a mulher apontou o dedo e o chamou de “negro” de forma discriminatória durante uma discussão.
Discussão e ofensas racistas
O episódio ocorreu após um desentendimento envolvendo o pagamento da conta. A turista discutiu com o gerente do bar, que decidiu verificar as imagens das câmeras de segurança e solicitou que ela aguardasse no local.
Nesse momento, a advogada passou a proferir xingamentos preconceituosos. A vítima começou a gravar a situação com o celular.
As imagens mostram a mulher imitando gestos de macaco e reproduzindo sons do animal, o que configurou o crime de racismo.
Medidas judiciais
A investigação ficou sob responsabilidade da 11ª DP (Rocinha). Após a identificação da suspeita, a Polícia Civil representou pela retenção do passaporte e pela imposição de monitoramento eletrônico.
Neste sábado (17), a turista compareceu à delegacia para prestar depoimento. Em seguida, foi encaminhada ao sistema prisional para colocação da tornozeleira eletrônica.
A polícia informou que a investigação segue em andamento para apurar todos os detalhes do caso.










